7ª Decisão: A Espera

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    A luz do sol entra sem convite. Catarina levanta-se, pela primeira vez na semana, de forma calma e sonolenta. Sexta-feira, sem estresses, apenas coisas boas... Menos a escola. Como todos os dias da semana, a garota levanta-se e põe sua farda, e enquanto lava o rosto escuta os berros de sua mãe. Chegando a cozinha, dessa vez, sua mãe estava Ainda com seu roupão de seda.
Era uma roupão lindo, num tom rosa champagne, que brilhava ao olhos de quem via. A garota, incrédula, logo direciona-se até à mesa, onde se encontrava sua mãe com waffles e morangos.

- Mãe, não vai ao trabalho hoje? - Pergunta Catarina.
- Não. Como eu ficarei fora por um tempo, tenho folga para a família. - Responde Graça pondo o prato na mesa, junto a mel e frutas.
- Entendo... Que bom que ficará em casa comigo. - Diz catarina mostrando um sorriso angelical.
- E então, já decidiu o que vai fazer com relação a casa do seu pai? - Pergunta Graça trazendo leite quente e um pouco de suco para a mesa.
- Na verdade sim, escolhi ficar na casa do papai. Mas ficarei com a chave de casa para caso precise, tudo bem por você? - Pergunta Cacá servindo-se rapidamente para não perder o horário.
- Por mim tudo bem, arranjemos algo para fazermos, ok? Não quero ficar esses dias todos apenas em casa, a que horas você retornará? - Pergunta a mãe finalmente sentando diante da filha.
- Bem, me atrasarei um pouco. Depois das aulas, irei almoçar com alguns amigos e depois terei aula de artes. Certo? - Pergunta Catarina tentando disfarçar a insatisfação de falar de seu programa.
- Tudo bem. Apenas de-me notícias, e apresse-se, seu ônibus chegará em instantes. - Diz Graça gesticulando para que comesse de forma mais rápida.

A garota termina sua refeição, enquanto anda até seu quarto. Sua mochila estava pronta, junto ao seu casaco, e estava posicionada acima da mesa. Enquanto escovava os dentes respondia algumas perguntas de sua mãe, um simples diálogo antes de sair, como o que desejava lanchar ou fazer em seu tempo livre. A garota se despede de sua mãe com um beijo no rosto, recolhe a mochila e o lanche e sai porta a fora.
Catarina posiciona-se em frente ao seu condomínio, esperando o ônibus passar na parada, mas achava, de certa forma, desnecessário pegar aquele transporte. A escola não ficava nem a cinco quarteirões de sua casa e esperar pelo ônibus era algo monótono e tedioso, mesmo estando entre amigos e conversando todo o trajeto. O ônibus finalmente chega e Catarina vê-se de frente para a porta do grande automóvel metálico e reluzente.
A loira sempre sentava na janela. Não porque era sozinha, pelo contrário, era de certa forma amiga de todos, mas gostava de vagar pelos seus pensamentos, e nada melhor que fazer isso vendo a paisagem que avistava da janela. Passa a visão por aquela grande floresta de aço e concreto, casas e prédios por todos os lados, pessoas cansadas. Até finalmente chegar ao grande campus que é sua escola e, com o ônibus parado em frente ao grande portão de metal, desce e o atravessa.
Mesmo Catarina sendo uma moça de índole humilde, nunca pôde negar que sua escola era de elite, mas que não fazia diferença alguma para ela. Ao pisar naquele campus, não conseguia pensar em outra coisa a não ser em como reagir ao ver Anthony. A garota forjava situações e reações que faziam ela mesma rir de si, até parecendo louca rindo sozinha. De repente, Catarina se vê ao chão, com todos os materiais espalhados como qualquer clichê de filme americano.

- Des-Desculpa, estava um tanto distraída... - Explica-se a jovem cabisbaixa logo recolhendo todo material.

Cacá escuta risos leves e singelos acima de sua cabeça, até que percebe a pessoa abaixando-se e a ajudando. Catarina desvia seu olhar dos livros ao chão e fita diretamente os olhos a sua frente, negros e cativantes. Os cabelos meio loiros da moça caiam sobre sua testa, que logo foram retirados pelas mãos pálidas e grandes do rapaz. Um largo sorriso se abriu diante dos olhos da moça, que brilhavam incessantemente.

- Angelo?? - Diz Catarina incrédula, porém calma.
- Como vai Catarina? Sentiu muito a minha falta? - Diz o rapaz em meio a risadas, terminando num sorriso malicioso.

DECISÕES Histórias para pegar e não largar. Descubra agora