4 meses depois
Feriados deveriam ser dias de tranquilidade e diversão, mas especialmente aquele estava tirando (s/n) do sério. Ela realmente não sabia dizer como tinha concordado com aquilo. Deu uma última olhada no espelho, ajeitando seu cabelo e puxando seu suéter para baixo. Estava bem vestida, na medida do possível. Com a última chamada de Jimin, a garota apanhou sua bolsa e pôs-se a descer as escadas na direção da porta de casa. Seu pai e sua mãe já estavam dentro do carro.
- E aí, nervosa? - Jimin perguntou.
- O que? Claro que não.
Era uma mentira nítida propagada apenas com a intenção de confortá-la.
Felizmente seu irmão não pareceu com vontade de confrontá-la. Saiu e sentiu imediatamente o frio congelante de inverno se apossar da sua alma. As decorações de Natal na rua estavam tão brilhantes e lindas que (s/n) não poderia evitar parar de sorrir. Lindos pisca-piscas iluminavam a faixada das casas da sua rua, cada um ironicamente único. (s/n) entrou no carro, observando o trajeto até a casa do namorado. Seul estava especialmente iluminada naquele Natal, era como se a cidade soubesse o que estava prestes a acontecer. O vidro estava embaçado, e ela começou a fazer sua atividade favorita: desenhar coisas aleatórias na superfície úmida. Os presentes estavam na mala. Não levava mais o tempo curto para chegar a casa de Jungkook, que agora se travava de um apartamento, pois sua família tinha se mudado para uma parte mais central da cidade. Não mentiria dizendo que não sentiria falta de ir andando até a casa dele, mas não poderia dizer que se sentia solitária. Isso seria uma mentira absurda demais para ser propagada. Quando finalmente chegaram na frente do prédio, seu pai estacionou o carro numa das vagas disponíveis e todos saíram. (s/n) sentiu novamente o frio em seu corpo, mas o afastou ao se agarrar com o irmão. Ainda não gostava de elevadores, principalmente quando estava nervosa. Era a primeira vez que passaria o natal com alguém além da sua família, e logicamente a primeira vez que passaria com o seu namorado. Até porque todos os namorados anteriores nunca existiram. Deixou que sua mãe tocasse a campainha do apartamento, se escondendo atrás de Jimin. A porta se abriu e ela reconheceu a voz do pai de Jungkook. Todos se cumprimentaram e ela ficou por último.
- (s/n), que bom te ver!
- É bom vê-lo também, senhor Jeon.
- (s/n), quanto tempo! - A mãe de Jungkook a puxou para um abraço. - Como você está linda! Amei o que fez no cabelo!
Honestamente, não era nada demais. Só tinha cortado novamente. Mesmo assim apreciou o que a senhora Jeon disse.
(s/n) não conseguiu evitar dar uma alta risada assim que bateu os olhos em Jungkook e viu seu cabelo tingido com mechas cor de rosa.
- Ai, credo, (s/n)! - Ele falou alto. - Você é tão insensível.
Enquanto as outras pessoas se dissipavam, ela se aproximou dele, subindo na ponta dos pés para analisar o cabelo.
- Tá bonito. Eu gostei.
- É mesmo? - Ele perguntou, irônico. - Pelo o que eu me lembro foi sua ideia que eu fizesse isso no meu cabelo.
- Você disse que não tinha problema.
- E não tem, só estou brincando com você.
Dito isso ele a puxou para um abraço, e (s/n), como sempre, ficou imprensada no peito dele. Jungkook apoiou o queixo na cabeça dela, enquanto suas mãos descansavam acima dos quadris da menina, que colocava as próprias no mesmo lugar.
- Estou feliz que esteja aqui, (s/a).
- Eu estou feliz de estar aqui. Obrigada por me convidar.
- Bem, tecnicamente não fui eu.
Tinha sido a mãe dele. Os dois tinham chegado depois de um dia na cidade (ao menos era o que tinham dito para omitir os detalhes sórdidos) e quando ela estava se despedindo, a mãe dele simplesmente gritou com todo o ar que tinha nos pulmões que ela e a família estavam absolutamente convidados para passar o natal com eles. Foi engraçado testemunhar o rosto de Jungkook ficar vermelho como um tomate, sendo que o dela tinha ficado da mesma forma. E então, naquele dia, estavam ali. Claro que só comemorariam o natal na manhã seguinte, mas o convite envolvia passar a noite ali. Detalhe que deixava (s/n) especialmente animada.
- Seria muito rude se eu e você saíssemos de fininho? - Ele perguntou baixo.
Ela levantou o olhar especialmente para encarar o menino, que tinha uma expressão sapeca no rosto.
- Você não acha melhor esperar? Sabe, ainda está muito cedo e tem muita gente...
Os olhos dele se arregalaram.
- Não! Não é isso que quero dizer. Eu quero te mostrar uma coisa.
