Capítulo 21

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"Um tempinho atrás, minha mãe me ligou com uma ideia de pretendente em Hillíos. E lembro como se fosse hoje dos rostos tristes daquelas damas que estavam comigo, disse que estavam dispensadas; afinal, eu deveria saber quem era essa tal...Pretendente.

 Catarina, a princesa de Hillíos. Procurei fotos e matérias sobre ela; a surpresa foi inevitável: ela era dona dos olhos mais brilhantes que eu já tinha visto, e vivia sorrindo (pelo menos foi o que eu pensei depois de me certificar que simplesmente não haviam fotos dela séria). É linda.

Cheguei em Hilliíos logo depois e a vi. Era mais linda ainda pessoalmente e tinha curvas que...Deus...Eu percebi ali que daria tudo para ter aquelas curvas na minha cama.

Passaram-se os dias e eu e ela vivíamos entre "tapas e beijos", mas grandes amigos, filmes, festas, e reunião na adega...Quando levei ela para dormir depois da festa, algo despertou, senti que deveria protegê-la a todo custo. Até porque, amigos protegem uns aos outros, certo? (ou não?)

Senti que não era a mesma coisa quando percebi que não daria tudo para ter só as curvas dela na minha cama, mas também o coração, os cabelos bagunçados e principalmente os olhos brilhantes que até pareciam até estar molhados na maior parte do tempo. Então decidi me distanciar, eu não queria machucá-la com a minha inconstância.

  Até que senti meu mundo cair. Foi difícil respirar quando meu pai falou do estado grave de Catarina. Muitas coisas chegaram a passar pela minha cabeça, inclusive se eu poderia ter evitado isso ou ter protegido ela.

  A verdade é que dói muito ver ela assim...Pálida, com os olhos lantejoula fechados. A vontade de ver eles é enorme.

  Eu não sei o que eu sinto, talvez eu..."


-Meu Deus...-Disse terminando de ler a tal "receita médica". Ele me...Amava?

  Antes que eu pudesse tirar qualquer conclusão ou debater comigo mesma, ouvi batidas na porta e logo em seguida ele entrou no quarto. Droga! Ele vai ter achado que eu estava mexendo nas coisas dele; e com razão! Eu estava com um papel todinho escrito por ele.

 -Eu ia dizer que esqueci minha bolsa, mas acho que você sabe que eu quero conversar direito...E...Meu Deus.- Disse quando viu o papel na minha mão.

-Luke, isso é verdade?

 Ele corou enquanto pegava o papel da minha mão. Estranho, nunca nessa vida eu tinha visto esse homem corar.

-Me diga se é verdade ou eu juro que... Eu juro...

-Sim Catarina! É verdade!- Falou com um tom mais elevado.- É verdade que eu não paro de pensar em você, feliz?- Pegou a bolsa que havia esquecido, colocando o papel dentro.- Agora se me der licença, eu tenho mais coisas para fazer.

Fiquei perplexa. Não sabia como reagir. Sorri.

-Você vai rir mesmo? Ta rindo do que?

 -Porque...- Levantei e fui até ele - Porque eu também sinto isso.- Peguei sua mão- Desde aquela festa, quando você fez isso. - Dei um selinho fazendo ele se lembrar de quando fui a suposta namorada. - Pegou até aqui.- Levei as mãos dele até a minha cintura.- E dançamos como um casal.

-De amigos?

-A palavra certa é "amigos apaixonados".- Sorri.- E desde aquele dia, tudo mudou mesmo e você sabe. Eu te amo Luke.

Ele me encarou.

Me beijou.

Como nunca tinha feito antes.

E ali eu sabia que era dele.

Ah, e não seria muito educado falar o que aconteceu nos próximos minutos, mas com certeza Luke esqueceu de tudo que tinha para fazer.

                                                                                   ***

 -E agora?- Ele disse enquanto puxava o cobertor sobre nós.

-E agora o que?

-Como vamos ficar?

-Nós sabemos o que deveríamos fazer. 

-Quer dizer, nos casar?

-Não Luke, roubar dois cavalos e fugir com uma cesta dos bolinhos de Olívia. Claro né!- Rimos.

-Sabe...Não seria tão ruim assim ser casado com você, você é simpática.

-Escuta aqui, eu sou uma pessoa extrovertida e gentil, seria uma esposa incrível, fala sério...

-Me mostre isso então.

-Isso foi um pedido?- Perguntei me sentando na cama, olhei para ele.

-Talvez...Vem cá!

 Ele pegou na minha mão, fomos para o corredor principal do palácio e corremos até onde tinha o maior número de pessoas (funcionários, alguns parceiros, e inclusive as rainhas, tanto de Hillíos quanto de Lagunno).

  -Preciso da atenção de todos.- Ele disse em alto e bom tom, fazendo com que todos olhassem curiosos.

 Então ele se ajoelhou e pegou a minha mão dizendo as três palavras que soa como música para os ouvidos de uma mulher apaixonada.

-Quer casar comigo?

Um burburinho se formou no corredor esperando a resposta

E uma explosão de felicidade vindo de todos assim que a resposta foi dada.

-Sim.

Prometida - I (COMPLETO)Onde histórias criam vida. Descubra agora