Surtada

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Ludmilla

Choque, meu pai estava parado na sala, minha esposa não me olhava e minha mãe parecia em choque a beira um surto. E eu estava apenas em choque, vi Ramon descer pela ponta da escada e meu pai andar em sua direção o pegando pela nuca e o jogando no sofá. Meu filho tinha medo no olhar e tremia.

—NÃO ENCOSTA NELE! — Brunna gritou chamando a atenção do meu pai que a olhou com um sorriso perverso — O meu filho não vai ser castigado por você, ele ja tem seu castigo. Ramon agora pro seu quarto! — ela repetiu novamente e Ramon passou correndo subindo novamente meu pai tinha ficado, sem graça?

—Ela realmente é uma das Boas filha! — ele me disse com um sorriso sincero. E se sentou novamente no sofá calmo.

—Você morreu! — minha mãe disse saindo do choque e entrando no estado de raiva. — VOCÊ MORREU! — Ela berrou e todos na sala ficaram ainda mais em silêncio sem saber o que fazer.

—Sil

—Não Jorge, mortos não falam, você acha que é assim entrar porta a dentro com esse sorriso cafajeste, eu criei a ludmilla sozinha eu passei noites em claro, enquanto ela me perguntava de você. EU PASSEI FOME, eu ja cheguei quase a desmaiar em um emprego por não ter almoçado ou jantado pra ela ter o que comer, mas agora você está aqui na minha frente.

—Quando a reencontrei eu disse que era melhor não te dizer Sil.

—NÃO ME CHAME DE SIL, JORGE! — Ela tremia e seu olhar se virou pra mim e ela veio até mim me empurrando contra a parede eu sentia as lágrimas descerem enquanto eu via no olhar dela medo e decepção. — EU TE DEI TUDO QUE EU PODIA, E VOCÊ FEZ AS VONTADES DE UM PAI QUE VOCE NUNCA VIU? — as lágrimas caiam do seu rosto. Ela me soltou e passou a mão pelo cabelo.

—Mãe! — Ela se virou sem nem me olhar. — Mãe, eu não sabia o que fazer mãe.

—Você deveria ter me dito Ludmilla, deveria ter me dito. — Ela subiu escada a cima furiosa e foi em direção quarto aonde tinha as coisas de Jorge.

Voltei o meu olhar a meu Pai que parecia mais perdido que as bala do morro dele, Brunna não me olhava de forma alguma. Yuri estava em choque assim como, Luane, Marcos e Renato.

Vimos um quadro com a foto do Jorge ser jogada do segundo andar da casa e saímos pra fora.

—MORTOS NÃO PRECISAM DE ALTAR, PORQUE MORTOS NÃO ESTÃO MAIS AQUI. —Ela jogava vidros e fotos todos pela casa a fora e meu pai limpou uma lágrima que caiu e saiu andando. Fomos acompanhando e ele subiu até o quarto e ficamos na porta.

—SILVANA! — ele berrou e todos ficaram em alerta mais a minha mãe tinha um olhar superior — Ai está a Silvana.

—Vai embora! — Ela disse parecendo cansada e amendontrada.

—Chega de escândalo — o tom de jorge era frio e cortante — Eu sinto por vocês terem passados por essa situação mas eu estava comandando um morro, não podia colocar a vida de vocês em risco, pedi pra que a Ludmilla não te dissesse nada.

—Eu não quero saber jorge, vai embora! — ela disse eu meu pai deu de ombros concordando. Passou por todos sem se despedir e sumiu.

Estávamos todos em silêncio, Brunna passou por mim indo ao quarto do Ramon e trancando a porta. Marcos e Luane foram ajudar minha mãe ja que assim que tentei toca-la a mesma se desviou de mim, me olhando com desprezo. Eu me sentia desolada. E só.

[...]

Eu estava chorando no canto, nervosa com toda essa situação quando Brunna entro com Eamon e fechou a porta atrás dela, Ramon parou ao meu lado me abraçando.

—Porque você escondeu de mim? — Ela perguntou e eu levantei a cabeça ela estava chorando assim como eu.
—Porque eu não sabia como dizer, porque eu não queria acreditar que ele estivesse realmente vivo! — Dei de ombros — Não sei.

Suspirei cansada e me levantei ela estava sem me olhar nos olhos, peguei na suas mãos mais ele tirou das minhas.

—Eu não confio mais em você! — Ela disse simplesmente e daiu do quarto ficamos eu e Ramon eu abracei meu filho e chorei.

[...]

Brunna

Confiança é a base de qualquer relação sólida, e minha relação com a Lud sempre teve confiança. Mas ela me escondeu algo e não tem motivos para ter feito isso. Separação não é uma opção nunca foi, mas eu me sinto desolada e desconfiada. A casa dos Oliveiras pela primeira vez em todos os anos estava silenciosa com todos aqui. Eu desci encontrando Yuri sentado com Yohana e Bea na beira da piscina

—Meninas, acho melhor vocês voltarem outro dia! — ElS concordaram levantando e se despediram indo em direção a porta. Yuri tinha um olhar perdido enquanto mexia os pés dentro da piscina.

—Oi campeão! — Eu disse sentando ao seu lado e o mesmo me olhou dando um sorriso que não alcançou seus olhos.

—Bru, eu meti o Ramon nessa confusão do por do samba! — ele disse e eu concordei sorrindo.

—Eu sei, mas nada justifica ele ter quase deixado alguém em coma yuri, mas naquele dia você estava bebendo não é? — o mesmo me olhou surpreso.

—Bru nao

—Não tenta negar Yuri, eu vi. — Disse e o mesmo abaixou o olhar.
—Você está agindo como uma pessoa que não é você e porque?
—As meninas gostam dos Bad Boys! — Ele disse e isso me fez rir
—Meninas interesseiras gostam dos Bad Boys, as vezes só estão ao seu lado por conta de algum status!
—Mas, você nunca teve essa fase bru? — ele perguntou sincero
—Não, minha mãe sempre foi muito liberal o que tornava ser rebelde muito chato, então eu sempre me comportei. Mas a sua irmã teve. — O mesmo riu
—Ela era doida! — Eu concordei
—Mas muitas pessoas nessa época só queriam tirar proveito dela e ralaram peito quando ela deixou de ser tão locona.
Ele assentiu e eu o abracei de lado.
—Yuri, seja você mesmo e faça o que tiver vontade, porém nunca mais chame meu filho pelo apelido. Ou diga algo no intuito de menosprezar ela faz de tudo por você!

Ele pareceu surpreso

—Eu não fiz por mal Bru!

—Eu sei, mas não vamos dar oportunidade pra acontecer novamente, te amo okay?

Ele assentiu novamente e sai da piscina indo a cozinha falar com net sobre o jantar.

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