Capítulo II

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"Eu não ligo de ser o cara mau. Eu vou tomar todas as decisões da vida e da morte, enquanto você está ocupado se preocupando com danos colaterais. Eu até mesmo vou deixar que ela me odeie. Mas no final do dia, eu vou ser aquele que vai mantê-la viva."
-Damon Salvatore

Henry Hopper

Escuto o celular tocando e me desperto rapidamente com o som estridente do aparelho, estico meu braço até o criado mudo ao lado da minha cama de madeira King size. Olho no visor e o otário do Sam aparece na pequena tela. Atendo a contragosto.

-Que é mané, já está sentindo saudades de mim? (Digo com meu entusiasmo matutino.)

-Saudade dessa pica pequena? eu não. Você esqueceu que hoje tem treino? É segunda feira viado.

-Queria tu, ter o pau igual o meu. Eu acabei de acordar, só dormir o que? ( Olho o horário no visor) Puta merda seu imbecil, não faz duas horas que eu estava contigo. Não vou para a Porra de treino não.

-Calma aí Cinderela, não tenho culpa se a mocinha não tem responsabilidades. Eu preciso abrir meu império as cinco.

-Fala logo para que porra ligou Sam, com certeza não foi para me perguntar só isso. (Já digo com raiva, odeio quando me acordam para nada.)

-Realmente não foi. (Ele fica mudo e parece respirar com pesar, mas que porra aconteceu) Um dos amigos do seu pai veio treinar logo cedo, como sempre os velhos fazem (ele rir, mas vejo que está pensativo)

-Sim Sam, fale logo. (Apresso irritado e preocupado.)

-Escutei sem querer, eles estavam falando sobre o novo cassino na cidade. (Tudo começa a clarear na minha mente e o sono de outrora some imediatamente.) E a presença ilustre do Hopper.

-Caralho! Ele tinha parado com esse vício idiota depois que quase perdeu tudo.

-Pelo visto não, só liguei, pois sei como você está tentando reconstruir tudo que ele perdeu pelo maldito jogo.

-Valeu brother, vou conversar com minha mãe e descobrir se ela sabe de algo, se escutar novamente me avisa.

-Pode deixar!

-Prepara uma série pesada, que de noite eu vou treinar.

-Não vai para Dangerous Fire hoje?

-Não, já me alimentei o suficiente por ontem.

-Filho da puta! Deixa eu ir trabalhar que a melhor academia de Nova York não pode perder o posto.

-Valeu mano! Obrigado por avisar.

-Que nada! Valeu!

São 6:00 da manhã e só vou para o trabalho as oito e meia. Me levanto, pois não conseguirei dormir novamente. Entro no banheiro e deixo a água fria me acordar. Nesse momento os pensamentos me dominam.

Meus pais são incríveis, realmente pessoas com um carácter sensacional, me adotaram quando eu tinha dezesseis anos e era um menino emburrado que vivia brigando em todos os lugares. Nunca pensei que depois da morte da minha mãe biológica eu iria receber carinho e amor como uma criança qualquer. Mas, o destino foi bom comigo, porém como ninguém é perfeito, meus pais adotivos também não são! Meu pai Kennedy Hopper tinha uma grande empresa de publicidade, todos queriam fazer suas propagandas com ele, até ele perder tudo em jogos. A única coisa que restou foi seu sobrenome, a casa e minha guarda (está última foi quase uma vitória inacreditável, mas ele conseguiu convencer a todos da sua estabilidade com a sua propriedade, ninguém negaria bom conforto a uma criança que pulou de vários lares e ficou um ano inteiro com a mesma família.) Minha mãe Lívia Kim Hopper não tem os mesmos vícios, porém sua compulsão por compras também não ajudou nessa situação. Entretanto, quando tudo ficou difícil ela foi a primeira a tentar controlar a confusão e conseguiu, prova disso é sua casa em uma área nobre da cidade até hoje.

Dominados REPOSTANDOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora