Cedric Devereaux
Não acredito que ela apostou em mim, não acredito que fiz aquele touchdown...
Pode parecer besteira, mas eu raramente consigo fazer um touchdown nos treinos.
Foi legal da parte da Alaska apostar em mim, talvez ela realmente esteja considerando ser minha amiga.
Eu estou parecendo muito carente com isso, mas pelo menos deu certo.
O melhor foi sair mais cedo do treino mesmo, amém Alaska.
- Cedric, vai ficar aí pra sempre? - Saí de meus devaneios com uma voz feminina se dirigindo a mim. Mas o que uma voz feminina estaria fazendo no vestiário masculino?
Será que era... Não, não pode ser.
Me viro rapidamente dando de cara com Alaska e todos os outros caras do time nos encarando. Ela parecia não se importar.
Mas o que estaria fazendo aqui?
- O que está fazendo aqui? - Perguntei de forma sussurrada, mesmo não precisando. Acho que é automático.
- Disse que me pagaria um sorvete. - Falou ao dar de ombros. - Estou com fome de sorvete agora e você não sai desse vestiário. - Olhou ao redor, fazendo pouco caso do lugar e das pessoas que aqui estavam.
Na verdade, ela parece não ligar em estar em um cômodo cheio de homens... Adolescentes, seminus.
- Sim, o vestiário masculino! - Exclamei como se explicasse pra uma criança de quatro anos que não pode colocar o dedo na tomada. - Não se incomoda em estar aqui? - Perguntei meio pasmo.
- Sinceramente? - Fiz que sim com a cabeça. - Não. - Todos apenas observavam, como se não pudessem falar.
Como se estivessem apenas vendo uma cena de filme.
- Pra quem estava relutante quanto uma amizade comigo... - Suspirei e ela sorriu.
- Me venceu pelo cansaço. - Respondeu ainda exibindo seus belos dentes brancos. - Estarei lá fora, por favor, se apresse. - Seu sorriso morreu e ela foi para o lado em que ficava o campo, onde estávamos anteriormente.
Ninguém falou nada por alguns segundos, afinal, não estamos acostumados a ter uma garota no meio do vestiario.
- Vamos apenas ignorar e voltar ao que estávamos fazendo. Quem concorda diga sim. - Jasper falou alto.
- Sim. - Todos disseram em uníssono.
- Ótimo. - Então todos voltaram aos seus armários.
Alaska é uma garota muito peculiar, não me lembro dela aqui... Tenho que lembrar de perguntar de onde ela veio.
Terminei de me vestir e sai do vestiario, seguindo para o campo.
Não vi ninguém ali, também não consegui sentir seu cheiro... Será que ela foi embora?
Seria estranho ela ir embora depois de me intimar que queria tomar sorvete.
- Demorou. - Como não ouvi ela chegar? - Conhece alguma sorveteria por aqui? Não conheço a cidade. - Deu de ombros.
- Tem uma boa perto daqui. - Mesmo não conhecendo o caminho ela seguiu na frente. - Então, de onde você veio? - Alguém aqui tem que manter uma conversa.
- Nova York. - Respondeu rápido.
Alaska Dhoruba
É óbvio que não sou de Nova York, venho de um lugar muito pior. Mas ele não precisa saber disso, ninguém precisa.
Ainda estou um pouco surpresa comigo por ter ficado e esperado Cedric. Com certeza não é da minha natureza fazer isso.
Ah não, normalmente eu nem apareceria no treino.
Mas sinto algo quase... Fraternal por ele, não sei explicar, ainda.
- Você é do tipo calada. - Falou após alguns minutos em que andamos em silêncio.
- Boa observação. - Falei de forma irônica.
Depois disso não falamos muito mais, eu sempre fui muito boa em acabar com conversas. Não que aquilo pudesse ser classificado como conversa, longe disso.
Creio que Cedric vai repensar essa coisa de amizade, uma pena, estava quase me acostumando com a ideia dele por perto.
37 minutos total do tempo que usamos entre sair da escola e chegar até minha casa.
- Foi legal. - Comentou.
- Não falamos nada um pro outro, praticamente. - Falei séria.
- Mas não ficou um silêncio constrangedor em momento algum. - Observo o adolescente na minha frente, com certeza poucas pessoas veriam por esse lado.
- Tem razão. Obrigada pelo sorvete. - Vi que ele observava os arredores da casa.
A casa que comprei é muito perto da floresta que tem na cidade, é grande, totalmente preta por fora, um vasto jardim e com certeza temos bastante privacidade.
- Se continuarmos com esse lance de amizade, deixo você usar a piscina aquecida que tem nos fundos. Boa noite, Cedric. - Entrei após ele dar um sorriso de canto. Encarei isso como um boa noite.
Desculpe pelo capítulo curto!!
Perdoem meus vacilos e não desistam de mim! kk
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Transmorfa.
LobisomemAlaska sempre foi diferente de todos, sempre teve um comportamento diferente das outras crianças, dos outros lobisomens. Mas tudo mudou quando seu pai a abandonou aos 5 anos, deixando-a com sua mãe e sua irmã. A perda fez com que sua verdadeira f...
