Capítulo 5

2.2K 205 24
                                        

Christopher foi para a casa apressado. Entrou em seu quarto e se sentou de frente para a escrivaninha que tinha ali, pegou um papel e caneta e pensou no que escrever. Mas ele não sabia direito, não era bom com palavras, não sabia como demonstrar interesse por meio de palavras. Ficou lá então, dez minutos, meia hora, uma hora e nada saia. Bufou frustrado com a falta de palavras.

- Vamos lá Christopher não é tão difícil. – suspirou. – É só você dizer que gostou da carta e quer encontra - lá. Isso você quer encontrá-la.

Como se as palavras tivessem caído em sua cabeça, começou a escrever um pequeno bilhete.

"Olá querida,

Fiquei admirado com a sua sutileza e as belas palavras. Você sempre me encantou e agora então não tenho dúvidas do que sente por mim. Pode encher meu armário com cartas irei adorar todas, mas para isso quero que me encontre no Point hoje depois da aula.

Com amor, Christopher."

Após escrever a carta deitou em sua cama feliz da vida. Anahí era sua admiradora, ele não podia estar mais feliz. Ela era uma das garotas mais bonitas da escola e ele sempre teve uma quedinha por ela, porém ela nunca correspondeu. Anahí gostava de garotos mais velhos e Christopher tinha a mesma idade que ela e os dois eram da mesma sala, as chances para ele eram mínimas. Mas agora que sabia sobre os sentimentos dela tudo fez sentindo, ela tinha vergonha de revelar o que sentia a ele, então usou a maneira mais antiga e romântica, escreveu uma carta revelando seus sentimentos. E no dia seguindo os dois finalmente iriam poder ficar juntos.

No dia seguinte, ele nunca acordou tão animado para ir à escola. Escolheu o uniforme mais limpo que consistia em camisa branca de botão e calça azul marinho. Penteou os cabelos e depois os bagunçou com a mão igual sempre fazia, pegou sua mochila e desceu.

- Ucker venha tomar café da manhã. – gritou sua mãe da cozinha.

- Estou sem fome mãe, vou comer no Colégio. – foi até a mãe e lhe deu um beijo na bochecha. – Te amo. – saiu pela porta do fundo.

Assim que chegou a escola contou tudo o que havia acontecido para Christian e ele decidiu também ajudar.

- Eu não acredito a garota mais popular da escola está afim de você. Cara você tem ideia do que isso significa? Vocês serão o casal mais popular. E eu sou seu amigo, conseqüentemente também serei popular. Já parou para pensar em quantas garotas eu irei conseguir pegar? – se entusiasmou com a novidade

- Menos Chris, eu ainda acho que não é a Anahí. – resmungou Alfonso.

- Só porque você também gosta dela. Mas não se esqueça manezao você e a torcida do Flamengo inteira gosta dela.

- Se for mesmo a Annie, vamos descobrir hoje no Point. – tirou um envelope da bolsa. – Olhem só, escrevi uma carta para ela, vou fazer igual ela fez colocar no armário.

- E qual é o armário dela? – os três olharam para o corredor cheio de armários.

Dulce passava ao lado deles segurando alguns livros e usando umas trancinhas no cabelo. Assim que Christopher há viu soube que Dulce era a solução.

- Dul? – puxou ela pelo braço. – Me ajude, por favor.

- O que foi Ucker? Não me diga que não fez os exercícios de matemática?

- Eu não fiz. – Christian coçou a nuca. – Me empresta Dul.

- Vou achar aqui. – começou a olhar dentro dos cadernos.

- Depois você faz isso. – Christopher puxou Dulce para que olhasse os armários. – Qual é o armário de Anahí?

- Não sei direto Christopher, acho que é o quinto armário da esquerda para a direita. Eu acho.

- Ótimo Dulce. Já disse que te amo? – deu-lhe um beijo na bochecha e saiu com os amigos.

