Marina se juntou a Fernando e os dois seguiram rumo à casa de Gabriel. Ela torcia para que ele estivesse em casa, depois da briga que ele e Alice tinham tido. Aquele seria um dia difícil para o rapaz. Mas era melhor que ele soubesse logo que alguém podia estar tentando matá-lo. Apesar das últimas diferenças dele com Alice terem mostrado que eles não iriam funcionar como casal, Marina achava que Gabriel era um bom homem, e que ele merecia um pouco de felicidade. O carro foi diminuindo o seu ritmo, eles estavam chegando. Marina nunca tinha estado na casa de Gabriel, tudo que ela tinha era o endereço anotado em um papel dado por Alice. Na verdade, ela não sabia se Alice também já havia passado por ali. O carro parou e ela ficou admirando os entornos por algum tempo, os olhos mal podiam parar mais de cinco segundos em cada ponto que focavam. Eles iam da direita, para a frente, para a esquerda, novamente para a direita, e assim sucessivamente. Gabriel morava em um ótimo bairro, e tudo ali era lindo. De fato, uma paisagem bem diferente da vizinhança de Ariane. Ela fixou o olhar no portão em sua frente. Número 65, aquela era a casa de Gabriel. A casa parecia ser linda, pelo menos era isso o que parecia de onde ela podia ver. A casa tinha um muro alto na sua entrada, coberto de Hera, que terminava em colunas em estilo grego, com um grande portão de metal preso à elas. O jardim era enorme, repleto de Pinheiros, cujo cheiro tomava conta da rua. Um caminho cheio de paralelepípedos seguia a perder de vista, subindo uma colina, que ela acreditou ser o lugar em que a casa ficava. Apertou a campainha da casa. Ele iria demorar, se de fato estivesse mesmo lá. Olhou para Fernando, preocupada, enquanto eles esperavam. Aquela história parecia coisa inventada, ainda mais vindo de Ariane, mas eles não podiam correr o risco de que algo acontecesse a qualquer um deles. Ela abraçou Fernando, procurando por um abrigo no meio de toda aquela bagunça. Eles se olharam em silêncio, enquanto esperavam que alguém aparecesse no portão. Ficaram minutos assim, até que ouviram passos próximos deles, era Gabriel chegando.
...
O carro de Heitor seguiu pelas ruas que ficavam mais vazias a cada minuto, até chegar em um parque, aonde eles poderiam ficar a sós para conversar tudo que ainda tinham que falar. Heitor saiu do carro, seguido por Alice. Os dois caminham até a sombra frondosa de uma árvore que ficava próxima dali e se sentaram na grama, um de frente para o outro. Heitor dá um sorriso, uma tentativa de reconfortar Alice naquele turbilhão de notícias. Naquela confusão que a vida dela tinha se tornado. A tentativa não funcionou muito, mas a intenção era reconfortante. A encenação não funcionou porque Alice podia ver a preocupação nos olhos de Heitor. A falta de brilho que eles tinham, e olhar distante eram algo que ele não conseguia disfarçar, não importava o quanto ele tentasse. Mas o gesto significava muito. A preocupação dele aquecia o coração de Alice, e a fazia perceber que ele não havia deixado de pensar nela, que apesar de tudo ele ainda se sentia atraído por ela, é que eles poderiam ficar juntos quando tudo aquilo acabasse. Ainda era difícil acreditar naquilo, por isso cada mínima demonstração de afeto a fazia ficar paralisada, olhando para aquele homem é agradecendo pela chance de estar com quem ela gostava. A mão dele tocou seus dedos, suavemente. Alice sorriu. Era bom sentir suas peles se tocando. Ela olhou para ele, que sorria, mas que ainda trazia um peso em seu olhar.
- Alice, me perdoe por não ter acreditado em você. Quando eu penso em todas as coisas que eu disse, em todas as coisas que eu fiz... Eu me sinto envergonhado. Você não merecia ter passado por aquilo.
-Você foi tão vítima dessa história quanto eu, Heitor. Estamos juntos no meio de toda essa loucura.
-Só espero que possamos continuar juntos ainda muito tempo depois de tudo isso ter acabado. Ele disse, sorrindo.
Ela sorriu de volta. Toda essa história fez com que ela percebesse que nós não podemos deixar nossa felicidade para depois, que não podemos esperar o amanhã para fazer o que queremos, temos que ser felizes agora. Ela beijou Heitor. O beijo começou tranquilo, suave, mas foi ganhando intensidade conforme o tempo passou. Todo desejo reprimido que os dois vinham sentindo ao longo desse tempo começou a aflorar nos dois, e eles se buscavam, em um frenesi. Heitor passou sua mão no colo de Alice, que suspirou com o toque dele em sua pele. Ele aproximou seus lábios do pescoço dela, e ela podia sentir o calor de sua respiração sobre a sua pele. Ele aproximou seus lábios dela, e a beijou no pescoço, fazendo Alice estremecer de desejo. Ela já não se preocupava com o que iriam pensar dela, ou que iria fazer no dia seguinte. A verdade é que existia a possibilidade de nenhum dos dois estar vivo no dia seguinte. Alice olhou para os lados, para conferir se havia alguém que pudesse observá-los. Nada. Era a situação perfeita. Ela começou a tirar a camisa dele, que abria o zíper do vestido dela, revelando seus seios. Ele beijou os seios de Alice e fez uma sucção em seus mamilos. Ela gemeu de prazer pela primeira vez. Nunca ninguém a havia tocado daquela forma, e o que Heitor fazia criava uma fogueira dentro dela, uma chama que consumia todo o seu ser. Ela desceu sua mão até a cintura dele, e depois a colocou dentro da calça, que já estava desabotoada. Ele já estava firme. Ela sentiu a grossura do seu pênis em sua mão, e aquilo alimentava o desejo que ela tinha de ele a possuísse. Ela então fez com que ele se deitasse no chão, se sentando por cima dele. Sentiu seu pênis tocando nela, e depois penetrando o calor molhado que emanava de sua fogueira interior. Sentiu o órgão aos poucos dentro dela, cada vez mais tomando conta de todo o seu ser.
- Oh, Heitor, isso é tão bom!
-Você não sabe quanto eu desejei por isso, Alice!
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Alice
Ficção HistóricaAlice é uma dançarina de burlesco que se vê dividida entre dois homens, tentando se decidir entre o homem que ela ama e o homem que a ama. Nessa busca conta com o apoio de amigos para superar suas dúvidas, seus problemas e os perigos que o amor mal...