- Ah, sim... - Ela sentiu as bochechas queimarem. - Tudo bem então.
- Meu Deus, (s/n), por quem me tomas?
- Foi mal, é que, sei lá.
- Mais uma pra lista de pérolas de Park (s/n): "Foi mal, é que, sei lá."
Deu um tapa no ombro dele, que fingiu uma dor absurda. Ele a soltou para que pudessem seguir até o quarto dele. (s/n) tinha a leve impressão de que não seria a única vez que faria aquele trajeto naquela noite.
O quarto realmente era bonito. Diferente do antigo, sim, mas ainda sim bonito. Combinava absurdamente com ele. O que mais chamava a atenção dela eram as paredes decoradas com jornais. Isso sim era uma visão estética.
- O que você quer me mostrar?
Dito isso ele saiu da frente de um lindo telescópio dourado. Ela arregalou seus olhos e correu na direção do objeto, animada como uma criança que ganhava um doce.
- Não acredito que você comprou um!
- Eu não deveria te mostrar seu presente antes da manhã de natal, mas não resisti a sua carinha fofa.
Ela o encarou lutando para conter seu sorriso.
- Você não deveria ter gasto seu dinheiro comigo, Jungkook. Você tem suas coisas da faculdade...
Ele a silenciou colando seus lábios de maneira suave e gentil. Ele era um safado mesmo, sabia exatamente como fazê-la se derreter toda. Alguns segundos depois ele se afastou, sorrindo. Jungkook tirou uma mecha de cabelo do rosto de (s/n).
- Você fala muita besteira.
- Olha só quem fala.
(s/n) se virou para observar o telescópio, aproximando o olho da lente, tendo uma linda visão da lua. Ela não conseguia conter os sorrisos que escapavam da sua boca. De repente, um olho surgiu no lugar da lua. A garota deu um gritinho e começou a rir, sendo seguida pelo namorado. Ela se levantou do banquinho e pulou nas costas dele, que perdeu o equilíbrio por alguns segundos.
- A gente vai cair! - Jungkook advertiu.
- Então que seja na cama!
Ela forçou o próprio peso para trás, o que ocasionou na perda de equilíbrio dele, e ambos caíram na cama dele, ele por cima dela. Ela se sentiu um pouco esmagada, mas nada absurdo. Ele virou para checar se ela estava bem com um olhar extremamente preocupado.
- Você tá bem? Se machucou?
- Estou ótima.
(s/n) puxou o rapaz pela gola do seu suéter, juntando suas bocas mais uma vez. Foi um beijo daqueles que é interrompido toda hora por risadas. Era assim que sua vida se resumia: felicidade e risadinhas. Os planetas dentro da mente dela finalmente tinham se alinhado. As mãos de (s/n) ficavam na nuca de Jungkook, o puxando para mais perto, mesmo que já estivessem colados. Ele, felizmente, sabia como realizar os desejos dela. Sem perceber o rumo que as coisas estavam tomando, Jungkook abaixou os lábios até a altura do pescoço da garota, depositando beijos leves.
- Acho que você deveria parar antes de me deixar toda marcada - (s/n) murmurou no ouvido do rapaz.
- Essa é exatamente a minha intenção.
Ela mais uma vez tentou conter o sorriso, mas não conseguiu. Entretanto, pôde ouvir passos vindo na direção do quarto. Rapidamente ela o afastou, correndo para sentar no banquinho de frente para o telescópio. Atordoado, porém ciente, ele fez o mesmo. Poucos segundos depois a mãe de Jungkook entrou no quarto, vendo apenas os dois observando as estrelas e rindo. Ela sorriu, relutando em quebrar a imagem tão linda, mas precisando.
- Com licença? - Ela os chamou.
Ambos se viraram na mesma hora.
- Omma, o que foi?
- Estamos servindo o ramén. Venham comer, podem observar as estrelas mais tarde.
Eles assentiram, se levantando e rindo baixo da situação que felizmente conseguiram encobrir.
Passaram o resto do tempo conversando e comendo, como deveria ser. Felizmente suas famílias pareciam se dar tão bem quanto os próprios, o que de fato era muito bom. Não tinha mais nenhum problema em dar as mãos, muito menos em ficar trocando sorrisinhos sem significado algum mas ao mesmo tempo significando tudo. Era de fato uma fase nova na vida dos dois, e ela era linda. Todas as preocupações e os perigos ainda existiam, mas pareciam bem menores. Eram jovens e tinham uma vida inteira pela frente, de preferência juntos. Esse era o motivo do sorriso nos rostos de Jungkook e (s/n) nunca irem embora.
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Playing With Fire
FanfictionNa qual você é a irmã mais nova de Park Jimin e se envolve carnal e romanticamente com Jeon Jungkook em segredo. "Se pudéssemos escolher por quem iriamos nos apaixonar, talvez as coisas fossem diferentes. Mas desde a época dos gregos antigos, todos...