- Eu também. – sua voz saiu mais como um sussurro.

Os meninos saíram apressados em busca do armário. Alfonso contou e apontou para um dos armários onde Christopher disfarçadamente jogou o envelope e os três seguiram para a sala. As primeiras aulas do dia seguiram normais, mas para Christopher estava parecendo uma eternidade para acabar. Passou a aula toda admirando Anahí que sentava nas primeiras carteiras, e parecia não perceber os olhares dele, já que ficou o tempo trocando mensagens com alguém no celular. Assim que o sinal do intervalo bateu ele deu graças a Deus por saber que mais duas aulas e finalmente poderia ficar com sua amada.

A cantina do colégio estava começando a ficar movimentada, muitas pessoas se amontoavam ali para conversarem e comerem. Assim que os garotos chegaram ao pátio uma menina dos cabelos pretos e compridos passou correndo por eles segurando um envelope.

- Oi Ucker. – sorriu.

- Oi May. – respondeu de má vontade dando um sorriso falso. A garota pareceu não se importar e saiu suspirando. – O que deu nessa garota?

- Às vezes ela quer voltar com você. – disse Christian.

- Claro que não, ela me traiu com Ícaro, quem trocaria a mim por ele? – Ícaro era um garoto muito popular também na escola e atraia á atenção das garotas por seu porte físico e sua idade um pouco avançada para o ensino médio. Os três olharam para ele e como uma resposta havia varias garotas em volta de Ícaro.

- Acho que todas as garotas do colégio. O que ele tem será? Com certeza ele usa algum perfume para atrair as garotas. Qual será o perfume?

- Não importa Chris, hoje eu terei a Annie e isto ele não terá. – sorriu confiante.

Ali perto estava Anahí e Dulce sentadas em cima da mesa esperando alguns outros amigos. Anahí estava de cara fechada olhando fixamente para o bolinho de meninas que se formava em volta de Ícaro.

- O que aquelas garotas fazem em volta do Ícaro?

- Você sabe Annie, o mesmo que você faz em volta dele. – respondeu Dulce.

- Não exagere Dulce, eu me dou ao respeito ta? – retrucou bicuda a encarando.

- Mas mesmo assim, você corre atrás dele como elas Annie. – revirou os olhos e olhou para frente avistando Christopher e seus amigos conversando no pátio.

Era impossível um sorriso não surgir em seus lábios, ele era tão lindo e inalcançável que se parecia um sonho muito distante. Mas era tão charmoso e tinha um jeito de sorrir tão único e lindo, um sorrisinho torto. O sorriso preferido de Dulce. Anahí percebeu a cara de bocó que Dulce estava ao observar os garotos.

- Não me diga que está afim do Poncho? – os observou também. – Eu até acho ele bonitinho. Já viu quando ele se pendura nos aços da pracinha, menina, ele tem um tanquinho...

- O que? – a olhou incrédula. – Está louca Anahí? Não, é claro que não estou afim de Alfonso. – Tentou se defender das suposições da amiga.

- Então é Christian? Ah Dul, nada contra, mas acho-o muito infantil e sem contar que parece um palito de tão magro. – entristeceu-se olhando Christian. E ela realmente tinha razão Christian era um crianção de 17 anos que agia como se tivesse dez e com os hormônios aflorados, resumindo o maior sacrifício era Christian conseguir agir com maturidade em frente a uma garota. – Se quiser posso falar de você para ele, estudam na mesma sala ele logo vai se ligar. Ou pode pedir a Christopher, ele é seu amigo vai conseguir ajudar melhor do que eu.

- Eu não estou interessada em Christian, Anahí. – a olhou com repulsa. – Você está louca.

- Então porque estava olhando para eles com cara de apaixonada? Se não estava olhando nem para Poncho ou Pollito, porque essa cara?

- Porque eu não podia estar olhando para Christopher?

Admiradora Secreta.Onde histórias criam vida. Descubra agora