Reencontro

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          Capítulo três, Sophia.

Ao sair da escola, fui pra casa, depois de me despedir de Alexy, quando estava quase lá, me empurram no chão... Serafina.
   Olhei e ela estava desacompanhada...que perigo mecher comigo sua anta ruiva!
   Me levantei fingindo não ir fazer nada e quando a mesma se aproximou rebolando metida a gostosa segurei seu pescoço e cravei minhas unhas no mesmo.
   _ Você não devia ter feito aquilo... - falei e a joguei no chão pelo pescoço, chutei-a e depois puxei seu cabelo, a levantando pelo mesmo, soquei a boca de seu estômago e ela nem reagiu. 
   _ Você e corajosa, menina. - disse limpando a boca com sangue e indo embora. Garota louca.
Serafina e eu já fomos amigas, inclusive, seu pai e policial, se ela quisesse me ferrar teria feito isso antes. Tirando que ela sabe que eu não posso ir pra cadeia, ela vai junto se eu contar as cagadas que ela já fez , ainda mais por que eu tenho provas mais do que suficientes das sujeiras em que já se meteu. Serafina não é o exemplo de garota, picha muros e etc, destrói propriedades, já se envolveu até com drogas, e a única coisa boa nisso tudo e que eu tenho provas, então ela está na minha mão. Nela eu posso bater a vontade.
   _ Vaca, você tem algum distúrbio mental neh, amiga. - falou uma voz famíliar e doce atrás de mim... Ester!
   _ Oi, Ester. - falei seca, sim somos amigas, mas ela me conhece o suficiente pra saber que eu não sou o tipo de pessoa que se anima com reencontros.
   _ Eu também senti sua falta! - falou irônica e correu a meu encontro com a mala para me abraçar.
Faziam anos que a gente não se via, Ester teve que viajar pra Itália com os pais.
   _ Sim, claro,morri de saldade...- falei e retribui o abraço.
   _ Amiga, então, euzinha estava pensando, por que não morar juntas?! - perguntou com exclamação.
   _ Por mim tudo bem, já fez sua transferência pro colégio? - quis saber
   _ Sim! - reapondeu e começou a me acompanhar até em casa.
                             •   •   •

   Fomos todo o trajeto até minha casa conversando, bom a Ester conversou, eu fiquei calada enquanto ela falava o quanto algumas coisas eram coisadas, e sim! Eu não prestei atenção em nada. A não ser quando ela falou de um menino que conheceu pela internet, tá namorando com ele... incrivel como ela coloca confiança nele sem nunca terem se visto pessoalmente.
   Chegando em casa, montei o resto do beliche que eu tinha e deixei que ela ficasse na cama de cima, já que quando eu acordo eu detesto descer tanta escada, subir tanta escada, escada, escada e escada!
   Ela preparou uns lanches, tipo, bolo de chocolate recheado com brigadeiro e calda de chocolate branco com doces decorando o mesmo por cima. Eu amo quando Ester cozinha, ela só faz coisa gostosa, faziam anos que eu não comia algo feito por ela.
   Tomei um banho quente e afundei o rosto na água ao som de "Training wheels", de Melanie Martinez. Sim, eu sou fã das músicas, mas apenas das músicas, não gosto de celebridades, não as conheço, então não tenho por que de gostar de ninguém.
   Após sair, me vesti com um pijama verde, um conjunto, tinha babadinhos no short, e várias patinhas de gato pretas espelhadas pelo mesmo, a blusa era de alcinha e tinha a mesma estampa que o short.
   Ester tomou banho e se vestiu com uma blusa de alcinha vermelha e um short preto, o pijama dela.
   Ela deixou um filme ligado na TV do quarto e ficou assistindo, eu sinceramente queria dormir, mas ela insistiu pra eu ver filme com ela.
   _ Tetê, eu estou com muito sono, quero descansar. - falei.
   _ Poxa Sophie, você pode dormir de noite, são só quatro horas poxa. - reclamou com voz manhosa.
   _ Por favooor!! - continuei, ela ficou de cabeça pra baixo da cama de cima e olhou pra mim.
   _ Você não está bem neh...Pode falar comigo. - falou e desceu do beliche pra se sentar ao meu lado.
   Contei tudo a ela, as provocações e perseguições de Rafael e seu grupinho, Alexy, meu amor ridiculamente estúpido por Rafael, Anna e Serafina... Tudo. Falei o quanto eu conseguia me defender, mas não queria fazer isso com o amor (pela qual não sou correspondida) da minha vida.
   _ Aí aí amiga, não se preocupa, elas nunca mais vão mecher com você, eu cheguei. - falou e me abraçou forte.
   _ Isso foi pra me tranquilizar? Por que tipo, você tem dezoito anos, se matar alguém vai presa, gata. - brinquei.
   _ Nouza...- disse com um riso no final.
   _ Bom, eu realmente preciso dormir. - falei e me deitei.
   _ Certo, hoje pode. - falou subindo.
   Depois disso, fechei os olhos e caí no sono.

Brincando De AmarOnde histórias criam vida. Descubra agora