Tudo o que Rogers queria, era poder entrar em contato com a Natasha. Não que ela esteja desaparecida ou algo do tipo, mas, ele só quer informar que não está mais procurando pelo Bucky, e agora, está ajudando na reconstrução da SHIELD. Ele já seguiu o amigo por todos os lugares possíveis, e sempre estava a um, dois, passos atrás. James não quer ser encontrado, e Steve entendeu isso. Ele ainda não está disposto a desistir, quer apenas dar um tempo para o amigo se acostumar com a nova realidade.
Agora, ele trabalha em parceria com a Daisy e ajuda ela com algumas coisas. Os dois vão sempre em missões juntos, e são realmente a dupla de ouro da SHIELD. De todas as vezes que saíram em missão, nunca voltaram com uma não resolvida. Daisy chama eles de "a dupla da América". Ela sempre foi fã dele, e agora, é como realizar um sonho estar trabalhando ao lado dele.
— Agente Johnson, agente Rogers. — Os dois estavam sentados no sofá de uma sala, quando Coulson adentrou o local chamando os mesmos. Rapidamente ambos ficaram em pé, e esperaram por uma explicação para o chamado. — Vocês dois tem uma missão.
— Sim, senhor. — Daisy foi a primeira a se pronunciar, e ainda, exalou um sorrisinho de canto no rosto, se mostrando feliz com a notícia que havia acabado de receber. Faz algum tempo que apenas os dois sozinhos não são requisitados, o que obrigou a "dupla da América" ficar de molho. — O que teremos que fazer? — Rogers não teve nem tempo de se pronunciar, e Daisy já fez outra pergunta.
— As informações serão mandadas para os celulares de vocês. — Coulson respondeu com seu jeito de sempre, e deu as costas para os dois.
Johnson voltou a se sentar no sofá, pegando o celular na mão para ver se o relatório já havia sido enviado. Rogers seguiu o chefe, a fim de questioná-lo sobre algo. Ele também ama trabalhar como parceiro da Daisy, tanto quanto ela. De certa forma, ele se lembra da Peggy ficando ao lado dela.
— Senhor, posso fazer uma pergunta? — parou na frente do Phil, o qual continuou calado apenas esperando Steve falar. — Você tem alguma notícia da Nat? Eu estou procurando ela a algum tempo. — explicou.
— Não. — mentiu. Tanto ele quanto May sabem o que Romanoff está fazendo, mas, nenhum dos dois pode falar nada. Coulson sabe que se falar sobre o arquivo que achou para Steve, ele irá perder o foco e irá atrás da Peggy sem pensar duas vezes. É não é isso que ele precisa agora. — Se eu souber de algo, você será o primeiro a saber.
— Obrigada. — logo depois de agradecer, deu meia volta e retornou para a sala que estava anteriormente. Daisy ainda estava sentada, mexendo no celular entretida com ele.
Os dois serão mandados para Bray, uma cidade nos arredores de Dublin que está fazendo movimentações estranhas de dinheiro. Pepo relatório, parece que a hydra está fazendo negócios por lá, e a missão da dupla é acabar com eles.
Não irão encontrar muita resistência - por ser uma cidade pequena muitos agentes de guarda chamaria muita atenção - e por isso, ambos tem certeza que irão lidar muito bem com isso.
Eles passaram os próximos trinta minutos discutindo sobre, e montando um plano rápido e eficiente. Será apenas eles, e sem equipe de resgate. Depois disso, Daisy foi buscar suas luvas que Jemma fez, e Steve foi vestir seu uniforme.
Johnson teve aulas de pilotagem com a May, e por isso não será um problema voar até a cidade. Algo em sua mente, diz que a missão vai acabar de um jeito épico e ela não sabe a razão.
— Vamos nessa, Steve. — aquilo era praticamente a realização de um sonho. Provavelmente, a Skye estaria surtando por estar trabalhando com Steve Rogers e chamando-o pelo primeiro nome.
— Vamos nessa, D. Temos que honrar o nosso nome. — Ele sentou-se no banco do copiloto, e piscou com um olho só para ela.
Daisy fez todo o procedimento, antes de fazer o quinjet decolar. Como já era de se esperar, os dois foram conversando sobre coisas aleatórias durante o voo inteiro. Daisy assumiu o papel da Natasha, e tenta a todo custo arranjar uma pretendente para Steve, que esteja a altura dele.
