esse capítulo é bastante pesado. por favor, se você não se sente confortável com narração de estupro e violência, não leia, ok? por favor!!!!!!?
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Não era muito cedo quando barulhos altos conseguiram tirar Harry de seu sono pesado. Aquele colchão sensacional e seu cansaço físico-emocional contribuíram para que ele dormisse horas a fio. E, bom, ninguém se atreveu a acordá-lo, a única coisa que realmente o preocupava era seu celular com um número considerável de chamadas perdidas e bateria baixa.
George vai reagir mal, ele sabe, e está com muito medo do resultado de sua atitude precipitada na noite passada.
Pensando consigo mesmo, jamais deveria aceitar ser humilhado daquela forma, mas também não devia expor seu esposo ao ridículo, fazendo com que desse aquele show na porta da casa de um potencial desconhecido — e, ainda pior, do médico que apresentou seu diagnóstico.
Tudo bem, agora ele está envergonhado. Muito.
Sua vida não costumava ser tão desestruturada. Seu padrasto costumava dizer que para conseguirmos enxergar os problemas que nos rondam, devemos nos afastar e, agora, olhando de longe e sem ter nada para atrapalhar sua linha de raciocínio, ele percebe que sua vida perdeu as estruturas há tempos. E a maior parte da culpa é sua.
Se fosse mais interessante, talvez George deixasse o emprego um pouco de lado para aproveitar sua companhia. Deus, isso é o que Harry mais quer! Poder se aconchegar com seu esposo no sofá, ficar roçando seus pés gelados até que fiquem quentinhos, preparar receitas com ele, adotar um animalzinho e lhe dar todo o amor do mundo, assistir vídeos de dança contemporânea, ler livros em voz altas, dançar sem música na sala, fazer amor na banheira, ter almoços de domingo ao lado de seus pais, sua irmã e ele… É uma realidade bastante distante.
Faz tanto tempo que não fala com seus pais. Sua irmã adoraria acompanhá-lo nas visitas ao hospital e ela iria pintar seu cabelo cuidadosamente com spray colorido, assim como suas unhas e seu rosto. Ela sempre gostou de testar maquiagens assimétricas e penteados desgrenhados no irmão mais novo. Harry não sabe como se desaproximou de tal forma, e ele sente tanta, tenta falta de sua família.
Niall adentrou o quarto como um tornado furioso, abalando toda a ordem do quarto antes silencioso. O moreno puxou o amigo para fora da cama, ignorando o celular vibrando no criado mudo e o arrastando para fora do quarto.
— Dormiu, hein, criança? — Brincou.
— É... acho que sim.
— Vou preparar um café da manhã maravilhoso para você! — Cantarolou.
— Cadê o Louis? — Parou o amigo antes que ele descesse a escada. — Niall, ontem aconteceu uma coisa horrível e eu estou com muita vergonha — sussurrou com medo que o dono da casa o escutasse.
— Ah, então vocês se encontraram?
— Sim, e você dormindo como uma pedra, traidor!
— Vamos descer e você me conta o que de tão ruim aconteceu — voltou a puxá-lo.
— Não, espera! E o Louis?
— Ele teve que ir para o hospital, meu anjo. Logo ele volta, tenho certeza que dá tempo de contar a história — desceu e foi seguido, dando um sorrisinho vitorioso. — Por que tanto receio dele?
Harry explicou do meio ao fim.
Emendou o que já havia comentado antes de adormecerem junto ao que acontecera de madrugada, completamente constrangido.
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aneurysm • lwt+hes
FanfictionHarry não sabe como reagir ao diagnóstico de um aneurisma cerebral. Ele está fora de grandes riscos, embora tenha medo de iniciar um tratamento para evitar possíveis danos futuros e ser abandonado pelo esposo, um homem que o faz acreditar que todas...
