Capítulo 38: Das cinzas.

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- Nós evitamos a catástrofe. – disse Josh parado no meio da praça do complexo da The Pride cercado por dezenas de agentes. – Mas tivemos que pagar caro por isso, mas o aço é forjado pelo fogo e assim como o aço nós também ficamos mais fortes e agora estamos preparados para o futuro que nos aguarda. agora que o mundo sabe de nós...

Ele fez uma pausa olhando em volta os seus colegas e lembrou de tudo que fizeram nos últimos anos e que nenhum daqueles que estavam na praça jamais hesitou em proteger e vigiar.

- Agora nós temos outras responsabilidades como agência e como protetores. No momento em que Miguel foi derrotado nós apenas abraçamos uma luta ainda maior juntando essa luta ao apocalipse eu devo dizer que estamos andando na direção de uma guerra iminente e eu conto com todos vocês para fazermos a diferença.

Quando Josh terminou de falar ele foi ovacionado por todos que estavam presentes, gritos, palmas, assovios, palavras de amigos que se juntavam aquele turbilhão de emoções boas e eram absorvidas pelo líder da The Pride.

- Então, dito isso, vamos fazer o que fazemos de melhor. – disse ele sorrindo enquanto devagar os agentes iam se dispersando.

***

- Vai ser na Igreja Nossa senhora das Dores. – disse Ron para Josh enquanto eles andavam pelos corredores da agência.

- Mas lá não tem espíritos malignos? – perguntou o amigo com um risinho.

- Alguém disse espíritos malignos? – Vicenzo se juntou a eles. – Me diga onde eles estão e eu saio agora para fazer um exorcismo.

- Nossa senhora das Dores. – respondeu Ronald. – Mas isso são lendas urbanas.

- Igual aos vampiros, lobisomens e demônios que a The Pride ganha para matar? – Josh riu.

- Eu não posso conversar com vocês. – Ronald apressou-se tomando a frente. – As meninas estão vendo as outras coisas, vestido decoração, e hoje a noite você e Lana vão escolher o buffet, é às oito, não se atrasem! – ele entrou no elevador e a porta se fechou.

- E quem está em campo? – perguntou Josh. – Temos novas missões.

Vicenzo riu.

- Advinha quem suplicou para ser mandado em missão...

***

O homem voou e caiu sobre uma das mesas do bar destruindo-a completamente, pedaços de madeira foram jogados para todos os lados e outros homens se levantaram mostrando facas e alguns com berettas compradas de maneira duvidosa, o agente parado no meio do bar se preparou para a próxima onda de ataque, um dos homens pulou por cima de uma das mesas girando uma corrente e atacando, o agente se abaixou e o punho subiu acertando o queixo do atacante, por fim girou e chutou seu peito fazendo-o cair alguns metros para trás.

- Eu vou perguntar mais uma vez: quem está vendendo as armas? – Justice andou pelo bar e pisou no peito do último atacante.

- PARA CIMA DELE, É SÓ UM GAROTO! – gritou um dos presentes incitando mais atacantes.

Justice se abaixou e girou aplicando uma rasteira no atacante mais próximo, em seguida quando ele se levantava pegou o braço de outro e o levou até suas costas deslocando-o, outro dos marmanjos do bar tentou acertá-lo com um pedaço de madeira, mas quando efetuou o golpe o agente jogou contra ele o seu partidário fazendo com que ele levasse o golpe enquanto o Justice avançava e acertava um soco direto na garganta do que estava com o pedaço de madeira.

Os outros atacantes desistiram de lutar no meio do caminho quando viram a velocidade e praticidade com que ele derrubava até três inimigos ao mesmo tempo.

- Eu acho que agora nós podemos começar uma conversa civilizada! – as luzes do bar se apagaram e os olhos do agente inflamarem numa cor vermelha viva e aterrorizante. – Quem vendeu as armas?

***

- Lana, todos os vestidos são lindos, mas cada uma de nós escolheu seu favorito e você ainda está com dúvidas. – disse Leticia sentada em um sofá branco, lindo e confortável com uma taça de champanhe.

- Na verdade eu achei que todos ficaram lindos, mas acontece que por algum motivo minha barriga cresce muito mais rápido e nada parece servir direito. – disse a noiva se olhando no espelho.

- Acontece que sua barriga está grande mesmo. – Suélen aproximou-se da amiga e tocou em sua barriga. – É o seu novo charme.

Lana sorriu sentindo o bebê.

- Nós temos lidado com alguns casos parecidos com o seu, se quiser podemos mostrar vestidos que algumas mamães gostaram nos últimos tempos. – a vendedora era muito prestativa, já havia acalmado Lana algumas vezes nas últimas horas e agora com certeza ela só queria ajudar.

- Eu vou ser grata. – ela riu. – O bebê e eu seremos.

- Falando nisso... – Narkissa retirou os óculos de sol e olhou a barriga de Lana. – Não estaria na hora de sabermos se é menino ou menina?

- Isso seria fantástico! – Ellie pulou de alegria.

- Na verdade, amanhã de manhã eu tenho a consulta definitiva, Josh ainda não sabe, mas vou comunicá-lo logo. – ela acariciava a barriga suspirando. – Precisamos pensar em nomes também. – Lana levou o dedo indicador até os lábios e fez cara de pensativa.

- Meu deus, vocês não pensaram em nada! – a vampira desatou em uma gargalhada estridente quase caindo do sofá. – Mas eu não culpo ninguém, as coisas ficaram sérias para todo mundo nessas semanas.

- O que você acha que é, Lana? – Ellie apoiou os cotovelos sobre os joelhos inclinando-se para frente ainda sentada no sofá.

- Não quero nem arriscar. – ela sorriu.

- Mudando de assunto, como estão as coisas entre você e o rapaz da foice? – perguntou Narkissa.

- Falando nisso, eu acho que vi você e o Rafael juntos outro dia, doutora. – Narkissa sabia ser incisiva.

- Estamos lidando com muitos casais aqui. – Lana desceu os dois degraus e se afastou dos espelhos.

- Meus pais gostam de ter o Edu lá em casa, mas eu sei que ele está dando um gás nas obras do apartamento. – Ellie fez bico. – Eu entendo que ele goste de ficar sozinho e respeito isso, até acho fofo ele ter esse lado sombrio.

- É super fofo um homem que vende a alma para um cavaleiro do apocalipse. – Narkissa riu contagiando as outras.

***

- Vocês estão com elas? – disse uma silhueta escondida no canto de uma sala mal iluminada.

- Estamos. – responderam três pessoas dispostas ao longo da mesa, os cavaleiros do apocalipse.

- E onde está o Morte? – perguntou a voz.

- Ele juntou forças com os humanos e os anjos para deter o apocalipse, não conseguimos pegar a chave dele. – disse Peste até então dado como morto.

- Dentro de pouco tempo os portais vão se abrir e as nossas tropas vão andar sobre a Terra. – a voz ficava mais nítida a medida que se acostumava a falar. – Temos que preparar tudo para a nossa Copa do Mundo, o extermínio dos humanos e ascensão dos seres abissais.

- Pretenciosa como sempre, Lilith. – disse Guerra.

A mulher saiu das sombras mostrando ser Maria, a feiticeira, seus olhos brilharam num vermelho vivo e sua face se contorceu numa faceta demoníaca, mas incrivelmente parecida em alguns traços com um rosto humano.

- Tragam a chave dele, logo!

The Pride - InfernoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora