D - Arquibancada

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Outra manhã começou e para a felicidade de Harry, o clima estava chuvoso, então não seria tão desconfortável andar por aí mais que aquecido.

Na noite anterior ele teve um pequeno "surto".

Algumas gotas de sangue já secas no box do banheiro e seus pulsos meio ardentes o lembravam disso.

Milagrosamente, o dia estava muito bom:

• Sua mãe resolveu lhe dar uma carona ( "Ontem eu dei carona para o seu irmão e hoje é a sua vez").

• O dia estava friozinho.

• Ninguém na escola, além dos professores, tinha dirigido a palavra a ele ou feito algo de mal gosto, até o momento.

• Ele havia tirado 9 em química (como? Ele não saberia explicar).

Resumindo: Tudo estava bom.

Bom até demais.

"Tudo o que é bom dura pouco."

»

— Olha só quem estava tentando se esconder aqui — Luke falou num tom brincalhão, encurralando Harry embaixo da arquibancada.

— A menininha acha que é esperta o suficiente para isso, né? — Liam passou a mão bruscamente pelo maxilar do pobre garoto com suas mãos grossas.

Por que Styles estava ali?

Talvez ele tenha achado que seria um bom lugar para passar o intervalo sem ser incomodado. Infeliz engano.

Além dele não ter sido deixado quieto, não haviam outras almas vivas naquele lugar que pudessem ajudá-lo.

Louis ainda não tinha falado nada desde que seus amigos encurralaram Harry, ele apenas mexia relaxado na barra da camiseta do time, que tinha "Tomlinson" escrito nas costas (normalmente o time todo usava aquelas camisetas para mostrarem quem manda no lugar, mas naquele dia só ele estava usando — Harry sempre reparava nos detalhes, em tudo).

O primeiro soco foi dado por Liam, ele sempre iniciava tudo e Luke, seu mais fiel seguidor, ia atrás sem perguntas.

Louis tinha um comportamento diferente na mente do cacheado.

"Ele apenas não gosta de se meter em encrencas."

— Ele nem reage, assim perde a graça Harryzinho. Não acha Tommo? — Disse Liam, querendo o introduzir naquela agressão.

— Por isso nem me dou mais ao trabalho de bater nele, vocês dois já conseguem destruí-lo. Aposto que o Luke conseguiria dar um jeito nele sozinho, e até aquele seu primo molenga, Liam, o Ashton.

— Nem me lembre desse idiota. Como alguém prefere andar com o muçulmano e aquela gazela loira do que comigo?

Eles conversavam como se Harry não estivesse ali, e como se não estivessem chutando e socando cada parte que conseguiam dele.

— Você sabe que ele não tem estômago pra isso.

— Ele é um bebê, isso sim. Mas pelo menos não é um viadinho escroto igual a esse aqui.

Algumas palavras doem mais do que socos.

— Vai ficar conversando ou vem ajudar? — Diz Luke.

— Prefiro apreciar o trabalho de vocês.

Harry não sabia porque chamavam ele de certas coisas. Como presumiram que ele era gay?

E mesmo se ele fosse, não saberia, nunca beijou ou iria beijar alguém de acordo com sua vida.

Harry's DisorderHistórias para pegar e não largar. Descubra agora