Vulnerable

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   Quantas vezes fui capturada em minha vida inteira? Parei de contar faz um tempo. Talvez seja porque tenho vários inimigos, porque queiram tirar algo de mim, mas gosto de pensar que é porque me temem. Todos os rivais sabem que a única maneira de se sentirem superiores à mim é me ver amarrada ou acorrentada, dopada com verbena. É o único jeito de ganharem contra mim.

-Achei que era fiel à mim- Norman puxa meu cabelo para trás, segurando meu rosto com a mão vaga- Você foi atrás dos caçadores porque?

-Eu não fui atrás dele. Eu fui capturada- tento me soltar de suas mãos violentas.- E você me deixou pra trás e fugiu.

Ele me solta, sabendo que eu não estava errada

-Os Winchester's sabem a localização de alguns de nossos ninhos- ele ajeita o cabelo desnecessariamente, ja que estava sempre muito bem penteado.

-Eles são espertos- tento não aparentar zonza por causa da quantidade enorme de verbena em meu corpo.- Temos que estar algum passos à frente deles

-É por isso que ja tenho algo planejado para você. -Norman sorri- Sabe bastante sobre Dean Winchester, e ele com certeza acha que sabe sobre você. Ele não entende essa coisa de nosso mundo. Ele parece todo apaixonadinho por você-ele pausa, dando uma longa risada- E isso está em nossa vantagem.

-Quer que eu o engane- chego à essa conclusão.

-Irá o atrair até minha casa sem que seja óbvio. Ele nunca a machucaria, mas você..você irá acabar com ele. Quando Sam entrar para salva-lo, o matará também, junto com qualquer um que entrar em seu caminho, entendido?

Ele leva meu silêncio como uma confirmação.

_______

Um longo banho e as roupas extremamente caras que Norman comprara para mim ofuscavam aquela expressão cansada em meu rosto. Em menos de 3 dias, havia sido sequestrada umas 3 vezes. Incrível, não?
 
Havia mandado o endereço à Dean. Eu me recordo bem, ele não é bobo. Ele sabe que é uma armadilha, mas eu não ligo. Irei fazer o que deve ser feito, e se é preciso matar Dean Winchester, ele estará morto antes mesmo do anoitecer.
Me sirvo de uma taça de vinho, espiando pela grande janela da sala, vendo o famoso impala 67 estacionando. Sam parecia querer sair do carro, mas o irmão o impede.

-É algo entre eu e (S/N) - ouço ele dizer, e Sam acaba entendendo, meio receoso.

Espero ele tocar a campainha, indo atender. Sem dizer nada, o dou espaço para entrar. Fecho a porta assim que ele bota os pés na grande sala.

-uau-ele solta um leve assobio, surpreso com o tamanho da casa. Parecia até que ele esqueceu o propósito da visita.

-Aceita vinho?

-Whiskey- ele se senta, ja se sentindo em casa.

Aquele jeito relaxado dele me fazia desconfortável. Não era para ele estar agindo assim. Era para ele me temer. Eu posso sim ser temida.
Enquanto o servia, penso em como o mataria. Olho o copo de whiskey em minhas mãos. Envenenamento? Muito rápido.

O entrego o copo, me sentando em sua frente.

-Fugiu rápido para Nova Orleans- ele comenta, dando um gole na bebida. O veneno teria sido tão mais fácil...

-Sou vampira. Tenho meus jeitos.

-e seus contatos. -Ele coloca o copo na mesinha- Cade Norman? Se escondendo atrás da parede?

-Estamos sozinhos-minha expressão fica ainda mais séria.

-Se ainda tivesse sua humanidade, aproveitaríamos essa solidão. -ele tira sarro- Porque me chamou? Desistiu de correr?

-Sim- lembro do que Norman me disse. Dean gosta de mim. Isso é uma vantagem que tenho sobre ele.

Ele fica quieto, surpreso com a resposta.

-seja sincera- ele limpa a garganta- Norman irá me prender, sugar meu sangue?

Cale a boca, Winchester, cale a boca.

Levanto, o puxando para um beijo caloroso. Agora sim ele ficará quieto. E vulnerável.

Hunting the love [PAUSADO]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora