Capitulo 11.

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— E depois ele saiu correndo, fugiu de mim com a pior desculpa de todas! – Anne se exalta.

— Talvez ele estava mesmo ocupado. – Anna penteia seus cabelos enquanto a irmã anda de um lado para o outro no quarto e frustada. – Dá pra parar? Vai abrir um buraco no chão.

— Ele ainda vai ser meu! – ela para, convicta. – Pode escrever.

A mais velha suspira. Era cansativo ouvir aquilo, sempre a mesma ladainha. Como uma pessoa pode se apaixonar por alguém que nem conhece direito? Sem lógica nenhuma, Anna afirmava para si mesma.

— O que foi? — Anne percebe a irmã pensativa.

— Nada. – ela deixa o pente na penteadeira. – É que... Já pensou na hipótese do Niall ser afim de outra pessoa e por isso não dá muita moral pra você?

— Que outra pessoa? Ele mudou pra cá recentemente com os amigos, esqueceu?! Não tem "alguém". Não pode ter alguém! — seria horrível para Anne se surgisse uma concorrente.

A mais velha deu de ombros, fingindo desinteresse.

— Talvez seja alguém dá antiga cidade dele. — passou a mão pelos cabelos para se certificar que estava bem arrumado.

— Eu perguntei se ele namorava e ele me disse que não. – Anne contra argumentou, fazendo a outra revirar os olhos.

— Não é só por que ele não namora que ele não pode gostar de ninguém de lá. — O que ela poderia dizer para a caçula que a faria desistir da ideia de ter Niall? Aquilo era uma briga sem vitoria, ela deveria ser esperta o suficiente para ver.

— Mas ele não pode gostar de ninguém de lá. – a irmã choraminga. – Por que não consigo fazer ele me notar?

Suspira. Anne sempre teve as coisas fácil demais, teve homens aos pés dela. Ela sabia exatamente como usar sua beleza e carisma para conquistar alguém, todavia sempre a uma exceção. A homens muitos seletivos e que quando gostam de alguém é difícil para outra pessoa se aproximar. Ao invés dela respeitar esse sentimento e dar espaço ela o sufoca no desespero de conseguir alguma coisa. Anna estava entalada para dizer isso a ela, mas sentia o abalo da irmã e como uma boa ouvinte e conselheira, ela disse o que a irmã queria ouvir e não o que precisava.

— Conquistar uma pessoa leva tempo. Uma hora ele vai te notar. — ela deu um leve sorriso para transpassar confiança.

— Como você pode saber? Você nunca namorou. – o sorriso se desfaz, dando lugar ao ofendimento. – Desculpa. — Anne repara no peso das palavras.

Cansada a mais velha se levanta da penteadeira.

— Vou ver se tem alguma coisa pra comer. – e sai do quarto antes que a caçula profane mais palavras ofensivas a ela.

Estava ciente de que a irmã não fazia por mal, porém ela sempre deixava escapar coisas assim que a faziam se sentir péssima, por que sabia que era tudo verdade. Odiava ser cega nesses momentos por que sabia que era privada de muitas experiência por conta dessa falha genética.

Anda calmante até a cozinha e passa a mão pela geladeira procurando a porta para abri-la e assim que o faz, sente o vendo frio bater contra a pele. Inspira aquela fumacinha de gelo e se recorda de quando neva em Londres. Dizem que tudo fica branquinho, crianças fazem bonecos de neve e fazem anjinho sobre o chão, uma das experiências que nunca teria.

Tinha uma imensa curiosidade de ver como é, o imenso mar branco, foi como sua mãe descreveu para ela uma vez. 

Afastando os pensamentos tristes ela procura pela geladeira algo para comer, tendo o olfato como guia e por fim encontra um pote de sorvete. O carrega para sala junto de uma colher e liga a televisão. Mesmo não podendo ver ela gostava de ouvir. O pote de sorte já estava pela metade e ela já tinha parado de prestar atenção nos sons da TV. Estava tudo tedioso e sem muito no que fazer.

O som do toque do seu celular a faz despertar assustada do seu estado monótono e ela segue o som, achando o aparelho em cima da mesinha da sala.

— Alô?! – atende.

Oii Anna, aqui é o Luke.

— Ah oii. Tudo bem? — era sempre bom conversar com Luke. O amigo sempre dava um jeito de animar as tardes dela.

Sim, só liguei pra confirmar se você vai mesmo hoje na London Eye comigo e com o Calum.

— Aaaaah! – tinha se esquecido completamente. – Vou sim claro, que horas você vai passar aqui? — seria bom para matar o tédio e fazer alguma coisa diferente.

Lá pelas sete.

— E que horas são? — normalmente ela ouvia a hora na radio, mas era mais fácil perguntar.

Seis e quinze.

— Okay eu... – o celular vibra, indicando outra chamada. – Luke eu tenho que desligar, te vejo mais tarde. – desliga a chamada e atende a próxima. – Alô.

Hey Anna! – aquela conhecida voz aparece do outro lado dá linha.

— Niall?! – a surpresa é inevitável como o sorriso em seu rosto.

Menina esperta! – ela ri.

— O que você quer? – revira os olhos, mesmo sabendo que ele não veria.

Será que a digníssima dá...

— Dá...? – o encoraja.

Qual seu nome completo?

Aaaaaaah não!

Sim! Vá lá, me diz, não custa nadinha.

— Anna Campbell Collins. – por que tinha falado seu nome completo tão facilmente? Era algum tipo de magia dele?

Lindo nome. — sorrio abertamente e corou involuntariamente. Odiava a forma como seu corpo correspondia a elogios. 

— Diz logo o que você quer. – murmurou, mordendo o lábio ansiosa.

Será que a digníssima Anna Campbell Collins gostaria de ir ao Nando's comigo está noite. – ela ri dá forma estranha como ele fala, tentando parecer mais formal.

— Eu... – suspira. – Não posso. Eu minha irmã e uns amigos vamos a London Eye hoje. – joga a almofada de lado e abraça as pernas.

Ah, que pena. – sua voz soa desanimada.

— Mas você pode ir com a gente se quiser...

Acho melhor não.

Ah por favor, Nini. – assim que disse as palavras ela franziu a sobrancelha para si mesma. Nini? De onde raios tirou isso?

A risada de Niall ecoa do outro lado da linha.

Tá bom, mas só por que você me chamou de Nini e pediu com uma voz fofa. – ela sorri vitoriosa, mas envergonhada.

— Você tem que estar aqui antes das sete. — ordenou.

Okay, até mais tarde.

Até. 

A Importância dos MomentosOnde histórias criam vida. Descubra agora