capitulo trinta quatro

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- eeee esse quad... -  ele se calou quando ouviu o grunhido de negação da mulher, ele olhava para Ima pelo ombro de Thor que como o irmão era igualmente alto.

- meu interesse por agora são os meus filhos! – Ima falou firme, Thor que era o escudo humano tentou ir para o lado, mais Gaeu descaradamente o seguiu permanecendo atrás do irmão.

- só quero deixar uma coisa bem clara Ima, se você quer atirar no teu marido, não tenho nada contra.. mas faça isso quando ele me soltar, não tenho nada haver com isso – Thor avisou, fazendo a cunhada erguer uma sobrancelha, Gaeu começou a narrar tudo que ali se passou tendo a total atenção de Ima que ficou aflita ao saber que seus bebes estavam em algum lugar da cidade de Edimburgo.

- e porque estamos aqui? – ela falou pondo a arma na bolça que trazia consigo, Gaeu respirou fundo e se sentiu seguro para soltar o irmão – precisamos ir atrás dessas mulheres elas provavelmente não conhecem a cidade e estão assustadas precisamos encontra-las – falou ansiosa, só uma mãe poderia entender a angústia que estava sentindo quase quatro dias longe dos seus filhos.

- elas saíram da casa antes da nossa chegada e já alertei a policia eles devem estar chegando, no entanto podemos ir procurar por elas, estão a pé, o que nós da vantagem quanto ão quão longe elas estão se formos de carro – Thor comentou e o casal concordou, naquele momento a policia chegou, e começaram as buscas na casa por evidências concretas da presença recente dos bebés na casa, o trio prosseguiu com a sua caçada pelas mulheres que estariam com as crianças assim como a policia.


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Luanda – Angola

A mulher negra estava sentada no sofá com o olhar distante como de costume, ela ouviu passos se aproximando mais não se moveu nem mesmo para ver quem era.
Um homem negro sentou do lado dela, pegou na sua mão, ainda sendo ignorado pela mesma.

- Ana…. – chamou por ela, mais a esposa continuava inerte – não aguento ver você assim, por favor….eu e difícil para todos nos querida mais por favor ! – a mulher negra olhou para seu esposo – nós temos outra filha que também precisa muito de você ! – comentou com a voz sofrida.

- ela não era tua filha – ela replicou com a voz dura olhando o marido – não finja que sentes a minha dor você nunca gostou da Melina, me obrigavas a deixar ela com a minha mãe para não ter que olhar para a tua enteada, então não finja e não me toques! – ela puxou a mão se livrando do toque dele, sentindo a tristeza a consumindo, cinco longos anos haviam se passado e ela nada sabia da sua amada filha, não podia deixar de pensar que era culpa dela por ter sido uma mãe negligente, cedendo aos desejos do seu marido de separa-la da filha, se culpava porque preferiu fingir que aquela filha não existia, aquela que era fruto do seu primeiro amor, filha de um homem que a iludiu e a abandonou grávida, mais que culpa Malina tinha?.

Lágrimas bainharam seus olhos, e como ela só foi descobrir como fora má, ou a negligência do seu erro tão tarde? Onde estaria sua filha naquele momento?, estava sofrendo? Quem fora o culpado? A pior tristeza para Ana era não saber a resposta de tais perguntas.

- você esta sendo injusta comigo e com a tua filha, já não temos sexo a quase cinco anos você acha certo me privar de te amar ! – perguntou o homem negro corpulento e baixinho – e a Bete, já nem queres saber dela, e ela têm apenas 14 anos achas isso certo? – falou balançando os braços desenfreadamente.

- Lúcio cale e porra da tua boca …. – falou a mulher brava – você têm muitas amantes e quer saber não me importo, não me importo com mais nada, a única coisa que me importa e a minha filha, enquanto ela não voltar para mim NADA MAIS ME IMPORTA – ela gritou olhando o marido que cerrou os dentes olhando a esposa e fervendo de ódio da sua enteada que mesmo longe ainda trazia problemas, pelo canto do olho viu uma figura, e quando olhou melhor viu sua filha, que tinha lágrima nos olhos observando os país, de seguida ela deu meia volta e saiu correndo o pai que amava demais a filha foi atrás, a mãe voltou ao seu estado inicial de melancolia, amargurada sem saber nada sobre sua Malina.

Entre o Amor e o PreconceitoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora