E se Luccino que fosse visitar o capitão Otávio no quartel ?
[…]
Otávio tentava concertrar em suas tarefas do exército,que eram muitas,agora que o Coronel Brandão havia se afastado e o promovido a Major. Sem contar que Randolfo, para comemorar sua promoção a capitão pedira dispensa,para sair com Lídia. Então ele possuía muito trabalho a fazer.
Seria mais fácil ler e anotar se sua mente estivesse tranquila , e talvez se a imagem e a lembrança de Luccino Pricelli não invadisse sua mente a cada minuto. Ele não podia evitar a lembrança da noite anterior, em que ele e Luccino tiveram seu primeiro encontro, e saíram para jantar na casa de chá da dona Ágata , as palavras do italiano rodopiavam sobre a cabeça de Otávio como crianças serelepes.
Me dá vontade de falar que… que… Sono innamorato di te”.
Otávio não precisaria de uma única aula para entender as palavras proferidas no idioma do seu amado Luccino. Certas coisas o coração entende por si. Tudo teria sido perfeito, se não fosse a interrupção de Dona Nicoleta, mãe de Luccino.
Otávio afastou, pela que devia ser a décima vez no dia, as lembranças do mecânico e voltou a mirar os papéis. Uma batida na porta soou e ele sem tirar os olhos dos formulários, ordenou :
— Pode entrar. — Quem poderia ser ? Será que Brandão resolvera inspecionar o trabalho de Otávio como major ?
— Com licença...estou atrapalhando alguma coisa ? — Não era o coronel, aquela doce voz retumbou nos ouvidos de Otávio, que levantou os olhos e se deparou com a figura de seu amado italiano.
O corpo largo, os cabelos negros escondidos embaixo de uma boina , o rosto com seus olhos dóceis e a feição inocente que faziam o coração de Otávio pular feito louco. E também havia o tronco musculoso de Luccino, atrás das roupas neutras do bambino, aquele corpo fazia o major acalorar-se por todo o corpo.
— Luccino, que visita agradável. — Otávio se levantou e foi até seu amado, com um sorriso enorme.
— Eu estou te atrapalhando ? Você parecia concentrado. — Luccino apontou para a mesa.
— Não é nada demais. — Mentiu Otávio. — Mas o que você faz aqui ?
— Eu...— Luccino tentou formar uma frase, até se lembrar que não tinha motivo aparente. — Eu apenas queria te ver...trabalhar como Major.
— Você ficou metido com esse fato de namorar um Major, não é ? — Otávio se aproximou de Luccino, colocando a mão em sua bochecha.
— Talvez... — Luccino disse, provocativo .
Otávio desceu os dedos até o queixo de Luccino e se aproximou do rosto dele, tão próximo que o Italiano podia sentir as palavras saindo da boca do Major.
— Então venha cá, e beije seu Major. — Luccino ruborizou com as palavras, mas exibiu um doce sorriso, encurtando a já muito pouca distância entre os seus lábios e os de Otávio.
Luccino colocou uma de suas mãos no pescoço de Otávio, a outra puxava Otávio para si,enquanto o Major, com a mão, acariciava os cabelos de Luccino, fazendo sua boina cair no chão. Luccino disputava com a língua de Otávio,explorando cada canto daquelas bocas,deixando selinhos nos lábios do major, que estava se deixando dominar pelo homem de seus sonhos,mas nem mesmo em seus melhores dele, aquele beijo teria tanto desejo envolvido, não havia tempo para pensamentos , nem mesmo para respirar, mas isso era necessário, então o beijo cessou,os dois encostaram a testa um do outro e respiraram, trazendo ao rosto de Otávio uma dúvida.
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Contos Lutávio
FanfictionApenas alguns contos lutávio que eu crio com ajuda do twitter
