The Anger Inside Me

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Era tudo diferente. Tudo não era como eu via antes, como se os móveis, as paredes, as portas e até as cores no quarto não faziam sentido. Sentia uma fome estranha, uma vontade de preencher meu vazio, mas não sabia como. Estar sem humanidade é assim.

- (S/N)...-dean levanta, não lembrando da conversa que eu e Norman tivemos fazia segundos. O doppelgänger saíra antes que pudesse causar mais confusão, me dizendo aonde estaria.

-Eu preciso ir, Dean..- olhar pra ele parecia algo impossivel de se fazer, como se fosse me deparar com algum pesadelo, ou como se pudesse atacá-lo .

-Vamos achar Sam e o resto..-ele segura a minha mão, percebendo logo que me recusava a sair com ele.

-Vá, Dean- meus olhos se concentravam na porta quebrada.

-Que? Venha, (S/N)-ele continuava persistente

-Eu não posso, Dean. -passo a mão no rosto, sentindo meu rosto arder, enquanto meu corpo parecia querer sair de la o mais rápido possível

-não pode o que? Norman não está aqui, temos que sair o mais rápido possível!

-O doppelganger é seu, Dean. Não percebeu que se não estivesse nessa cidade, talvez ele não estaria aqui?-olho ele se direcionando a porta, mas parando para me ouvir.

-O que quer dizer com isso?

-Que talvez não deveria estar aqui...

Ele fica um tempo em silêncio, tornando possível ouvir seus batimentos acelerando.

-Está brincando, né?- ele solta uma leve risada, com um leve tom de preocupação tentando se esconder em suas palavras.

-Eu..eu não sei o que deu em minha cabeça, ou melhor, nossa cabeça, em pensar que daria certo- me viro para ele- Tudo isso, Dean...eu estava bem na Italia até você aparecer em Mystic Falls. Ja pensou que é quem atrai o problema?

Ele franze o cenho, andando até mim.

-O que deu em você?-ele segura meu braço, tentando fazer com que eu olhasse para ele. Ainda recusava, ouvindo o barulho de suas veias pulsando.

-Tudo isso me fez realizar que tudo isso foi estúpido. Você teria que ir embora uma hora ou outra..porque não agora?

Ele segura meu rosto

- (S/N), eu gosto de você- sua voz fica rouca, não entendendo o porque de eu estar dizendo tudo aquilo- eu gosto e eu quero ficar, acredite.

-Talvez eu não sinta o mesmo, Dean Winchester- me solto dele

-Claro que sente..você disse, me disse.

-Eu estava errada. Eu não sinto isso por ninguém, Dean. Nunca vou sentir

-Não fale isso, estávamos indo bem, sabe disso...

Meus olhos se sentem mais pesados, enquanto sinto suor escorrendo pelo meu rosto, as presas saem de minha boca com urgência, e a força toma meu corpo junto com todo aquele ódio. O cheiro de sangue estava ali, eu podia sentir, eu tinha que sentir. A sede era maior do que qualquer parte humana que poderia ter sobrado ali...
Dean não demorou para parar contra a parede, com meu corpo o forçando a ficar ali. Seu cheiro me deixava faminta, me trazia de volta aos tempos que caçar meu alimento era meu melhor hobby.

-está descontrolada...- percebo que ele tentava não me empurrar usando toda sua força, ja que não queria me machucar.

-Eu pedi para sair- respiro ofegante, ainda me segurando de o atacá-lo.

-Eu te conheço...não faria isso...o que Norman fez com você?

Finalmente olho em seus olhos, e não sinto o que uma vez pensei sentir. Eram apenas dois olhos verdes encarando quem agora era um monstro.

-SAIA- grito com raiva, o jogando no chão.

Percebendo sua expressão assustada e paralisada, fujo do local, saindo antes que ele pudesse sair.

Hunting the love [PAUSADO]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora