As cores escolhidas para pintar as unhas naturalmente rosinhas de Harry foram pinceladas da forma mais cuidadosa possível por Louis. A habilidade que possuía em suas mãos firmes e sabidas o ajudaram bastante durante e no resultado do processo, que ficou uma graça.
Depois de feitas, Harry ficou com as mãos apoiadas em uma almofada, observando enquanto Louis rodopiava pela sala e conversava com Niall pelo celular. Ele parecia feliz e a expressão em seu rosto deixava isso claro. Aparentemente, a compra dos equipamentos tinha sido realizada e eles seriam entregues até o fim da semana, o que significava que a inauguração do projeto que eles tanto esperaram e se doaram para que se concretizasse estava próxima.
Eles jantaram a comida caseira, deliciosa e cheirosa que Harry preparou assim que as unhas ficaram totalmente secas e Louis terminou a chamada.
Harry gostava muito da ideia de surpreendê-lo com comida quentinha, de poder cuidá-lo da forma mais simples e sincera, acariciar seus cabelos lisos, dedilhar as marcas de expressões quase imperceptíveis e receber seus beijos e seu calor quando fossem deitar no final do dia. Era uma perspectiva muito agradável e convidativa.
Ele queria ser um oceano de amor. Ainda que o mergulho fosse cheio de incertezas, esperava que Louis não tivesse medo de se aventurar em suas ondas límpidas e imensas, carregadas de todo o sentimento mais belo do mundo.
Com as horas passando tão depressa, chegou o momento em que o médico decidiu ir embora, era a parte mais difícil, honestamente. Ele queria descansar e sabia que o rapaz de olhos verdes precisava fazer o mesmo para conseguir ir trabalhar cedo no outro dia. Chegou a se despedir, tocando os cabelos ondulados como se habituou a fazer e enfiando seus dedos lá, de forma que a palma da sua mão conseguisse sentir todo o couro cabeludo e servisse de apoio para a cabeça que sempre se inclinava para trás. Ele gostava de expor o pescoço e sentir respirações pesadas e beijos molhados na área.
— Dorme aqui — Harry pediu com a típica carinha de anjo. — Amanhã cedo você fica aqui durante o dia ou vai embora quando eu sair.
— Você está se acostumando muito mal...
— Só quero ter certeza de que você está por perto, Lou.
No fim, Harry foi convencido a arrumar suas roupas e bolsas, inclusive a que usava quando ia para as tardes no hospital, e eles foram passar a noite na casa de Louis. A justificativa usada foi o bonsai esquecido no jardim da casa. Na verdade, ele não estava esquecido, pois o médico fazia questão de dá-lo bastante atenção, mas isso não era assunto até que chegassem.
Louis sabia que precisava de uma boa noite de sono depois do dia puxado e isso também se aplicava a Harry, que tinha passado as últimas semanas dormindo num sofá confortável, porém não adequado para tantas noites de sono.
As ruas estavam vazias e o tráfego funcionando perfeitamente quando eles chegaram. Era um bom horário para que estivessem na casa, recarregando as energias para o próximo dia, mas enrolaram mais um pouco até que acontecesse. O bonsai foi regado com uma boa conversa e pedidos de desculpa de um dono descuidado e os vegetais maduros da horta foram colhidos e levados para a cozinha.
De banho tomado e dentes escovados, depois de quase uma hora, estavam prontos para dividir a cama confortável do quarto principal. Tudo naquela casa parecia ter saído de um filme. Os cobertores sempre cheirosos e limpos, sem fios repuxados ou manchas, assim como os travesseiros macios e os lençóis lisos. As paredes impecáveis, como se a pintura fosse renovada todo final de semana e o chão reluzente. Harry não sabia como Louis era capaz de fazer aquilo. Até a bagunça parecia perfeitamente arrumada.
A sensação de estar ali era celestial. Os cheiros, os toques, as respirações, tudo parecia harmonioso. Louis se sentia o homem mais sortudo do mundo e não imaginava que Harry estava se sentindo da mesma forma. Sua filosofia de vida sempre foi um tanto rasa e ele não fazia ideia do momento em que foi agraciado pelo universo com aquela fonte de luz e alegria que era Harry. Tê-lo em seus braços era… inenarrável. Seus pés se entrelaçaram e ficaram em um vaivém gostoso até que pegassem no sono, completamente aquecidos e satisfeitos.
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aneurysm • lwt+hes
FanfictionHarry não sabe como reagir ao diagnóstico de um aneurisma cerebral. Ele está fora de grandes riscos, embora tenha medo de iniciar um tratamento para evitar possíveis danos futuros e ser abandonado pelo esposo, um homem que o faz acreditar que todas...
