Finalmente feliz .(the end)

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O chalé estava simplesmente deslumbrante. Havia flores exóticas e perfumadas para todos os lados, pétalas cor-de-rosa espalhadas pelo chão de madeira, e corações de velas dependurados no teto, lançando uma luz dourada e trêmula pelo ambiente. Sobre a mesa de centro, um balde de gelo com champanhe e duas taças de cristal.
Com passos incertos e o coração disparado na garganta, sigo uma trilha de pétalas de flores que há no chão. A trilha me leva até o meio de um espaçoso quarto iluminado exclusivamente por velas. A brisa leve entrava pela janela aberta, agitando as cortinas. Na cama King Size, há um coração feito com pétalas de flores vermelhas e, no meio deste, escrito com delicadeza: "Eu Te Amo".
Me viro e Andrew está parado na porta, encostado no batente. Seu olhar intenso, escuro e faminto está fixo em mim. Naquele olhar, vejo tanta promessa, tantas juras de amor e um desejo primitivo que me faz tremer. Andrew se aproxima, a passos lentos e predatórios, até que me toma nos braços com firmeza. Seus lábios capturam os meus e ele me beija com tanta paixão, com tanto fervor e voracidade, que fico tonta. A língua dele explora a minha boca com maestria, devorando-me, enquanto suas mãos grandes descem pelas minhas costas, puxando meu corpo contra a dureza do seu.
— Ah, meu amor...  ele sussurra contra os meus lábios, a voz rouca e grave fazendo um arrepio descer pela minha espinha. — Me deixe te amar. Me deixe te fazer mulher esta noite.
A voz sensual de Andrew faz com que meu coração salte no meu peito. O desejo dele é palpável, quente, envolvendo-me como um manto.
— Me ame, Andrew. Me faça sua, meu marido amado.  Sussurro, entregando-me completamente.
Andrew me pega no colo e caminha até a cama, nossa cama, deitando-me suavemente sobre as pétalas. Seus lábios vão de encontro ao meu pescoço, mordendo e beijando a pele sensível, enquanto suas mãos destroçam os botões do meu vestido, revelando minha pele ao ar frio da noite. Seu corpo se funde ao meu, a pele dele queimando contra a minha. Ele é meu marido. Eu sou sua mulher. Juntos, na penumbra dourada das velas, alcançamos o ápice da paixão, em uma dança de corpos e almas que nos tornou apenas um.
Na manhã seguinte, acordo sentindo um calor descomunal e um peso agradável sobre o meu corpo. Logo que me viro, vejo a causa disso. Andrew está praticamente me sufocando  seu corpo forte e quente completamente sobre o meu, a perna dele entrelaçada nas minhas. Tento me soltar levemente e, então, logo aqueles lindos e intensos olhos azuis me fitam. Nos seus lábios, um sorriso terno e satisfeito.

— Bom dia, meu anjo.

Lembranças vívidas da noite passada assaltam minha mente em flashes , as mãos dele em mim, os sussurros no meu ouvido, os movimentos intensos. Fico corada, sentindo-me envergonhada, mas incrivelmente feliz.

— É... bom... bom... dia.

Com uma graciosidade fora do comum, ele salta fora da cama. O sol da manhã invade o quarto, e seu corpo nu é iluminado pelos raios dourados que entram pela fresta da janela. Me pego olhando suas belas formas com reverência ,  os ombros largos, o abdômen trincado, tão musculoso e viril. Notando meu escrutínio, ele pisca para mim, um sorriso malicioso no rosto, e se enrola na toalha branca.
— Você tem a vida toda para me admirar, querida. Agora, estava pensando em tomarmos um banho de mar. Dizem que não há melhor hora que pela manhã, com o sol nascendo.
Saímos do chalé de mãos dadas. O sol brilhante parecia sorrir para mim, o céu de um azul límpido. Assim que chegamos na areia, protegidos por um pequeno bosque de coqueiros, Andrew tira a toalha, ficando completamente nu. O fito atônita, meu fôlego presa.

— Você não pode ficar assim, Andrew. Alguém pode ver. — Digo, cobrindo os olhos e sorrindo por entre os dedos.

— Essa parte da praia é deserta, amor. Só há você e eu aqui no mundo.

Olho incerta para ele, que apenas sorri com aquele charme devastador, e logo ele vai para a água, as ondas quebrando em seus tornozelos, me deixando só na areia.

Respiro fundo e retiro a minha canga, o vento suave fazendo minha pele nua arrepiar. Logo entro na água, que por incrível que pareça, está morna e convidativa. Andrew está parado com a água até a cintura, a água escorrendo pelo seu peitoral. Me aproximando devagarinho, abraço ele por trás, sentindo a pele dele molhada e escorregadia. Ele se vira para mim, o sorriso radiante, o olhar carregado de uma devoção cega e de um desejo renovado. Logo seus lábios se unem ao meu, num beijo doce e molhado, com o gosto do mar. Seu corpo se encaixa no meu como se fôssemos peças perfeitas do mesmo quebra-cabeça.
Meu coração salta no meu peito, feliz, completo e realizado. Também não podia ser diferente. Estou nos braços do homem que amarei por toda a vida, e a nossa jornada estava apenas começando.

UM ANO Para Te amar Histórias para pegar e não largar. Descubra agora