Por Sophia, capítulo oito
Depois de Elizabeth ir em bora com os avós, me sentei na janela de meu quarto e observei a rua ouvindo música, novamente “Break my heart”. Vesti apenas uma longa blusa por cima das roupas íntimas e prendi os cabelos em duas Maria Chiquinha de lado baixas.
Se passam alguns minutos e cochilo ali...
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Acordei com a campanha já tocando, eu não queria levantar, eu achei que tava na cama, sabia que não, mas ainda assim, queria ficar lá. Me virei pro lado e...Quando me dou conta estou caindo...abro os olhos e sinto frio, estava caindo do terceiro andar...sorri...meu sofrimento e minha dor chegariam ao fim...fechei os olhos e esperei o impacto...senti o vento parar e percebi que parara de cair, mas não senti-me morta...na verdade...me sentia apenas com muito frio...e meio que achei que estava sendo carregada... só um instante!
Abri os olhos e vi Rafael me carregar...por que diabos...esse ser deplorável me salvou.
_ Sophia? Está acordada...que alívio...- falou aparentando estar preocupado. Ata, Rafael, preocupado, e comigo.
_ Rafael...? Me coloque no chão. - falei voltando a não ter expressão alguma.
_ Não ah de quê, de nada por te salvar. - falou convencido me colocando no chão.
_ Não pedi que me salvasse, o fez por que quis. - falei afastando as pessoas que nos cercavam.
_ Humpf...ingrata. - resmungou. Me virei pra trás e o fitei com os olhos cerrados, queria ver se eu conseguia fazer ele pegar fogo e sair gritando “ AÍ, MEU CÚ TA PEGANDO FOGO! AÍ, MEU CÚ TA PEGANDO FOGO!” . Valeu a inútil tentativa.
Enquanto eu fitava o ser loiro a minha frente, vi ele correr o olhar por mim, de cima a baixo, sorriu de lado. Apareceram as covinhas.
_ Belo visual. - falou.
Ele quer que eu me sinta envergonhada...
_ Obrigada. - falei jogando a cintura pro lado e colocando minha mão na mesma.
Um cara passou e me encarou como se eu fosse uma peça inteira de presunto.
Ouvi alguém gritar ...
_ Oh lá em casa! - a distância.
_ Vai tomar no cú! - ouvi Rafael gritar, veio até mim e me puxou para si pela cintura. Selou nossos lábios, e após minha reação de surpresa aprofundou o beijo.
Separei-me dele e fui em direção a porta de casa. Ouvi uns caras vaiando, me senti meio sem graça.
_ Vamos entrar logo. - falou Rafael, me empurrando para dentro, mas para a minha surpresa, com delicadeza.
_ Pra que toda essa pressa? Nossa. - reclamei e fiz bico cruzando os braços sobre o peito.
_ Temos um trabalho a fazer, não é?! - falou com a voz de um jeito alterado.
_ Certo, senhor irritadinho. Vamos lá. - falei e subi as escadas, ele veio comigo.
Fizemos o trabalho tranquilamente, eu fiz metade e ele outra metade, então foi justo, após o trabalho preparei um lanche pra gente. Sanduíches naturais e Coca-Cola.
_ Estava ótimo. - disse limpando as mãos.
_ Obrigada. - falei seca e coloquei a louça na pia.
_ Obrigada por cuidar da minha irmã. - falou repentinamente.
_ Não foi por você. Ela é uma criança, pra você - coloquei em fase no pronome - se preocupar com ela, alguma coisa estava acontecendo. - falei.
_ Sim. Mas vou agradecer mesmo assim. - insistiu.
_ Faça o que quiser. - respondi, estava lavando os pratos, senti seu sorriso atrás de mim. - O que está pensando? - perguntei.
_ Eu? Nada. Mas foi você quem disse, “ Faça o que quiser ”. - senti suas mãos tocarem minha cintura por trás, ele me virou para si e fechou a torneira.
_ O que está fazendo? - perguntei sem expressão.
_ Eu não pensei em nada. - falô, me engana que eu gosto - Mas sabe, você não é o que aqueles imbecis dizem, nerd. - falou e selou seus lábios aos meus, separei-me dele rapidamente.
_ Eu não me importo com o que eles pensam de mim, Rafael. - falei e cuspi seu nome.
_ Gosto disso em você. - falou fazendo-me arrepiar.
_ Claro que sim, você me adora. - ironizei.
_ Não vou negar... - falou pra si mesmo, ou pelo ao menos tentou.
_ Pois deveria. - falei e me virei pra ele por um instante.
Ele me encarou e sorriu.
_ Por que não troca de roupa? Está querendo me envolver? - falou com as covinhas profundas.
_ Não me compare a sua namorada. - falei e subi as escadas para meu quarto.
_ Claro...- falou me seguindo.
_ Por que não vai embora? Já acabamos. - falei e fechei a porta do quarto, tirei a blusa e fiquei só de roupas íntimas, abri o guarda roupa e peguei uma blusa preta de alcinha é um short saia azul escuro jeans.
Vesti o short e observei o ser loiro entrar pela porta. Coloquei a blusa.
_ Desculpe, - disse - eu prefiro deixar meus avós e Elizabeth sozinhos por um tempo. - falou e se sentou na minha cama.
_ Que intimidade toda e essa que eu não lembro de ter lhe dado? - falei o puxando de minha cama pelo pulso.
_ Ah vá, você me ama, qual o problema? - quis saber.
_ Não perguntei, saia daqui. E eu te amar não significa que possa invadir minha privacidade. - falei e arrumei o lençol.
_ Você e diferente. - disse se sentando na cama de novo. Inferno!
_ Rafael, caí fora! Eu preciso me arrumar pra sair! - menti.
_ Onde você vai? - perguntou parecendo irritado.
_ Não e da sua conta! - retruquei.
_ Você... você pode me pegar um copo de água? - mudou de assunto.
_ Certo...- falei e desci pra pegar sua água. Quando voltei esbarrei com ele na porta e caí em cima do mesmo.
_ Sophie.. - falou apertando meu quadril.
_ O que você quer? - perguntei me levantando.
_ Você me cortou. - disse e me mostrou a mão com um ferimento.
_ Humm... - peguei uma caixa de primeiros socorros no guarda-roupas - senta aí. - falei e o coloquei em uma cadeira.
Menino fresco.
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Brincando De Amar
RomanceSophia é Rafael participam de um jogo não tão assumido entre si. Na verdade, essa é a lógica da garota, decidiu que o que os dois tinham era um jogo. Isso mesmo, era. Após a chegada de Alexy, Rafael percebe que pode sim ficar pra trás, e decide acab...
