“Dobro os joelhos
Quando você me pega, me amassa, me quebra,
Me usa demais
Perco as rédeas (...)”
(Isabella Taviani, Luxúria)
EVA
Eu vivia um sentimento de irrealidade.
Estava como que dopada, arriada, dominada por Theo Falcão.
Tinha esperado gostar de sexo com ele, devido à grande atração que sentia. E tinha esperado dor, humilhação, até medo. No entanto, lá estava eu completamente obcecada por ele, sem ar e sem fala, não vendo, ouvindo ou sentindo outra coisa que não fosse aquele homem pela frente. Nem pensar direito eu conseguia. Tentava voltar à tona da realidade, mas ainda embriagada de tanto prazer, de uma vontade louca de senti-lo junto a mim, eu continuava submersa em sensações nunca antes sentidas ou imaginadas, seduzida e caída por ele.
Vingança. A palavra vinha ocasionalmente, eu a convocava como forma de proteção, mas ela escapava de mim, se esvaía diante de tudo que eu vivia ali. Estava difícil controlar qualquer coisa e simplesmente parei de lutar, sentindo e me dando ao momento, pois não havia outra coisa a fazer. Era muito mais forte do que eu.
Tomamos banho juntos e, mesmo com a vagina ardendo, doída após ser penetrada sem dó por seu membro enorme, eu ainda o queria. Estava abismada com aquela fome. Era só olhar seu corpo alto e moreno, seus músculos bem modelados, seus cabelos escuros ou seu rosto de traços firmes e olhos penetrantes, para que tremesse e ficasse pronta, excitada, molhada. A minha vontade era de ficar perto, tocá-lo, senti-lo. Era uma fome, uma sede, uma ânsia que me consumia como droga, deixando-me viciada.
Eu tentava dizer a mim mesma que era passageiro, pois Theo era um homem lindo, experiente, sexual. Que tão logo sexo deixasse de ser uma novidade, eu poderia recuperar meu discernimento, minha capacidade de pensar e me afastar um pouco de tudo aquilo. Também tentava me lembrar daquele calabouço no porão, lembrar-me que aquele homem que me dava tanto prazer podia também me machucar. Ele tinha uma veia violenta, eu já tive provas disso. Era capaz de matar. Era capaz de machucar. E eu devia estar preparada. No entanto, nenhum pensamento racional era o bastante para me tirar daquela bolha de sedução, de encantamento em que ele havia me jogado.
Dentro do boxe, Theo me encostou no ladrilho e me beijou na boca. Acariciou minha pele nua e molhada, lambeu meu mamilo, deixou-me completamente louca, excitada, esquecida do mundo que não fosse ele. Também o beijei e acariciei, gostei de passar os dedos sobre os músculos úmidos e duros do seu peito e sua barriga, de segurar seu pau que era lindo e pesado, de receber sua língua experiente e gostosa. Foi impossível não ficar cheia de desejo, pois era um homem completo, um macho alfa que sabia muito bem o que fazia. Senti-me uma criança boba e perdida diante dele, pois tudo era novidade e eu não tinha nem a metade de sua experiência ou do seu controle.
Não me penetrou. Apenas acariciou e beijou, durante o banho e enquanto nos enxugávamos. Seu olhar penetrante, duro, cheio de tesão, me consumia. Eu nem sabia mais meu nome ou quem eu era, pois ali me tornei apenas uma massa viva de sensações despertas por ele. E mesmo sendo contido, seu olhar não me deixava esquecer de sua essência agressiva, perturbadoramente máscula, de promessas que me amedrontavam e deixavam em expectativa.
Voltamos ao quarto e eu sabia que, dolorida ou não, seria dele novamente. Nós ardíamos e eu ficava impressionada com sua potência sexual, pois seu pênis estava novamente ereto. Se com quarenta anos era assim, eu imaginei o quanto não tinha sido destruidor aos vinte. Não queria nem imaginar do que tinha sido capaz.
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FERIDA - Livro 2 da Série Segredos.
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