Capítulo 07: Bailarinos da tempestade.

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Vocês saberão quem é esse rapaz.


- Entenda-me. – pediu Rafael vestido com um uniforme da marinha. – O senhor precisa me deixar em terra firme, capitão.

Barnabas estava sentado do outro lado da mesa ouvindo a história do homem a sua frente, ele não acreditava em nenhuma só palavra sobre anjos e demônios, apocalipse e todo o resto.

- Escute rapaz. – ele se inclinou. – Eu não te soltaria nem que eu quisesse, estamos em território hostil e além do mais eu não sei o quanto você viu das nossas instalações, se eu te levar para a costa vamos ser tratados como inimigos e seremos atacados, esse navio será obrigado a gerar uma retaliação. Resultado? Guerra.

- Capitão, eu só preciso que me levem até o meio do nada se assim for melhor para seus homens. – pediu Rafael se agitando na cadeira lembrando-se que estava com os pulsos e os calcanhares algemados.

- NÃO! – Barnabas bateu na mesa. – Você ficará em nossas selas até que voltemos a nossa base na Austrália.

Rafael sentia seu corpo muito fraco para fazer qualquer coisa, até mesmo discutir com o Capitão Barnabas, mas ele sabia que seu tempo era curto.

- Minha estadia no navio põe todos em perigo, por favor, deixe-me em qualquer lugar que não seja aqui! – pediu encarecidamente.

- Vai me dizer que são esses "Sete Duques do Inferno"? Faça-me o favor, você deve ter batido muito forte com a cabeça durante a queda. – Barnabas se levantou. - Guardas!

Entraram na sala dois soldados que agarraram Rafael pelos braços levantando-o.

- Levem-no para uma das celas e ponham uma venda nele. – ordenou o capitão.

- NÃO! NÃO! – Rafael lutava enquanto era levado. – EU SOU QUEM DIGO SER, EU SOU QUEM DIGO SER. VOCÊS CORREM PERIGO. CAPITÃO BARNABAS!

E foi levado aos confins do navio e lá foi vendado e atirado dentro de uma sela fria, Rafael ficaria ali até a volta para a Austrália.

***

Lana olhava Guering e Ronald pelo vidro da sala onde eles faziam a necropsia nos corpos dos mendigos da noite passada, eles estavam lá quase que o tempo todo, só haviam saído um momento durante a madrugada para comer e logo em seguida voltaram para dentro da sala.

- Incrível. – disse Mari parando ao lado de Lana.

- Achei que você ia estar lá também. – disse Lana.

- De maneira nenhuma. – ela riu. – Mas eu forneci algumas misturas que fiz com ervas e plantas raras para que usassem no processo. Elas vão ajudar a restabelecer a pele que eles retirarem para análise.

- E eu forneci o laboratório com todas as coisas legais. – disse Vicenzo chegando até as meninas.

- Eu também achei que você estaria lá dentro. – Lana cruzou os braços, mas dessa vez não desgrudou os olhos do procedimento.

- Eu sou um feiticeiro, mas mesmo assim lepra me provoca enjoos fortíssimos. – as duas olharam para o amigo incrédulas. – Eu sou mortal assim como todo mundo.

***

Suélen abriu o crânio de um dos mendigos e levou um susto, o cérebro estava completamente saudável, a lepra tem efeitos dermatológicos e neurológicos, o cérebro depois de um determinado avanço da doença mostra-se com algumas manchas negras bem fortes mostrando onde a doença atacou e matou devagar as células, mas aquele cérebro estava completamente são.

The Pride - InfernoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora