Capítulo 18: Chefe.

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  Vera Königin como capa. 



Vera Königin andava de um lado para o outro em sua sala na cede da ONU em Londres ela já estava quase de saída na mesma noite, mas recebeu uma ligação de última hora, uma mulher, a presidente do Brasil.

A diretora do departamento de diplomacia, Vera era conhecida por resolver diversos problemas internacionais, mas o problema que lhe fora imposto minutos mais cedo era completamente diferente, era sem sombra de dúvidas o maior problema de sua carreira, convencer o seu filho a sair do país.

- Nós viemos o mais rápido que conseguimos. – disse um homem alto de topete entrando pela porta de vidro juntamente com uma ruiva de estatura um pouco menor.

- Que bom que os dois vieram. – Vera não esboçou expressão nenhuma se não a de preocupação. – Taylor, Laura preciso que façam uma coisa para mim.

Laura sentou-se em um enorme sofá e Taylor sentou ao seu lado.

- Pois não? – disse a ruiva.

- Preciso que tragam meu filho para Londres, ele não está seguro no Brasil. – Vera suspirou.

- Nós vimos a gravação do que aconteceu no porto, se um amador gravou temos motivos para acreditar que mais pessoas intrometidas fizeram o mesmo. – Taylor abriu um notebook em cima da mesa de café logo a sua frente.

- Se o seu filho for como você, quais são as chances dele vir conosco? – Laura olhou o vídeo de uma parte da batalha do porto.

Vera sorriu lembrando-se do filho.

- Eduardo é teimoso as vezes, mas se forem bonzinhos com ele... – ela balançou a cabeça. – Ele vai ser bonzinho com vocês.

Os dois sorriam.

- Seu filho disparou uma rajada maciça de energia pelas mãos e acertou esse... Qual é a casta disso aqui? – perguntou Taylor.

- É um Malakis. – Laura lembrou o colega.

Vera deu a volta em sua mesa pegando a bolsa na sua cadeira, o vestido branco dava o contraste com sua pele morena brilhante, ela sorriu com uma felicidade quase que infantil.

- Ele é meu filho Taylor, dominar um feitiço e outro é pouco. – ela piscou para eles e se despediu saindo pela porta de vidro.

***

Ronald se preparava para matar sua fome noturna com um belo sanduíche na cozinha do seu apartamento, após passar a última noite e um pouco da manhã no hospital ele só conseguia pensar em comida, seu jantar foi pouco e agora quase três horas da manhã a fome consumia seu estômago.

- Ron... – Mari ligou a luz da cozinha bem na hora que a primeira mordida seria dada.

- Era para você estar dormindo. – disse ele olhando para Mari com o rosto amassado e a camisola com uma alça caída sobre o ombro direito.

- E quem disse que consigo? – ela sentou-se junto com ele no balcão da cozinha. – Toda vez que fecho os olhos aquele Malakis aparece.

Ronald partiu o sanduíche no meio e arrastou o prato com uma metade para ela, Mari sorriu ainda com sono e beijou sua bochecha.

- Você é um fofo, sabia? – ela entregou-lhe a metade do lanche da madrugada. – Eu estou bem.

- Me diga o motivo de estar acordada. – ele mordeu o sanduíche olhando para Mari e seu rosto amassado.

The Pride - InfernoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora