Capítulo 22 - A árvore sagrada

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- Luna... Meu amor e mãe, onde vocês estavam? - Chegam as duas com uma expressão neutra no castelo.

- Filha, Luna agora tem grandes responsabilidades, e uma delas infelizmente é resolver problemas humanos.

Luna me olha entristecida e me chama para caminhar com ela fora do castelo.

- Meu eterno amor, eu preciso te contar uma coisa muito importante. - Pegou em minha mão e a direcionou a sua barriga.

- Sua barriga está quente... Assim como todo o seu corpo.

- Esse calor que sente... É da outra vida que carrego em meu útero. - Olho pra ela de forma incrédula.

- Não é possível... Nós criamos uma vida juntas??! É isso? - Luna sorriu deixando escapar algumas lágrimas.

- Sim meu amor... Beije-me lentamente, preciso que teus lábios me confortem.

Eu a beijei com bastante intensidade, agarrando-a em meu corpo com uma vontade animal de possuí-la novamente... Comecei a tirar as roupas dela e ela em seguida as minhas.

- Nosso amor é selvagem e sagrado... Mais antigo do que tudo que o homem criou. - Sussurrou Luna.

Quando nos deitamos na terra já nuas, Luna me olha com fogo no olhar... Parecia que ia incendiar toda aquela floresta que nos encontrávamos.

- Você tem o sangue mais delicioso e forte que minha boca já provou, sabia disso?

- E você tem uma habilidade apreciável e fora do normal nesses dedos... Penetre parte de você na minha alma! E isso é uma ordem, senhora Draco!

Quando afirmou isso, seus olhos ficaram mais amarelos e perigosos, e seu corpo parecia querer gritar em forma de chamas. Só essa mulher até hoje conseguiu me enlouquecer num nível que jamais irei saber definir.

- Gosto quando me chama de senhora Draco, então quer dizer que sou sua senhora?

- Você é... Minha senhora. E eu tua serva, para te satisfazer... Beba do meu corpo, o alimento para suprir tua necessidade.

- Não fale assim... Que acabarei te drenando toda, você está mais fértil do que nunca, que delícia seu cheiro... Parece abrigar flores exóticas em seu meio sagrado.

Enquanto eu falava isso, meus dentes ficavam expostos, loucos para fincar na sua carne suculenta e macia. Quando Luna deu o sinal de que eu deveria avançar nela, fui em seu pescoço, agarrando fortemente suas costas. Luna chegou a gritar, mas, era uma mistura de dor com tesão.

- Issooo! Mostre-me seus hábitos selvagens!! Quero que meu sangue circule em você! Ahhhhh!!!

Os gritos dela assustaram até os pássaros. E eu não conseguia parar de beber do seu sangue... Foi quando uma raíz de árvore nos separa de forma agressiva, me jogando longe. E eu rapidamente levanto e vou até ela, mas, quando chego lá. Vejo a raiz da árvore prendê-la e levá-la para debaixo da Terra, fico desesperada e grito por seu nome.

- LUNAAAAA!! LUNAAAAA!!!

Será que eu bebi sangue demais dela?? Minha mãe ouviu meus gritos, que eram estridentes e pareciam rugidos em fúria.

- Filha o que houve??? Onde está a Luna?

- Eu... Ela... Estávamos aqui... Eu acho que bebi sangue dela demais. Aí uma grande raíz de árvore a levou para debaixo da Terra... Estou desesperada mãe, preciso achá-la!!!

- Calma... Preciso encontrar um livro, acho que já vi algo sobre isso.

- Sobre isso? Do que se refere?

- De ser levada para debaixo da Terra... Não tem a ver com você beber do sangue dela e sim a raíz da árvore ter feito isso sem a ordem da Luna.

- Isso é ruim?

- Não... Exatamente, preciso encontrar o livro! O livro se chama, como as árvores se comunicam. Deve estar na nossa biblioteca no castelo, vamos, não se preocupe, Luna é sábia, saberá o que fazer.

- Você já soube da notícia? Que será avó...

- A semente.. Que manifesta a vida, então era disso que Luna se referia... Anita minha filha, mas, como isso é possível? Vocês...

- Mãe... Não me faça entrar em detalhes. Mas, lembra da parte que vampiras híbridas em casos raros de duas linhagens reais, pode ocorrer de possuir dois sexos?

- Sim já ouvi falar sobre isso, mas, não sabia que poderia acontecer na realidade... Estou surpresa, seu pai irá ficar feliz, assim como eu, mas, temos preocupações maiores a lidar no momento. - Alisou meu rosto e beijou minha testa.

Essa criança... Foi tudo que sempre quis com a minha Luna, será criada com tanto amor e sabedoria. E espero que até lá, as coisas já estejam melhores... E farei com que fique melhor também rapidamente. Pois se eu quero um mundo melhor, tenho que começar... Pela Sabrina!

- Preciso ir atrás da Sabrina ! E uma de nós sairá viva dessa vez! - Chego na biblioteca e falo de forma decidida a minha mãe que me olha preocupada.

- O que? Espere.... Anita! Espere!!!!

E assim sumo da Romênia como um vulto em busca do cheiro da minha querida irmã Sabrina.

RENASCIDA DAS CINZASOnde histórias criam vida. Descubra agora