Conversa banal

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Capítulo 18_ Sophia

     Deitada no sofá ouvindo a respiração de Rafael atrás de mim...pensei no que ele faria pra me provar seu amor. Nunca imaginei que ele algum dia diria que me ama. Não imaginei que ele tivesse sentimentos. Senti um peso sobre meu quadril...mas oque raios...?!
   - Rafael, seu braço... - falei me referindo a ele estar me abraçando... acho que não tinha percebido.
   - Hum? Aah...- riu sem graça e apertou mais... espera, Rafael...ficou sem graça...?
   - Ra-Rafael...isso...- eu não tinha palavras...Rafael sempre me provocava de todas as formas possíveis...mas nunca me abraçou...acho que nunca me senti tão segura... tão bem.
   - Isso é proposital. - falou e riu de novo, apertando mais o abraço e cheirando meu cabelo - Isso também...
   - Hm...Ra-Rafael! - falei constrangida...mas ficou pior quando ele beija meu pescoço...hm.
   - Sophia? - chamou com voz rouca - Desculpa. Eu sei que venho sendo um babaca, e é difícil acreditar que esse idiota ama você...mas me perdoa. Por favor. Eu te amo, garota. - falou e mexeu em meus cabelos...nunca me senti tão vulnerável a ele.
   - Te desculpo se você...parar. - falei e me sentei levantando e me jogando em sua cama.
   - Parar com o que? - perguntou em tom divertido.
   - Parar de me provocar. - falei. Meu rosto estava quente, eu tinha certeza que estava igual uma pimenta.
   - Estou te provocando, anjo? - se sentou no sofá com as pernas cruzadas igual uma criança e falou em tom divertido.
   - Aah...be-bem você...sabe que sim... - gaguejei e baixei o rosto. Meus cabelos já estavam castanhos e cheios de mechas coloridas como eu planejava...mas não estava nem dando importancia, até....
   - Gostei do seu cabelo assim. Ficou lindo. - falou Rafael.
   - Desde quando você... percebe? - perguntei.
   - Desde sempre. Notei na sétima série quando ainda tinha os cabelos loiros caramelo e pintou pela primeira vez de azul nas pontas, notei um mês depois quando cortou e escovava ele todos os dias, notei quando deixou crescer até chegar a esse tamanho é pintou de roxo, vermelho, verde, azul e amarelo. Notei daquela vez no primeiro ano que alizou e não deu certo aí ficou anelado assim, notei quando começou a usar aqueles totós com duas mexas na frente e as pontas azul escuro. E no segundo quando pintou de tudo de roxo, e agora que estava todo azul escuro. E hoje que já está morena e cheia de mexas coloridas...- disse e ficou meio vermelho. Caramba.
   - Nossa...caramba...nunca notei que vc...percebia...- falei e me joguei deitada em sua cama, cobrindo o rosto com um travesseiro.
   - Bom, eu sempre notei e percebi tudo. Principalmente quando começou a ganhar corpo e tal. Nossa eu morri de raiva. - falou rindo. Me sentei e observei seu rosto. Estava vermelho. Corado feito um camarão.
   - Por que? - perguntei, e me toquei...quando eu comecei a ganhar... aí meu Deus!
    - Por que uns caras ficavam te olhando, então me dava maior trabalho ficar fala do para se afastarem de você. - disse e revirou os olhos.
   - Mandava os caras se afastarem de mim? Você é imprecionante. - falei sem me importar.
   - Eu sei... - disse ainda corado.
   - Estou com fome. Quantas horas? - perguntei olhando o relógio na parede...
“10:20...as 14:15 tenho que estar no trabalho...”
   - Qua tal comermos alguma coisa, anjo? - sugeriu
   - Claro... - falei e me levantei calçando pantufas na beira da cama...pantufas do Henry poter? Que maneiro.
   - Isso é meu, folgada. - falou Rafael.
   - Meus lábios também, nem por isso você se importava antes de tomá-los. - rebati.
   - Touché. - disse e passou a mão nos cabelos loiros os passando pra trás.
   - Tomou papudo. - ri e fui em direção a porta acompanhada do loiro que segurava minha mão.
   - Aah, Rafael...minha mão... - gaguejei e fiquei de frente pra ele olhando em seus olhos. Ele olhou para nossas mãos e me puxou para ficarmos lado a lado, passando minha mão jundo com a sua por trás de mim e me abraçando pela cintura.
   - Oque tem? - perguntou sorrindo.
   “...?”

Brincando De AmarOnde histórias criam vida. Descubra agora