"Haverá um dia depois de um longo verão, quando a estrela sangrar e o sopro frio da escuridão cair sobre o mundo. Nessa hora, o guerreiro irá tirar do fogo uma espada em chamas. E essa espada será a Luminífera, a espada vermelha dos heróis, e quem a empunhar será Azor Ahai, e a escuridão fugirá diante dele"
Profecia dos livros antigos de Asshai
***
Jon estava caminhando pela Campina, com a cabeça rodando, faminto e exausto, até que se deu conta de que não sabia mais para onde estava indo. Sua mente já não funcionava, estava apenas andando sem rumo, como um espírito perdido. Então, parou, ouvindo um barulho. Quando se deu conta, um vulto branco veio correndo em sua direção. Era Fantasma, à frente de uma horda de dothrakis. Os homens vinham com seus cavalos bravos relinchando e os sinos de suas tranças negras soando enquanto eles começavam a circular ao redor de Jon, como um enorme redemoinho.
Ele parou, cambaleante, sentindo-se estranhamente feliz. Levou a mão sobre a cabeça do lobo branco, que parecia eufórico por encontrá-lo. Fantasma sempre o fazia lembrar do homem nortenho que vivia dentro dele, o fazia lembrar-se de Ned.
— Ele teria orgulho ou vergonha de mim? — Pensou Jon, com a dor do luto ainda a arder no peito.
Teve de se virar, contudo, para a dezena de mulheres que se aproximavam dele, saídas do meio dos dothrakis. Elas estavam vestidas de vermelho, com máscaras no rosto.
— Jovem príncipe. — Cumprimentou uma delas, com voz suave. Não era possível ver nada além dos olhos delas atrás das máscaras de madeira — Há tempos o procurávamos.
Ele arregalou os olhos, assustado, como se estivesse diante de várias cópias de Melisandre.
— Quem é você?
— Sou Quaithe, sacerdotisa de Ashai. — Respondeu a mulher — Eu ajudei a trazer ao mundo o Dragão da Alvorada.
— Rhaella... — Pensou ele, sentindo o coração bater mais forte por sua amada criança.
— Somos todas servas de R'hllor, o Deus da Luz. Viemos por Azor Ahai, para a última Grande Guerra.
— O que querem comigo?
A mulher retirou de uma bolsa que trazia na cintura, um chifre de prata e ouro, longo como um braço, cravejado de pequenos diamantes e ouro reluzente. Ela o estendeu para Jon, que o segurou com cautela.
— Temos um presente para você. — Disse a mulher.
Jon demorou alguns segundos para se dar conta do que era aquilo. Lembrou-se dos livros antigos nos quais tinha de estudar em Winterfell, que contavam a história de instrumentos mágicos usados em Valyria antes da Perdição. Segundo tinha lido, os senhores de dragões usavam feitiços de ligação e chifres como aquele para adestrar as feras, algo que Daenerys nunca precisou.
— É um Berrante de Dragão. — Concluiu Jon.
— Ele estava com Euron Greyjoy. — Disse a sacerdotisa — Mas retornou à nós depois de sua morte nos mares. Há quem diga que sua melodia é terrível e que um rapaz que o soprou morreu com os pulmões pretos, como se tivessem sido queimados. Outros dizem que é o lendário Berrante de Inverno. Foi com ele que Joramum, lendário Rei-pra-lá-da-muralha acordou os gigantes da terra no passado. Acreditava-se que esse instrumento um dia derrubaria toda a Muralha.
Jon observou o objeto em suas mãos e sentiu algo estranho emanando dele, como se fosse vivo.
— Por que estão me dando? — Perguntou ele, pensando no rapaz que o havia soprado e morrido.
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Final alternativo para GOT
FanfictionVocê também odiou o final de GOT? Então venha aliviar seu coração com esse final alternativo. Essa história é sobretudo para os fãs de Daenerys Targaryen, mas todos os personagens tiveram seus destinos reformulados. Busquei ser o mais coerente e fi...
