Deixo meu coração em sua mão
Deixo minha alma ao inferno
Deixo meus sentimentos a solidão
Deixo minhas saudades ao eterno
Todo trauma agora é passado
Toda felicidade agora é um achado
Antes o que era perdido
Agora é um coração partido
Você cantou sua música bela
Libertando-me de minha prisão
Jogo-me ao mundo da decepção
Pois não serei mais dela
Liberto estou
Sem saber aonde vou
Entre o inferno e o céu
Essa liberdade tem amargura do mel
Sou o espiríto no umbral
Sou de toda causa o mal
Sou da vacuidade eterna
O bem que habita nela
Não espero que entenda
Pois escrevo com uma venda
Palavras ao papel
Assim como o ar no céu
Agora vago entre planos
Perdido na contagem dos anos
Que se perderam no abismo
Do meu eterno niilismo
Agora dentre muitas coisas já deixei
A claridade evidente
De que toda lei
É uma fruta sem semente
Em meu último lamento
Deixo em suas mãos o meu testamento
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Memórias inexistentes
PoesíaEscrito em 2018, este é um livro de poemas escritos não apenas em um processo catarse, mas também em contínuo esforço para esquecer alguém especial. Por ser escrito por um adolescente, o livro é recheado de um romantismo mecânico e repetitivo, exist...
