Capítulo 8

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- Você é um idiota Ucker, vai se ver comigo. - Maite bateu com as duas mãos no peito de Christopher o empurrando e saiu irada do lugar. Ele sorriu por ter conseguido afasta - lá, mas logo o sorriso se desfez quando avistou Anahí os encarando surpresa.

- Droga! Annie eu posso explicar, não é o que você esta pensando.

- Eu não to pensando em nada Christopher, só não imaginei que você e a Dulce, bem... - Não concluiu sua suposição e foi se sentar com Ícaro.

- A sorte não tá do meu lado. - resmungou.

- Porque você fez isso?

- Desculpa Dul... - olhou para onde Anahí estava. - Droga não era para ela ver. - negou com a cabeça. - Acho melhor ir embora, depois te explico.

- Eu saio as cinco. - deu um meio sorriso e o esperou se afastar.

Assim que Christopher saiu do Point, Anahí correu até Dulce com um enorme sorriso nos lábios.

- Sua danadinha, então era para o Ucker que você estava olhando? Sabia que você gostava dele.

- Não viaja Annie, eu não gosto dele, nem sei por que me beijou. - tentou inventar logo uma desculpa. - Não temos nada.

- Ainda não é? - riu zombando da amiga.

Dulce passou o resto da tarde pensando naquele beijo. Há quando tempo ela sonhava com esse momento e ele realmente aconteceu, ela estava feliz e confusa. Christopher havia beijado-a por algum motivo, ele jamais faria isso involuntariamente. Eles eram como irmãos, e irmãos não se beijam.

Christopher também ficou preocupado em como Anahí iria interpreta o que havia acontecido, ele não queria perder a chance de ficar com ela, mas o beijo que deu em Dulce dificultaria as coisas. O beijo. Aquele momento voltou a sua mente, nunca se imaginou beijando Dulce, ela era como um menino para ele. Era uma amiga, uma irmã, não conseguia enxerga-lá alem disso, mas não poderia negar que aquele beijo estava o atormentando. Porém necessitava trazer de novo sua admiradora secreta para perto, precisava pensar em um novo jeito de chamar Anahí para sair.

No fim da tarde o céu nublou e nuvens de tempestade assombravam a cidade. Dulce havia acabado de sair do Point torcendo para que não chovesse antes de chegar em casa. Assim que olhou para frente encontrou Christopher encostado em uma arvore a esperando como eles haviam combinado.

- Vamos logo, irá chover. - se aproximou dele.

- E o que tem? - sorriu de canto e os dois saíram andando pelas ruas. Ouviam muitos trovões e o céu estava cada vez mais escuro.

- O que aconteceu hoje no Point? - Christopher iria responder quando os primeiros pingos caíram do céu. Dulce logo puxou pelo braço os levando a uma cobertura de loja quando foi detida por ele. - Vamos Ucker, vai chover.

- E daí? Há quanto tempo você não toma banho de chuva? - Aquela pergunta foi o suficiente para os dois ficarem parados na calçada sendo atingidos pelos fortes pingos de chuva. - Sente isso Dul, a chuva lava a alma, esfria os pensamentos. Sente isso Dul. - levantou a cabeça para o céu e fechou os olhos sentindo a água cair sobre si.

Dulce repetiu os movimentos de Ucker, e deixou que todas as suas angustias e os pensamentos que a torturavam fossem embora como a água que lavava seu corpo. Ele tinha razão à chuva dava uma sensação de limpeza, era como se ela estivesse se limpando por dentro, tirando todos os tormentos e aflições e a deixando limpa para novos recomeço. Aquilo estava lhe fazendo tão bem que chegou a pensar que talvez ali fosse um novo recomeço para os dois e depois do beijo e de tantos momentos bons juntos, ele pudesse a enxergar mais do que como amiga. Dulce foi despertada de seus pensamentos quando sentiu alguém jogando água nela, era Christopher.

- Vem me pegar. - saiu correndo. Dulce foi atrás dele. Os dois pareciam crianças brincando na chuva, corriam e riam, se divertiam a valer. Já estavam ensopados e com a barra das calças e os tênis todos sujos pelas poças da rua. Mas estavam felizes. Os dois sempre se sentiam felizes quando estavam na companhia um do outro, eram verdadeiros amigos, irmãos e companheiros.

Ela finalmente conseguiu alcançá-lo e o abraçou por trás. Christopher a puxou pelos braços e a rodou no ar, a sensação era libertadora. Dulce sempre se sentia nas nuvens quando estava na companhia dele.

- UHUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU. - gritou maravilhada com a sensação de estar voando. Christopher ria da carinha de felicidade de Dulce. Estavam em completa sintonia naquele momento tão perto e dividindo sentimentos tão diferentes. Quando ele a parou de rodar, então percebeu que Dulce estava mais perto do que ele imaginou. Os dois estavam de novo com os rostos quase colados, sentindo vibrações estranhas dentro de si.

- Eu te amo. - disse Christopher para Dulce, sorrindo.

- Eu também te amo. - ela olhou no fundo dos olhos dele transmitindo tudo que guardava no peito.

Christopher pareceu perceber que os olhos de Dulce diziam muito mais do que ela falava, aquele "eu te amo" havia soado de maneira diferente. Os dois estavam tão próximos, que era certo que iriam se beijar, mas Christopher sabia que era errado e antes que acontecesse ele se desviou.

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