"O problema e que ela pode ir mas o perfume dela fica, não posso ficar sem o perfume dela, é uma fragrância tão intensa que se tornou costume"
Monsta
- foi uma decisão acertada minha filha – Senhor Anselmo falou para sua filha – aquele não e homem para você – Dona Maimbê fez uma careta de desgosto, era domingo a família estava na sala de estar decorada com tons de bege e preto, Ima franziu o cenho lembrando que foi Lika que escolheu aqueles moveis.
- Celmo você não está ajudando, nossa filha está sofrendo – era a voz mas sensata da família o marido revirou os olhos.
- quer dizer que você concorda com ele? – perguntou erguendo dasafiadoramente o queixo – ele espancou a nossa filha! – disse indignado apontando para Ima que estava sentada com as pernas em forma de borboleta.
- Pai não foi bem assim, ele não me espancou – falou tentando ser justa – ele puxou o meu cabelo, doeu mas não foi exatamente um espancamento – seu pai a olhou indignado.
- Está vendo Maiombe? – sua esposa suspirou, conhecendo o seu marido sabia que gostava de exagerar no drama – ela já está defendendo o espancador do marido dela, está vendo como esse casamento está destruindo ela psicologicamente, claramente isso e síndrome de Estocolmo! – Ima passou a mão pelo rosto exasperada, era uma confusão que parecia não ter fim.
- querido nossa filha já e uma mulher adulta, não concordo com a atitude do Gaeu, mas um erro que ele cometeu não faz dele um monstro abusador, sou mãe e quero o melhor para Ima, e o Gaeu ama ela, apesar de todos os seus erros, e acima de tudo confio na Ima para decidir o que e melhor para ela, sem termos que lhe dizer – falou calmamente como era costume, Maiombe sabia que infelizmente não tinha muito mas tempo para estar com a filha, tudo que queria era ve-la feliz, superando qualquer dificuldade.
- obrigada mãe, mas a primeira coisa que pretendo fazer e mudar TODOS os moveis dessa casa, até a cor das paredes – a mãe de Ima levou a mão a testa, suspirando pesadamente.
- filha os moveis dessa casa são lindos, e você sempre gostou deles, vais querer troca-los só porque a ex do teu marido a decorou, antes mesmo de fazer ideia que tu existias? – Ima levantou levando a mão a cintura, olhou para a sala aconchegante.
-exatamente por isso – sua mãe maneou a cabeça, tinha que admitir que havia mimado demais a filha, havia tantas pessoas sem ter onde morar, e outras com moveis tão desgastados mas que não trocavam por falta de dinheiro, e ela estava disposta a se livrar de todos moveis quase novos, por uma circunstância que nem Gaeu poderia controlar.
- muito bem, posso saber onde você vai tirar os milhões que serão necessário para comprar os moveis – perguntou mesmo sabendo a resposta.
- claro que ele vai ter que me dar, ou saio dessa casa! – conhecendo seu genro Maimbê sabia que não pensaria duas vezes para liberar o dinheiro, pretendia dizer algo mas parou quando ouviu os passos firmes que vinham da entrada da sala, não demorou para que Santa Maria entrasse no recinto, pai levantou ficando do lado da filha, como se tivesse se preparando para uma batalha, a mulher loira fuzilou a família Aitombe, usava um vestido verde claro, modesto muito bem cortado o cabelo estava preso em um coque.
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Entre o Amor e o Preconceito
Lãng mạnImayame sempre foi uma garota conformada com a vida, única filha de emigrantes, vivia suas próprias dificuldades que essa posição lhe propunha, até que um advogado bateu à sua porta, e tudo na sua vida mudou.... Galileu tinha tudo que um homem pode...
