A Lei do Mais Forte

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- Não estou acreditando no que eu estou ouvindo! Você me perseguiu, mentiu para mim, se enfiou entre a minha família e amigos com o objetivo de fazer uma porcaria de uma campanha publicitária? – ele se levantou com raiva – Maldita Sassy! – esbravejou

- Não! A Sassy não está sabendo de nada, vai ser surpresa!

- Olhe para você, falando como uma adolescente! "Vai ser surpresa" – ele estava realmente irritado

- Arusi, entenda, eu não podia te falar nada, tinha uma grande intuição que seria um grande projeto mas ainda não a certeza. Agora eu tenho. Você vai ficar famoso no mundo inteiro!

- Quem te disse que quero ficar famoso no mundo inteiro? Porque você assume que o que você quer é o que as outras pessoas querem também?

- Você vai ganhar muito dinheiro com essa campanha - tentou outra abordagem

- Eu não quero muito dinheiro. - interrompeu

- Eu moro em uma metrópole, não gosto de Natureza, trouxe a minha droga de comida porque a desse pessoal deve ser infectada.– Carol descontrolou-se deixando-se levar pelo nervosismo. No mesmo segundo percebeu que se excedeu no comentário e lançou um olhar de desculpas sobre o comentário da comida.

- Arusi – continuou tentando argumentar

- Pode arrumar outra cobaia para a sua experiência, estou fora. Uma coisa é você fazer um "perfil" para uma reportagem para mostrar a cultura de meu povo e meu país, da Sassy. Outra coisa é você transformar isso num circo de consumismo e, pior, com a minha cara estampada em um anúncio ridículo! Inadmissível! Eu não dou autorização da minha imagem. E você sabe que vai precisar disso.

Carol se sentiu ameaçada. Seu trabalho seria comprometido. E quando isso acontecia ela não media esforços para chegar no resultado que queria. Seus olhos nublaram:

- Na verdade não depende de você, Arusi. Depende da Sassy. E, o que eles quiserem, tenho cert


No povoado Art e Numa foram recebidos pela mãe de Arusi, que deu um abraço caloroso na Namibiana.

- Achei que as tribos africanas fossem rivais – Art comentou com Numa

- Você precisa conhecer um pouco mais sobre o nosso país. A África é um continente bem grande – rebateu

Numa explicou que teve um relacionamento com Arusi quando eram muito jovens, e a mãe dele a tratava como uma filha.

- Que ótimo. Você não me trouxe para uma tribo rival, mas para ver um rival – ele provocou.

- Arusi? Seu rival? – você vai precisar comer muito "omajowa" disse referindo-se aos deliciosos e suculentos cogumelos que cresciam na região.

- Cogumelos? São afrodisíacos? – provocou ele

- Não precisam. – devolveu Numa

Art caminhava por aquele espaço com certa curiosidade e com muito cuidado por receio de pegar alguma doença. Pensou em contar aquela viagem maluca e inesperada aos seus netos. Tinha terminado um relacionamento de dois anos há um ano e se gabava por ser disputado entre as solteiras da metrópole.

As crianças vieram em sua direção sorrindo e tocando-o, mostrando seus brinquedos. Ele ficou extremamente sem graça e pediu socorro à sua cicerone.

Numa encontrou Meke que a recebeu com simpatia. Art também foi apresentado à irmã de Arusi.

- Nossa, as pessoas do interior também falam inglês –comentou

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