(Roupa na multimídia)
Alaska Dhoruba
Daqui a uns vai ser lua cheia, e minha irmã está, como posso dizer, pirando por causa disso.
Eu deveria saber que passar por isso estando em um lugar diferente deve ser complicado, mas achei que depois de tantos anos ela já soubesse se controlar independente de onde está.
Isso foi um erro meu, não deveria ter tirado conclusões precipitadas sobre a vida dela, principalmente depois de tanto tempo...
Mas eu acho meio exagerado me obrigar a vir comprar correntes e cordas, sério, eu gostaria muito de estar em casa agora.
- Alaska, qual você acha melhor? - Perguntou me tirando de meus pensamentos.
- Acho que eu ia ficar linda pendurada pelo pescoço usando essa. - Peguei uma corda preta com traços vermelhos da estante e levantei pra ela ver.
- Não fala isso, idiota. - Me respondeu de cara fechada e tirou a corda da minha mão.
Olhei em volta e vi umas correntes de aço e cadeados.
- O que acha? Combina com seu estilo de lobisomem descontrolada. - Falei baixo e ri da cara que ela fez.
- Da pra você levar isso a sério? - Tirou as correntes da minha mão e jogou onde elas estavam antes, fazendo um barulho horrível.
Algumas pessoas vieram ver o que tinha acontecido, fazendo Arya ficar vermelha.
- Deus deu uma vida pra cada um de nós aqui, tomem conta da sua! - Gritei e Arya me deu um tapa enquanto tapava a boca para poder rir. - O que seria de você sem mim?
- Órfã. - Deu de ombros. - Mas agora, o que você acha que devemos comprar? - Ergui uma sobrancelha e comecei a pensar.
- Bem, se eu tivesse um lobisomem que acabou de ser transformado eu compraria as cordas mais finas e resistentes. - Ela franziu o cenho. - Cordas grossas dão mais trabalho para amarrar, e pode ser que o nó fique frouxo. - Expliquei.
Peguei algumas cordas do jeito que eu achava necessário que elas fossem, algumas correntes e cadeados.
Não pretendo ter que usar, mas peguei uma focinheira também.
- Jura? O que acha que eu vou fazer, te passar raiva? - Perguntou sarcástica.
- O que? - Falei surpresa. - Eu te dei vacinas contra raiva, sua pulguenta. - Ri de forma debochada, o que a fez revirar os olhos.
Por fim levamos algumas coisas e antes de ir pra casa fomos comer em uma lanchonete que Arya tinha gostado.
Lugar que eu claramente odiei, cheio de pessoas e adolescentes... Isso mesmo, adolescente nem é gente.
São criaturinhas submundanas parecidas com demônios sugadores de felicidade.
Mas o lugar em si até que é legal, as paredes foram pintadas em tons escuros e ao invés de cadeiras desconfortáveis e mesas espalhadas sem muita noção de espaço eles têm sofás e um bom espaço para andarmos.
Tem uma área de jogos e algumas TVs de tela plana.
Se a comida for boa vou começar a vir aqui quando não estiver tão cheio, a poluição sonora daqui é muito incômoda.
- O que você vai querer, Alaska? - Arya me perguntou.
- Esse hambúrguer de picanha, com um copo grande de Sprite. - Respondi depois de olhar o cardápio.
O garçom veio até a gente alguns minutos depois.
- Vamos querer dois hambúrgueres de picanha e dois refrigerantes grandes, Sprite e Coca-Cola. - Pediu e ele se retirou.
- Olha só quem eu encontrei! - Cedric falou se aproximando.
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Transmorfa.
Hombres LoboAlaska sempre foi diferente de todos, sempre teve um comportamento diferente das outras crianças, dos outros lobisomens. Mas tudo mudou quando seu pai a abandonou aos 5 anos, deixando-a com sua mãe e sua irmã. A perda fez com que sua verdadeira f...
