Capítulo 6 - Os hábitos alimentares

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(Brasil - 23 e 30 da noite - Anita Draco)

- Anita? Não consegue dormir? - Perguntou a gentil mulher que me acolheu.

Eu estava distraída olhando a lua quase cheia da janela, era divino olhá-la, sentia até uma sensação de que alguma forma me dê forças.

- Olha como a lua é cheia de mistérios...

- Mistérios? Todo mundo a conhece.

- Não... A lua tem poderes sobrenaturais durante a noite. E o mistério é exatamente esse, nunca se sabe quais poderes são esses.

- Isso foi sombrio, melhor eu ir dormir.

- Acho que deveria ficar mais...

Comecei a me aproximar lentamente, pois sentia um cheiro bom, sair dela, não estava compreendendo bem minha atitude, mas, estava achando interessante.

- Preciso te contar um segredo e tem que ser em sussurro... - Fui chegando, até que falei a palavra. - Eu sinto que sou filha da lua.

Quando disse isso, dentes pontiagudos surgiram e avancei no pescoço dela, segurando firme, drenando seu sangue fresco e bem oxigenado... Não tive coragem de matar, consegui limitar meu desejo estranho por sangue como o meu... A não ser que, eu não seja humana!

- Me perdoe... Não foi minha intenção, não sei o que aconteceu comigo. - Fui me afastando e ficando até um pouco aterrorizada com tanto sangue que havia no chão.

Saí da casa da mulher, e, de repente, minha visão altera, estou vendo agora tudo mais nítido, e minha audição estava excelente! Até que ouvi gritos de socorro não tão longe e fui lá às pressas, quando minha velocidade se torna um vulto.

- O que está acontecendo aqui? - Perguntei a um cara com uma arma que estava apontando para um casal.

- Sai fora vadia senão tu morre também...

- Sai fora vadia? O que significa essa expressão? Mas conheço bem um tom de ameaça!

Numa rapidez de milésimos de segundos, eu tomo a arma da mão dele, falando para o casal fugir, e quando estou de posse da arma eu a olho e digo.

- Que instrumento de matar interessante... Mas, eu prefiro métodos antigos.

- Quem é você?

- Não ouviu dizer? Deixe eu me apresentar, Anita Draco, me falaram. - Quebrei a arma dele com uma mão.

Ele tentou escapar, e assim fui perseguindo lentamente, enquanto seu desespero o fazia se afastar, parece até uma presa... E eu a caçadora. Quando vi onde foi parar, havia mais homens como ele, afinal vi que portava armas semelhantes como a que vi e quebrei agora pouco.

- Aqui fica seus aliados... Sabia que iria encontrar o ninho de rato seguindo você.

- Quem é essa doidona aí? Tu pensa que é quem?

Vi o rapaz comentar no ouvido dele algo, e ele ficar surpreso.

- Sou a Anita Draco. E... Quanto a vocês gentis senhores, gostaria muito de presentear vocês com minha mais nova descoberta.

- Que papo de doido é esse? - Se entreolharam assustados.

Mostrei meus dentes a eles... E fui destroçando cada um deles, o pior era que cada vez mais que eu fazia isso, mais força eu sentia, no meu corpo, como se eu estivesse precisando dessa adrenalina, os tiros foram em vão, nenhum deles tiveram tempo de tentarem me acertar. A cabeça do que ameaçou a vida do casal, estava em minhas mãos. E resolvi carregar essa cabeça comigo, coloquei num banco de uma praça com uma mensagem, já afastada da casa onde matei todos os vinte homens armados e covardes.

A mensagem foi feita com sangue...

"Cometam crime, e você será o próximo a perder a cabeça comigo". Ass: Anita D.

Fui correndo e me escondi novamente pra dentro da mata, da onde eu havia saído. Fiquei por lá, até o dia seguinte, para esperar por Luna. O mais engraçado é que não senti nada, só sentia uma adrenalina me contagiar.

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(Luna Asgard Draco):

- Luna... O que aconteceu aqui? - Chega Sabrina e me vê nua.

- Finalmente chegou! Conseguiu?

- Sim... Mas, o que houve? E por qual motivo está nua? Espere...

Sabrina se sentiu estranha, seu corpo tremeu, e precisou fechar seus olhos.

- O que foi? - Perguntei assustada, pensei que foi coisa minha.

- Anita... Ela está de volta. Posso senti-la! Ela está viva!

- Como soube?

- Seus hábitos alimentares primitivos... Voltaram. - Deu um sorriso com expressão maligna.

- O que isso significa?

- A nossa herdeira da casa de Valáquia Draco, está de volta como a vampira que nasceu pra ser. Precisamos ir nela.

- Já me comuniquei com ela, irei até Anita amanhã, pela manhã. Trarei-a de volta pra cá. Aí iremos para Romênia. O que descobriu no livro?

- Está numa linguagem que não entendo, vê se consegue decifrar.

Entregou o livro nas minhas mãos, e, parecia uma língua hebraica, o que um livro hebraico estava fazendo na biblioteca da família real da Romênia? Quando traduzi o nome da capa do livro... Fez todo sentido.

"O livro das folhas"

Livro das folhas... Já ouvi falar dele, Leonardo Da Vinci era obcecado por ele, e, tentou muito encontrar esse livro de mistérios antigos. A igreja Católica apostólica Romana também queria muito ter acesso as páginas desse livro, e, como, ele vem parar exatamente nas minhas mãos? E será que pertencia a família Draco? Qual relação tem como eles? Bom é de uma cultura hebraica/turca. Interessante é que nunca apreendi hebraico antigo... E soube ler sem dificuldades.

Fui com a Sabrina para dentro do castelo e acabei explicando a ela, o que eu havia feito. 

RENASCIDA DAS CINZASOnde histórias criam vida. Descubra agora