15 Anos Antes
Era uma tarde de inverno, Lisboa demostrando mais uma vez seu rosto frio…fazia muito frio!!
Imayame lia seu livro na biblioteca da família Pedro, sua mãe encontrava-se na cozinha ocupada com seus afazeres de domestica, a família Pedro sempre foi humilde embora muito rica sempre foram generoso com o casal Aitombe, os mesmo por sua vez sentiam-se muito gratos por terem cruzado com pessoas tão preciosas, o casal Pedro sempre foi muito amoroso com a família de emigrantes angolanos entendiam que a vida era difícil para um casal de negros vivendo em um país europeu, o casal amava Íma como era carinhosamente chamada, no dia de hoje a família recebia um casal ilustre, e nobre a Sra. Pedro estava muito aflita queria que tudo estivesse perfeito pediu a Sra. Aitombe que cuidasse de tudo com muito cuidado, uma vez que o Sr. Aitombe estava em seu posto de trabalho como guarda da ilustre mansão a menina Íma precisava de alguém para cuidar dela e na falta desse alguém a Sra. Pedro sabendo da do amor que a menina de 8 anos tinha pela leitura propôs que ficasse na Biblioteca da família a menina muito emocionada com a oferta aceitou prometendo não atrapalhar os afazeres da mãe, e foi na mesma biblioteca horas depois que a menina distraída lendo um livro não ouviu quando uma figura se fez presente…
- boa noite senhorita - a menina levou um susto e saltou da poltrona girando o pescoço na direção da voz masculina, era um menino branco tinha cabelos castanhos-escuros seus olhos eram de uma cor idêntica ao ouro, devia ser mais velho usava camisa social azul-escura e calção preto sapatos pretos e suspensórios devia ser mais alto também seu cabelo estava perfeitamente arrumado para trás, Íma achou o menino meio serio, pela sua educação viu-se obrigada a responder a saudação.
- boa noite - queria dizer algo mais, porém achou melhor abster-se de dizer algo além, o menino obviamente não era um dos filhos da Sra Pedro porém obviamente era amigo deles podia muito bem ser desagradável com ela, como eles sempre fazendo comentários ofensivos, o menino mostrava-se impassível observando a mesma.
- meu nome e Galileu, estava caminhando para conhecer a casa, acabei aqui na Biblioteca, desculpa se fui indelicado!! - o menino tinha uma postura rígida era diferente de todos meninos que ela conheceu tinha o rosto sério e muito educado intrigou-a.
-não têm importância fique a vontade minha mãe está trabalhando na cozinha fiquei aqui para não atrapalhar, você deve ser um convidado… - o menino no entanto não moveu um músculo enquanto a mesma falava, lentamente girou observando o recinto, Íma fitava-o enquanto o mesmo prosseguia na sua exploração,
- porque você está usando calção? Faz tanto frio!! - o menino voltou-se para a mesma sua expressão facial continuava impassível. Era muito bonito, parecia um bonequinho, igualzinho ao boneco Ken da Barbie, Imã sorriu dos seus pensamentos.
-sou um Príncipe não posso usar calças uma vez que ainda tenho 12 anos- Ima ficou espantada…
-um príncipe, uau!! Um príncipe de verdade, você tem um castelo??- na sua inocência Ima acreditava que tudo que lia nas histórias era real ela não sabia que da ficção apresentada nos filmes e livros um abismo separava a realidade do príncipe diante si, o menino no entanto já sabia que contos de fadas não existem e que era necessário ter nervos de aço para viver a vida dele, o menino chegou mais perto, algo no rosto da menina negra de cabelos crespos o intrigou
- sim meu pai e um príncipe escocês minha mãe e uma Duquesa eu sou um príncipe- respondeu ainda observando a menina.
