A breve reconciliação que Harry e Louis tiveram mudou a direção de algumas coisas.
Quando o professor parou de ignorar a existência do médico e passou a apreciar sua companhia, pôde sentir a segurança que irradiava dele. Era admirável observar a forma como não interrompia ninguém e nunca se perdia no meio de histórias longas, além do brilho que carregava em seus olhos. Sua presença trazia a sensação de um mundo melhor. No geral, atmosfera de toda a casa mudou.
Durante todo o resto da tarde de sábado, a sala da abrigou dois times que torciam e trocavam farpas sobre as duas duplas finalistas do campeonato de patinação no gelo.
Harry, Louis e Robin torciam pela dupla japonesa e Anne, Gemma e Niall torciam pela dupla canadense.
Enrolados em mantas de crochê e encolhidos entre os cinco lugares do sofá, acabaram esquecendo todos os problemas da vida real, prestando atenção na essência das coreografias e no deslizar não tão suave das lâminas dos patins no gelo. Vez ou outra, Louis argumentava sobre a leveza no executar de movimentos da dupla japonesa e Niall retrucava sobre a péssima escolha de figurinos — o que, para ele, era um belo motivo para a derrota.
A vitória da dupla canadense foi anunciada no momento em que Louis recebia uma chamada do hospital. Ele se levantou para atender e Niall aproveitou o momento de distração para comemorar, pulando em suas costas e acabando por derrubar os dois. Harry gargalhou tanto que Louis não teve estruturas para reclamar da brincadeira.
Louis foi embora por volta das oito da noite, agradecendo imensamente pelo convite de Anne e pela maravilhosa tarde que teve ao lado de todos os presentes, se despedindo com abraços calorosos e um belo sorriso no rosto. Sentia que a tarde tinha valido mais que algumas preciosas horas de sono.
Harry não queria que ele fosse tão rápido e, sem pensar muito, andou em passos rápidos até o carro ainda parado e deu batidinhas na janela, tentando chamar atenção.
— Oi — o encarou. — Esqueci algo?
— Você quer- você quer fazer alguma coisa?
— Agora não posso, Harry, estou indo para o hospital — se desculpou.
— N-não — inspirou muito ar e continuou. — Quer sair algum dia? Ir para algum lugar comigo? Niall pode ir também…
— Ah, claro! Eu adoraria!
— Ahn, obrigado por aceitar, Louis.
— Não precisa agradecer, é sempre uma honra te ter por perto — disse e Harry abriu um sorriso bobo involuntariamente, se privando do gesto alguns segundos depois. — Pega meu número com o Niall para que possamos combinar.
— Tudo bem. Boa noite e bom plantão, Louis.
— Igualmente.
Harry acenou e se virou, não acreditando em sua atitude de coragem insana e começando a andar rapidamente para dentro, olhando para trás quando foi interrompido por um pigarro.
— Sim?
— Nunca tire seu sorriso do rosto. É bonito demais, o mundo precisa vê-lo.
Seus dentes de coelho apareceram imediatamente, assim como as covinhas profundas em suas bochechas e as estrelas em seus olhos. Ele não se policiou dessa vez.
Louis foi embora e Harry voltou para dentro, seu coração saltitando por algum motivo desconhecido.
Eles continuaram conversando sobre tudo e nada e, como George deixou avisado que não voltaria para casa, Harry não viu problemas em aceitar o convite de sua mãe para que dormisse lá naquela noite.
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aneurysm • lwt+hes
Fan-FictionHarry não sabe como reagir ao diagnóstico de um aneurisma cerebral. Ele está fora de grandes riscos, embora tenha medo de iniciar um tratamento para evitar possíveis danos futuros e ser abandonado pelo esposo, um homem que o faz acreditar que todas...
