Estranho
LETÍCIA ON
Já era manhã, estava escovando meus dentes, hoje eu ia fazer um café da manhã que nem de filme, senti que o clima ficou pesado, vou tentar melhorar.
Saio do prédio e vou até a padaria, compro um bolo de cenoura com cobertura de chocolate, biscoitos, suco de laranja e pães. Fico parada na calçada observando a casa abandonada, até que alguém me cutuca e eu viro pra ver quem era.
- Tem um isqueiro?
Era um homem, não era muito alto, tinha os cabelos com cachinhos que ficavam caídos na testa, pele bem branca e olhos negros, os lábios avermelhados e ele vestia preto.
- Não, não tenho.
- Admirando minha casa?
- Você mora nessa casa? Não é querendo ofender, mas, ela parece abandonada.- digo me virando pra ver a casa novamente
- Querida, lhe garanto que ela não é abandonada. - ele diz no meu ouvido
Me viro, ele não estava mais lá, sumiu do nada, vai saber né. De volta ao apartamento começo a arrumar a mesa, faço café, coloco as coisas que comprei e espero eles acordarem.
- Eu dormi e acordei em uma novela mexicana? - Luísa pergunta
- Realmente. - Erick diz
- Sentem e comam, ontem o clima não ficou muito bom entre nós, mas, o que é melhor que comida pra ajudar a melhorar? - digo
- E é por isso que eu sou sua amiga. - Luísa fala
Depois do café da manhã, Erick sai, ele trabalhava como detetive, era bem legal, eu sou escritora, faço meu livro desde dos 16 anos, hoje eu tenho 18; meu livro fala de uma garota que perdeu a memória e está tentando voltar pra casa. Luísa é enfermeira, vai começar a trabalhar daqui a três semanas.
- Acabei. - Luísa fala
- Você ama lavar a louça não é?
- Amo, olha, amo bastante, melhor coisa da vida é lavar louça. - ela diz com ironia
Começo a rir.
- O detergente acabou, preciso que você vá comprar mais. - Luísa diz
- Agora?
- Sim, agora.
- Posso ir mais tarde?
- Não, vai logo, vai vai vai!
- Tá.
Vou até o mercado, compro 10 detergentes e outras coisas que estavam faltando. Voltando pra casa, me sinto observada, como se uma pessoa observasse cada passo que eu dava, sinto uma coisa subindo na minha perna, quando olho, uma aranha, grito e fico me debatendo no chão pra tentar tirá-la de mim, até que ela some, e todos ficam olhando pra mim como se eu fosse louca, só eu tinha visto aquela aranha? Era o que parecia, apresso o passo pro meu apartamento.
- Por que demorou tanto? - Luísa pergunta
- Não demorei.
- Eu te liguei e você não me atendeu.
- Desculpe, meu celular está no silencioso.
- É que eu queria te dizer uma coisa, meio que, importante sabe.
- O que?
- Que aqui tem detergente, na verdade, tem bastante.
- Não acredito que você fez eu sair, quase morrer com uma picada de aranha por capricho teu Luísa.
- Me dá os detergentes vai.
Entrego pra ela.
- O que vai fazer com isso?
- Isso.
Ela começa a jogar todos em mim, eu corro e me escondo atrás do sofá, pego as almofadas e jogo nela, Luísa pega duas colheres de pau, me dá uma, e nós começamos a fingir que eram espadas e estávamos brigando, ela ganha, Luísa tem reflexos ótimos.
- Você me matou. - digo caindo no chão
- Eu sou ótima.
- Com certeza. - digo levantando
ERICK ON
Estava na cena do crime a trinta minutos e o mistério continuava, quem haveria matado aquela mulher, Larissa foi encontrada morta a beira do rio, morta por asfixia, só que, ela tinha uma vida normal, estudava publicidade, morava em um apartamento com seus três gatos e não tinha nenhum namorado ou amigo na cidade, andando pelo local, encontro um pingente, bonito, era um pingente do Yin Yang, atrás tinha um nome, Victor, não era da vitima, então, só podia ser do assassino.
- Achou alguma coisa?- o policial me pergunta
- Não, acho melhor comunicar a família da vítima pra ver o que vão fazer com o corpo. - digo
- Hum, tá bom.
Odiava esse policial, eu odiava todos, odeio babacas, termino de analisar o local e volto pro meu apartamento.
- Oi Erick, voltou cedo. - Letícia fala
Aquela garota me irritava, ela queria ser minha amiga, mas, eu não tenho amigos e não é ela que vai mudar isso.
- É. - digo e vou pro meu quarto
LETÍCIA ON
Vou a padaria de novo, o suco tinha acabado e depois de quase uma hora tentando convencer Luísa de ir, acabei desistindo e indo eu mesma, compro e sigo o caminho de volta pro apartamento.
- Olá de novo. - aquele garoto que eu tinha visto mais cedo fala
- Olá.
Não gosto de conversar com estranhos, ele podia ser qualquer tipo de gente, um assassino, um ladrão, eu nem sabia o nome ou nada dele, apenas que morava naquela casa.
- Como você se chama?- pergunto
- Eu me chamo Victor e você?
- Letícia.
- Muito prazer, Letícia.
Ele fala e pega minha mão e a beija, da um sorrisinho e entra na casa, que estranho.
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Mistérios do amor (CONCLUÍDO)
RomanceNesses capítulos, irão falar sobre a história de Letícia, uma garota que acabou de sair da casa dos pais e descobre que não é só uma mulher com a vida normal, ela é a metade de Victor e eles dois juntos aos seus amigos, irão passar por várias coisas...
