Naruto
Foquei meus olhos emocionados na bela paisagem da janela do avião aterrissando após tantas horas de vôo entre Chicago, Londres e, por fim, Tokyo.
Eu não acredito que finalmente voltamos pro Japão e estamos indo pra Konoha, faz tanto tempo...
Eu senti tanta saudade da cidade, dos meus amigos e, principalmente, dela, Hinata, a deusa por quem rezo todas as noites em busca de perdão.
Hoje ela deve me odiar, até eu me odeio, não por abandonar ela grávida, porque eu se eu me fui não foi por querer ou maldade. Me odeio profundamente por não ter lutado pra ficar com ela e nosso filho, me perguntando desde então se eles olham para a imensidão do céu se questionando onde estou ou se esqueceram de mim como pensam que esqueci deles.
Merda, como eu me arrependo de não ter enfrentado esse porra do meu pai e até o mundo se preciso fosse pelo meu filho e pela mulher que eu amava, mas eu sou um idiota...
— Procurando aquela golpista por ai? — esse é o Minato, meu pai, também conhecido como meu maior inimigo.
— Fale assim dela de novo e eu quebro seus dentes, Minato! — nem adianta me olhar assim, ajeito esse olhar torto na porrada.
— Calma, Naruto! — cala a boca também, Shion, tu que deu com a língua nos dentes!
Puxei o braço pelo qual ela me agarrou, o sacudindo enojado.
Ela é minha irmã, a adotada, e pra pagar pela minha gentileza em insistir pros meus pais ficarem com ela e assim diminuir a minha solidão após a morte do meu gêmeo ela explanou pro nosso pai preconceituoso sobre o meu namoro com uma garota pobre e foi então que em vez de eu meter o pé com o amor da minha vida, ter nosso filho bem longe, criar e começar uma nova vida eu fui parar dopado dentro de um avião, sem ter como avisar pra ela o porquê desapareci. Eu devia ter pulado daquele avião, pelo menos eu não teria passado todo esse tempo me sentindo um lixo.
— Fica na tua, adotada! — eu nunca me liguei muito nisso, mas depois que ela fodeu a minha vida, eu jogo isso na cara dela sempre que posso. — Se não fosse pela mamãe, eu nem olhava na cara de vocês! — reforcei voltando pra ajudar minha mãe.
Dona Kushina não tem culpa de nada, ela é uma santa. De todos, a única a me apoiar com a Hinata, mas ela é voto vencido. Diagnosticada com Alzheimer há 5 anos, está sob a curatela do Minato, que usou isso o quanto conseguiu pra me prender. Romper relações com ele seria deixar ela pra trás e, mesmo ela não lembrando de mim, eu ainda amo a mamãe.
— Obrigada, menino. Vou pedir pro meu marido te dar uma boa gorjeta... – ela sorriu apontando pra mim e eu aceitei o dinheiro porque sim e não pela cena.
— Mais uma indenização, sr. Namikaze.
— Um dia você ainda vai me agradecer por tudo o que diz pra proteger você, filho. – proteger?
— Nossa, senhor Namikaze Minato, muito obrigado por ter me separado da mulher que eu amo e do filho meu que ela tinha na barriga, nossa, como foi bondoso de sua parte! — ignorei esse falso sofrimento dele, me afastando pra ter mais tempo de curtir minha dor sozinho.
Hinata... Eu sinto um aperto no peito só de imaginar os horrores pelos quais ela deve ter passado. O pai dela deve ter botado ela na rua, como fez com a minha cunhada e, diferente da Hana, ela não teve o pai do bebê ao lado pra salva-la do perigo. Uma menina tão doce, tão pura, tão frágil e tão meiga quanto a Hinata deve ter sofrido muito na rua, ainda mais grávida. Meu filho hoje ter uns 3 anos hoje em dia isso é, será que ela teve ele? Será que eles ainda estão vivos? Você tá confuso? Ta bom, vou contar.
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Poderosa
Fiksi PenggemarEu já amei muito, amei um homem que sumiu quando eu mais precisei dele. O Naruto me abandonou quando eu achei que tudo ia ficar bem, quando eu descobri que ia ter nosso filho, sumiu sem deixar rastro e transferimos minha vida num inferno. Eu virei u...
