A muito houve um reino
Muito silencioso e pacífico
Com um castelo solitário
De uma rainha sem súditos.
Não tinha ninguém para mandar.
Não tinha ninguém para cobra-la.
Não tinha ninguém para conspirar.
Não tinha ninguém para admira-la.
Não tinha jardineiro para plantar flores.
Não tinha ninguém para rouba-las.
Não tinham bailes onde tocar músicas.
Não tinha ninguém para dança-las.
E assim nessa solidão
Ela tratou de mandar em si mesma,
Admirar-se e plantar flores.
Tratou de tocar para dançar sozinha.
E sem notar foram chegando muitos
Curiosos para participar da festa.
Eles se curvariam mas ela não pediria.
Desejou apenas que ficassem.
E a eles ela chamou de amigos.
04/06/2018
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Digitais
PoesiaLivro de poesias cotidianas de Ellen de Lima, uma jovem brasileira que usa seu olhar poético para falar do dia a dia e sobre a forma que vê o mundo. Fotografia de Andre Elliot. "Ensaio Hands Under Neon Lights" (distribuição: Pinterest).