Horas depois, os dois desembarcaram em Dublin, de onde pegariam um trem em direção a Bray, para poderem cumprir a missão. Mesmo estando mais focada nas missões, Johnson conseguiu convencer Steve a fazer uma pausa para tomar café. Pararam em um café que viram no caminho para a estação.
— Desculpe a demora para atendê-los, uma das funcionárias não veio hoje. — uma mulher se aproximou da mesa, colocando sobre ela dois cardápios. Havia movimento demais e funcionários de menos. A mulher do caixa estava sempre saindo do seu posto para atender as mesas.
— Imagina, não tem problema. — Steve pegou um dos cardápios e começou a analisá-lo pensando no que vai comer.
O lugar tinha uma decoração rústica, que fez Steve se lembrar dos anos quarenta. O café parecia ter tentado replicar os estabelecimentos daquela época, e ele achou isso reconfortante. Sem saber explicar o porquê, Peggy pairou na sua mente por um instante.
Quando ele foi descongelado, a primeira pessoa que viera a sua mente fora Carter. Afinal, ele ainda estava devendo uma dança para ele e ele jurou que não iria se atrasar.
Fury lhe disse que Peggy havia sido sequestrada, e que nunca foi encontrada por nenhuma tropa, tanto da RCE quanto da SHIELD. Disse que Howard gastou parte de sua fortuna apenas para pagar pessoas para acharem-a, e que infelizmente não obteve êxito.
Ele mesmo tentou encontrá-la. Pegou todos os arquivos secretos que Fury havia guardado, e analisou um por um, tentando achar alguma pista que pudesse levá-lo a ter mais informações sobre a mulher.
Depois de algumas pesquisas, ele encontrou algo que fez seu coração partir em pedaços. Ele ameaçou um agente da hidra, e este lhe disse que Peggy havia fugido, e que depois disso foi morta. O homem não pareceu acreditar nas próprias palavras, contudo, era o que os superiores da hidra haviam dito para a maioria deles.
Margaret foi dada como morta em 1990, quando a SHIELD cansou de procurá-la e a hidra ficou insatisfeita com o próprio fracasso. Os agentes de alto nível da organização inimiga, sabiam que ela não estava morta, e sim, foragida. Porém, ninguém ousou contestar ordens e espalhar essa informação.
— Se pegarmos o trem daqui a trinta minutos, chegaremos em Bray em uma hora. — Daisy avisou dando uma mordida no pão de queijo, e esperando Rogers responder.
— Tudo bem. — deu de ombros tentando tirar Margaret de sua mente. — Será que vamos encontrar muita resistência interna? Sabemos que do lado de fora quase não tem ninguém, mas, e dentro? — ele bebeu o último gole de café dentro da xícara e encarou a mulher.
— Não sei ao certo. Andei vendo a movimentação do lugar e ela é quase mínima.
— De qualquer forma, vamos lidar com isso. — Rogers tirou da carteira o dinheiro, e colocou sobre a mesa. — Vamos?
— Vamos. — Daisy levantou logo em seguida. — O time da América tem que arrasar.
— E ele vai.
Os dois pisaram na rua e decidiram ir caminhando até a estação - que ficava a cinco quadras de lá. Foram acertando os últimos detalhes da missão, enquanto analisavam a rua.
Steve sabe que se em uma cidade tão próxima de Dublin à uma instalação da hidra, é difícil que não haja uma na própria cidade. Se os dois fossem vistos por algum agente inimigo, com certeza parte da missão iria por água abaixo.
Rogers parou de caminhar e pediu para Daisy fazer silêncio quando começou a ouvir uma voz conhecida. Um sotaque russo, misturado com o americano e uma voz rouca.
— Nat? — engoliu seco e franziu a testa ao ver a ruiva na sua frente. Ela pareceu tão chocada ao vê-lo ali também, que ficou completamente sem reação. Mais uma pessoa apareceu diante deles, e essa, causou um espanto ainda maior em Rogers. — Peggy?
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Codinome Red Fox
FanfictionNatasha recebeu a missão de encontrar um fantasma, cujo nome é: Peggy Carter. Depois de ler e reler várias vezes o arquivo dela, chega a conclusão de que "aquela" agente Carter dos anos 50 não existe mais e deu espaço a uma mulher agressiva, vazia...
