5. I'mma fall in love baby

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1 ano e 1 mês antes

Sinceramente, a família de Jimin sempre me supreendia. Positivamente. De diversas maneiras. Quando soube que eu tinha sido convidado para comemorar o aniversário de Gaeul no Caribbean Bay, em Yongin, fiquei muito interessado.
Afinal, não é todo verão que se recebe um convite desses. Então, resumindo: aceitei na hora. Arrumei minhas malas na velocidade da luz e no dia seguinte estava esperando na porta da casa da família Park para subir em uma van e me mandar para Yongin. Eram seis e meia da manhã, mas não estava com sono. Animação é o nome. Cismei de colocar uma camiseta azul, não sei bem o porquê. Minha mala parecia uma despedida para o exército, ainda mais que tinha a estampa camuflada. Estava ajudando o senhor Park a guardar as malas na mala, junto com Namjoon e Jimin. O último não parava de reclamar que o cabelo estava caindo na cara.
- Então por que você não corta? - Perguntei, empurrando com força uma mala cor de rosa.
- Olha bem pra minha cara e me diz se acredita de verdade que eu vá cortar meu cabelo a essa altura do campeonato.
Bufei, sacudindo minha camisa para tentar aliviar o calor que se apossava do meu corpo. Verão.
Alguns minutos após isso, ouvi vozes femininas se aproximando. A primeira a sair foi a senhora Park, que eu cumprimentei com uma reverência respeitosa. Logo depois dela vieram Gaeul - com os cabelos recém tingidos de ruivo - e (s/n), com os dela presos em uma trança. Quando olhei pela segunda vez, percebi que ela estava usando a blusa que a dei de aniversário. Não pude conter o sorriso que brotou em meu rosto quase que imediatamente. Peguei as malas delas enfiei na mala, finalmente fechando a mesma. A van em si era grande, mas não o suficiente para carregar sete pessoas com perfeição.
- Três se espremem e as garotas vão no colo de alguém - Jimin sugeriu.
- Nem é tão longe de Seul até o resort - o senhor Park completou. - Não teremos muitos riscos.
- Vamos de uma vez. O check in está marcado para meio dia! - Advertiu sua esposa.
Entramos todos no carro. Gaeul sentou no colo do irmão, prometendo pagar uma refeição pra ele quando chegassem no lugar. (s/n) se ajeitou no colo do irmão, que no primeiro quebra mola gritou para que ela saísse de cima dele.
- Jimin, não tem como você me tirar daqui! Onde é que eu vou sentar?!
- Vai no teto, aposto que vai render muitas fotos pro teu Instagram.
- Jimin - repreendeu o pai. - Pare de falar besteiras.
- Appa, ela está me esmagando!
- Chega! Parem de brigar! - A senhora Park falou alto. - Jungkook, querido, você se importa de deixar a (s/n) sentar no seu colo?
Arregalei os olhos e me entreolhei com a garota na mesma hora. Engoli seco, percebendo que o silêncio estava ficando constrangedor demais com o passar dos segundos.
- Sem problemas - falei em alto e bom som.
A menina saiu do colo do irmão, que suspirou aliviado, e se sentou sobre minhas pernas com extremo cuidado. Desviei o olhar para a janela, sentindo minhas bochechas corarem rapidamente. Aquilo não podia estar acontecendo. Estava tudo bom demais para ser verdade. Eu estava cansado de andar de carro, as vibrações irritando meu organismo, mas as pessoas no carro não sentiam a mesma coisa. De repente, todos começaram a cantar Arirang em um volume alto. A energia lentamente me contaminou, arrancando a minha voz de dentro das minhas cordas vocais. Confesso que era a coisa mais divertida que eu fizera desde muito tempo. A faculdade sugava cada segundo do meu tempo, então eu não estava acostumado a em divertir com frequência.
Jimin gravou tudo em seu celular, provavelmente apenas esperando uma oportunidade para compartilhar tudo em suas redes sociais em algum momento qualquer.
Duas horas se passaram e (s/n) tinha adormecido contra meu corpo, me deixando extremamente desconfortável e com medo de acordá-la de seu sono profundo. Ela estava incrivelmente linda com os olhos fechados e sem a menor intenção de ligar para a realidade. Olhar para seu cabelo bagunçado me deixou mais desperto ao invés de me dar sonolência.
Não gostava de dormir em viagens. A estrada era bonita demais para ser ignorada. Caminhos, sempre tão sugestivos.
Na terceira hora eu tinha a certeza de que nunca chegaríamos a Yongin. Minha bunda estava quadrada no banco da van, e a garota em meu colo dormia tranquilamente. Seus cabelos cheiravam à baunilha e ela tinha cheiro de sabonete. Dois cheiros que eu amava, aliás.
Então, como um oásis no meio do deserto do Saara, a placa de "Bem vindo a Yongin" apareceu na estrada.
Alívio se espalhou pelo meu corpo e pelos meus órgãos. Eu não aguentava mais ficar na mesma posição, e também estava super apertado para ir no banheiro. Finalmente atingimos o resort. Descemos na entrada, entregando nossas malas para os funcionários. Fiquei abismado com a magnitude daquele lugar, com vários lustres pendurados no teto branco e escadarias que pareciam nunca ter fim. Gaeul arrastou a prima para tirar fotos, me deixando sozinho com os garotos. Os pais de Jimin fizeram nosso check in de cinco dias no resort. Estávamos liberados para curtir como desejássemos, ainda mais porque tínhamos chegado bem mais cedo que o esperado. Subi para o meu quarto, ligando o ar condicionado e me jogando na cama. Abri meu Snapchat e vi que Taehyung havia me mandado algo. Era um vídeo dele numa piscina, com uns óculos escuros ridículos, o cabelo pintado de rosa salmão e uma bóia bizarra em formato de dinossauro.
Dez da manhã e ele já estava bêbado. Assim que se curte o verão e também a maioridade. Tirei uma foto esparramado na cama com a legenda "chupa haters".
Confesso que não fiz nada o dia inteiro, apenas fiquei deitado dormindo as horas que não dormi anteriormente. De noite jantamos em um dos quiosques do resort, que servia alga marinha, uma das minhas comidas favoritas. Depois disso, dormi mais. Eu estava bem cansado. E era apenas o primeiro dia.

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