Ima absorveu as informações, bom ela nunca imaginou conhecer um príncipe seu olhar então encontrou o dele curiosa para saber mais
-como e ser um príncipe?- era uma criança curiosa o menino chegou mais perto
-seus olhos!! Porque são assim?- ele ignorou a sua pergunta, as pessoas sempre ficavam intrigadas quando notavam sua peculiaridade, uma menina negra com um olho castanho e outro verde, ela nunca entendeu porque tinha olhos de cor diferente os filhos da Sra Pedro chamavam-na medonha, ela ficava muito triste quando gozavam dela,
-eu não sei porque, mais tenho olhos de cor diferente, minha mãe diz que existem mais pessoas como eu – ela meio que já esperava que o menino zombasse dela, porem o menino não riu dela, mostrava-se impassível como sempre, como se estivesse pensando em varias coisas ao mesmo tempo.
- ser príncipe não e fácil, não sou uma pessoa comum, porém não tenho reclamações, ninguém escolhe onde nascerá ou a família que pertencerá, minha família e importante esperam coisas de mim, meu dever e cumprir minhas obrigações- era como se ela estivesse falando com um adulto, ele era uma pessoa pratica mas ela sentiu certa amargura no seu tom de voz
-você não parece feliz - Ima pensou na sua mãe, ela não gostaria de saber que a filha fez uma declaração como essa a um Príncipe, porem o mesmo não se mostrava ofendido, caramba não era como ela tinha imaginado, pensava que no dia que visse um príncipe, tudo seria diferente, sei la, talvez uma luz brilhasse bem sob sua cabeça ou talvez um grupo de cantores cantasse uma musica, qui sã um tapete vermelho para ele passear por ele, mas não era assim, a realidade e uma bofetada para uma mente sonhadora pensou Ima.
- uma das minhas obrigações e me casar um dia, seria muito interessante se eu me casasse com alguém como você - a declaração deixou a mesma surpresa , eles não estavam tento uma conversa coerente
-eu não entendo - e realmente ele perdeu o rumo da conversação um olhava para o outro, o jovem príncipe girou seu corpo dando as costas a mesmas, caminhando pela biblioteca, era sempre assim tinha uma mente muito rápida, tanto que aos 12 anos já cursava o primeiro ano na universidade de Edimburgo, seria um grande homem, um tesouro ambulante como seu pai dizia…
- eu tive essa ideia agora, quando formos adultos nos poderíamos casar! - ela estava atonita, mas rapidamente se recuperou, como toda criança achou a ideia atraente casar com um príncipe séria bom
- eu quero sim me casar com você , serei uma princesa - exclamou emocionada, o jovem no entanto já maquinava, como seria bom ver a cara de seus familiares quando o mesmo casasse com uma negra, sua mãe teria um treco, e ele teria a sua vingança, não que ele odiasse seus pais longe disso, mas ele estava magoada com eles, uma vez que tinha uma excelente memoria e era paciente esperaria o momento certo para se vingar.
- perfeito, neste caso vamos fazer um acordo! Você vai escrever um documento dizendo que quando crescer se casara comigo, e que se não cumprir vai ter que me pagar uma multa no valor de um bilhão e meio de dólares –
uau ela ficou surpresa - o que e um bilhão? - …. Ele explicou que era uma quantia razoável de dinheiro e que esse era o valor da sua Fortuna pessaol, ela escreveu o documento e ambos assinaram prometendo um ao outro que 15 anos depois casariam, Galileu guardou a carta no seu bolso despediu-se da sua futura esposa, Imayame não sabia o que era casar, ou um bilhão e meio de dólares, nem entendeu porque ele disse que a mesma tinha que escrever o documento com uma data anos a frente, mais uma coisa e certa o príncipe era muito inteligente falava como um adulto, nem sorria tanto como um, na verdade ele nem sorriu, mais ela deixou para lá , voltou a ler o seu livro, inocente de como sua vida mudaria.
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Entre o Amor e o Preconceito
RomanceImayame sempre foi uma garota conformada com a vida, única filha de emigrantes, vivia suas próprias dificuldades que essa posição lhe propunha, até que um advogado bateu à sua porta, e tudo na sua vida mudou.... Galileu tinha tudo que um homem pode...
