CAPITULO 2

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Isaac ainda tentava entender o que eram tantos símbolos e luzes que saiam da grande tela embutida na parede. Seriam coordenadas? Talvez um sistema de direção? Ou quem sabe seria um grande aviso escrito: NÃO APERTE O BOTÃO VERMELO!

Isaac tinha suas teorias, em nenhuma delas, ele se sairia bem dessa história.

Benzi conversava com o pequeno Enzo e com Enderson. Os convencia que deveriam explorar onde estavam. Talvez achar alguém. Um ser ou outras pessoas possam estar presos junto com eles. Enderson, é claro, discordava dele. Achava que só iria os levar a mais encrenca.

-Sabe-se lá se não tem um marciano devorador de gente nessa coisa! – Reclamava Enderson.

-E se tiver algum humano preso aqui tambem, igual a gente! – Benzi tentava barganhar.

Isaac então, decidiu se intrometer vagarosamente na discussão – Eu creio que descobrir onde estamos é uma ótima estratégia. Se ao menos vamos tentar escapar daqui, temos que achar algo para sobreviver. Comida, banheiro, camas. Não sabemos quanto tempo vamos ficar aqui...- Isaac falava, porem não desgrudava da grandiosa tela.

-Ótimo! Agora o doutor Bronw acha certo...- Ender cruzava os braços.

-Cara, faz o seguinte então: fica aqui que eu vou achar uma porta pra te tacar no espaço...

-Tenta só, Benzi. Tenta!- Ender ficou mais agressivo com seu tom de voz.

-Galera...- Isaac interrompeu novamente – Se forem brigar, façam isso enquanto rodam o contêiner. Nave. Sei lá no que estamos. Precisamos de respostas!

-Eu vou para a direita... – respondeu Ender, agora com um tom de voz envergonhado.

-Certo... – continuou benzi – eu vou por aqui pela esquerda. Enzo, cê quer procurar algo também?!

-Não! – Enzo falava com o braço enxugando os olhos cheios de lagrimas - Quero ir pra casa!

- Eu sei, coleguinha. Mas precisamos de ajuda pra chegar lá. Não dá pra ir sem saber... – Benzi tentava acalma-lo.

- Eu vou então ali... – Enzo então apontou para um terceiro buraco circular na parede. Ao lado da entrada circular da esquerda, ao qual, Benzi planejara entrar.

Cada um seguiu para a sua entrada. Benzi pediu para que eles gritassem se vissem algo, e tentassem sempre voltar para a "sala central". Assim então nomeada a sala onde residia o grande telão, que prendia tanto a atenção de Isaac.

Benzi entrou na sua porta circular. A entrada seguia por um pequeno túnel. Nesse túnel, uma rampa levemente inclinada para cima. Ele seguiu o caminho ate uma segunda sala. Grandiosa e bem arrumada tal como a grande sala com janelas que tinha visto anteriormente. Aparentava ser uma sala de estar normal, se não fosse o fato de ter uma luminária gigante de formato cilíndrico e não fizesse tanto barulho, como ela estava fazendo. O barulho era parecido com um pote recheado de abelhas zangadas. prontas para atacar o ladrão de mel mais próximo. Havia um sofá em forma de letra L, um chão com um piso diferente da "sala central", mas um monitor grande quase semelhante, se não fossem as placas verdes na borda. Uma bancada com uma espécie de teclado junto ao monitor, com botões e alavancas que não caberiam em mãos humanas. Uma delas parecia uma broca invertida, outra era semelhante a uma bola de tênis, porem não parecia de fácil manuseio. Benzi definitivamente acreditava que não estava mais em um simples contêiner de um deposito abandonado da sua cidade.  A realidade começava a parecer menos certa para ele e começava a creditar que estava sonhando ou ate mesmo, que tinha morrido e este era seu purgatório. Ele avistou, no fundo da sala, uma outra porta circular, porem esta estava fechada. Parecia bem lacrada. Com uma peça quadrada grande e robusta no meio dela. ele então se aproximou da peça. Olhou bem e tentou estuda-la. Viu que na parte superior tinha uma espécie de buraco ondular. Uma chave? Uma tranca? Ele então começou a procurar por perto alguma chave ou algo parecido. Foi para perto do sofá, em cima do teclado de mil botões bizarros e nada. Parou no meio da sala. Colocou as duas mãos na cintura e começou a pensar. Pensou se valeria a pena abrir aquilo, já que está tão fechado. Talvez um bicho grotesco e selvagem de outro planeta estaria ali. Ou, se isto fosse do governo, seria alguma parte cheia de coisas toxicas ou bombas poderosíssimas. Achou melhor não abrir. Quando pensava seriamente em desistir, ouviu atrás de si um barulho de porta se abrindo. Era Enzo, carregava uma caixa cinza com dois buracos nas laterais.

CHROMA ZEROOnde histórias criam vida. Descubra agora