Enzo acordou em um quarto pouco iluminado. O chão parecia macio, mas não o bastante para suavizar a dor de uma queda.
Não conseguia ver seus amigos em lugar nenhum. Parecia esta sozinho no quarto. Ele começou a entrar em desespero. seu coração começou a bater mais forte. seus olhos lacrimejaram. o desespero era grande e tomou conta da pequena criança. ele chorava e gritava, sem ser correspondido. ate que um globo cromado quase do tamanho de Enzo, entrou por um buraco na parede que se abriu. o globo parou na frente de Enzo que parou de chorar ao ver o globo. a luz roxa e fraca do quarto refletia no globo, que contorcidamente refletia o seu rosto.
uma porta abriu atras de Enzo e ele se virou para ver. o globo lhe deu um choque perto do pescoço e se aproximou do garoto. Enzo se afastava da porta, tamanho era seu medo. o globo lhe deu mais um choque, dessa vez no braço. Enzo então saiu da sala. ele soluçava e escondia os olhos com o braço. a luz era muito forte. quando seus olhos se acostumaram com a iluminação local, ele começou a estudar onde estava. paredes de cores rosadas e e com esporos pequenos cercavam todos os corredores. que eram vários, e possuíam uma especie de lampada em linha que seguia por todo os corredores. o chão era algo pastoso, que afundava um pouco os pês, fazendo, quem passassem por cima, andar devagar. A sua frente, uma alegoria de seres bizarros passavam por ele. seres semelhantes a gosma, a polvos com mãos, maquinas mescladas com animais e órgãos expostos. o globo o deu mais um choque, impulsionando-o a entrar em uma das varias filas de seres bizarros. Ele ainda chorava e soluçava enquanto caminhava na fila. Um sujeito meio humanoide de coloração verde e orelhas pontudas, começou a falar com o garoto:
- ooe! hey kid! Junge hört zu! garoto?
Enzo, olhou para ele.
-para de chorar! Cê ta chamando atenção. vai acabar fazendo eles te levarem pra "sopa".
Enzo diminuiu o choro. não sabia exatamente como esse monstro sabia falar português, mas se ele disse que pode chamar atenção, era algo a ser escutado.
o globo cromado o seguia enquanto eles se dirigiam a um grande salão com cinco paredes. A do canto mais extremo do salão, era um painel de algum metal bem reforçado. Em uma das paredes, bem no canto, havia uma especie de buraco com uma geleia azulada, que separava o salão de algo semelhante a uma cozinha.
Enzo viu o sujeito que havia falado com ele, se dirigir a um outro ser que parecia a mistura de uma lontra com uma capivara. Ele percebeu então que a fila já não era uma prioridade e ele poderia andar para qualquer lugar. porém aonde ir?
>tu ta me dizendo que é possível?< exclamou em uma língua estranha o pequeno ser que acompanhava o sujeito que falou com Enzo >ce ta ligado que isso é pena máxima aqui, né?<
>fica na sua, ooh cara de colher< respondeu o sujeito que falara com Enzo. >o kuaz aqui tem tudo na mão. isso foi informação la de cima...<
>VOCÊ ENLOUQUECEU, KUAZ!< gritou o pequeno ser para Kuaz < esse pessoal faz de tudo pra achar um bode expiatório e nos atirar no espaço!<
>"mar" tu é uma boca de Rakkata, mermo. ne, Okurosu! eu roubei a informação foi da galera da ração< kuaz apontava para a parede com o buraco em gel azul.
outros seres tiravam bandejas de alimentos grotescos e pedaços de coisas que se assemelhavam a pés, tentáculos ou órgãos, formando um arco íris grotesco florescente.
>ta ligado o Oub?< kuaz apontava para uma pilha gigante de pedra azul amontoada perto da parede de metal < ele já sabe do plano. Claro, não de TODO o plano < ele deu uma risada de canto de boca enquanto falava com um tom de voz debochado.
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CHROMA ZERO
Science FictionEm uma busca digna de uma infância perdida, quatro crianças seguem pelo espaço, a bordo de um contêiner , numa corrida mortal em busca do cristal mais valioso de todo o universo, o Chroma zero . Uma aventura cheia de mistérios, descobertas, planetas...