Capítulo 27

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💀 Capital 💀


Na catedral, o salão principal já estava completamente lotado a espera do inicio da missa,que era comandada pelo Bispo Adolfo, tinha sessenta e oito anos,cerca de um e sessenta e cinco de altura, cabelos brancos e pele totalmente enrugada, tomou pose no centro do altar e notou a falta de Ornela.

Erick subiu ao altar e sussurrou.

 Bispo, bispo, Ornela não vira a missa hoje, está indisposta.

 De novo? De certo deve ter bebido além da conta mais uma vez, bom começarei sem ela.

Estavam presentes boa parte dos sacerdotes de Ornela, e muitos soldados do próprio Pitter, cerca de mil pessoas no total.

Adolfo iniciou a missa.

 Boa noite,irmãs e irmãos, bem vindo a casa de Deus.

A missa durava cerca de uma hora e trinta minutos, após a reunião havia uma ceia para os convidados. 80% porcento da catedral era composta por meninas.

Era notório o olhar de alguns para as sacerdotisas, a Catedral as a brigavam desde muito jovens dos oito aos dezenove anos, após isso faziam seu juramento e algumas continuavam a trabalhar na catedral com Ornela, outras seguiam seu caminho, durante o curso aprendiam habilidades médicas e preceitos católicos, todo ano Ornela mandava alguns para o treinamentos dos recrutas, havia mandado duzentos este ano.

Algumas se encantavam com os braços fortes dos soldados de Pitter, porém sabiam que se Ornela desconfiasse o castigo seria doloroso.

Após o fim da missa Erick, Emily e os outros organizavam o local, Ornela não tolerava um rastro de pó.

Aos poucos a catedral esvaziou, bispo se despediu e desceu para seu quarto que se localizava, no terceiro andar do subterrâneo.

Erick parecia tenso e inquieto, Emilly questionou:

 Está tudo bem irmão Erick? Parece estar apreensivo.

 Estou bem irmã, apenas cansado e triste por nossas perdas, não acredito que nenhum dos nossos que foram para florest tenha sobrevivido, sobraram apenas cinco, certamente devem ser os guerreiros de Pitter.

— Estava na reunião do conselho hoje, General Enno está enviando os sobreviventes para contar a Pitter o ocorrido, entretanto Pitter vai julga-los por mentiras. Para Enno irmã Ornela desconfia que Pitter vai julga-lo e condena-ló a morte.

 Mandei uma carta a florest hoje a pedido de Ornela, só espero que nenhuma injustiça seja feita, vamos rezar e pedir a Deus proteção para todos, mesmo triste com nossas perdas, sempre escutei falar bem de Enno.

 Bom vou indo, amanhã estaremos de pé ao amanhecer, boa noite Erick.

— Boa noite irmã, irei até o poço pegar um pouco d'agua, os barris do meu quarto já se esvaziaram e em seguida irei para cama. Fique com Deus.

Erick achava Emilly muito atraente,imaginava ela se aprontando para dormir sem toda essa roupa de sacerdotisa, porém sempre se controlou, além disso a achava muito misteriosa, tinha a sensação que escondia algo. "Notou que estou nervoso,mas não desconfiou de nada" pensou.

A noite estava escura, apenas a luz da lua no céu iluminava a cidade,já era madrugada quando Erick deixou a catedral e caminhou alguns metros, até uma pequena casinha, que ficava isolada a direita da catedral, dois soldados estavam o esperando. Com eles um homem completamente amarrado e com um pano envolvido na cabeça.

— Ornela nos espera em sua sala, sigam-me.

Os dois soldados em silencio levantaram o rapaz, cada um de um Lado dos ombros e seguiram Erick.

Entrando na catedral caminharam levemente para que ninguém despertasse com o barulho. Desceram no primeiro andar, e foram em direção a porta de Ornela que estava levemente encostada.

Erick entrou com os rapazes.

Ornela estava de costas olhando para lareira, a luz vermelha das chamas iluminava a sala.

— Estou a sua espera a um tempão Erick.

Ornela virou-se e carregava consigo uma faca muito afiada. Deixem o rapaz e se retirem.

Os dois soldados deixaram o homem em cima do sofá e se retiram sem dizer nada.

Erick parecia estar com medo e perguntou:

— Vai precisar de mais alguma coisa irmã ou posso me retirar?

— Seu medroso, fique! E assista a cena. — Ornela caminhou até o rapaz e tirou o pano preto de seu rosto, era um homem alto e forte. — Vejo que seguiu bem minhas recomendações, me trouxe um belo rapaz.

Ornela pegou sua faca, tirou o pano que tampava a boca do indivíduo e sem perder tempo cortou sua língua, o Sangue jorrou, e nesse momento um estrondo veio da porta de metal.

— Ela já sentiu o cheiro do sangue, tranque a porta e tire todas as correntes do rapaz.

Erick fez o que foi pedido, estava visivelmente assustado, nunca tinha visto docinho de perto.

O homem sentindo muita dor se debatia, Ornela impediu que fizesse barulho, abriu a porta de metal.O rapaz ficou paralisado quando viu saindo uma cobra gigante, sua cabeça deveria ter cinquenta centímetros de diâmetro,era acinzentada e com uma grande língua tremulando, surgiu aos poucos encarando Erick e o rapaz, parecia ser lenta, mas quando o homem se debateu e tentou levantar, Docinho com apenas um ligeiro bote o abocanhou pela cintura jogando-o contra chão, com a parte de traz o envolveu e esmagou seus ossos lentamente, dava para ouvi-los quebrar um a um, o rapaz parecia sentir muita dor, porém não podia mais emitir som.

Erick assistiu tudo paralisado e boquiaberto.

Após quebrar todos os ossos, Docinho engoliu o rapaz por inteiro e voltou lentamente para jaula.

Ornela se sentou e pegou uma taça de vinho. — Erick, me acompanhe em um vinho?


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