Capítulo 18
Selene pulou das costas de Aslam assim que se aproximaram da batalha. O exército resgatado finalmente chegara em seu destino, e a batalha já acontecia. No meio de todo aquele caos, Selene finalmente conseguiu encontrar onde sua irmã duelava com Pedro - e viu que o loiro tinha dificuldades. Mas então sua visão encontrou um ponto próximo a eles. Edmundo, caído de costas e com sangue manchando sua armadura, tinha dificuldades para respirar e a vida estava se esvaindo de seu corpo.
Isso não ficaria assim.
- Impossível. - murmurou a Feiticeira, vendo Aslam e seu exército.
Selene correu até sua irmã e a atacou, ajudando na batalha de Pedro. Atacava a irmã com fúria, forçando-a a recuar cada vez mais. A cada vez que a Feiticeira feria ela ou Pedro, Selene revidara com ódio, chegando a fazer cortes profundos. E então, quando Selene conseguiu um corte sobre o abdômen dela, a Feiticeira riu com escárnio.
- Acha mesmo que conseguirá matar a mim? - ela perguntou, provocando. - A sua irmãzinha mais velha?
- Você nunca foi minha irmã e não é hoje que será! - berrou Selene, partindo novamente para o ataque.
- Também não terei pena em matá-la! - disse a Feiticeira, derrubando a ambos com um golpe.
E estava prestes a realmente cumprir com sua palavra, quando Aslam atacou-a. Um único rugido, e tudo estava acabado.
- Está terminado. - disse Aslam.
Eles correram até Edmundo e se ajoelharam ao seu redor. Lúcia retirou o frasco de elixir de cura e pingou duas gotas na boca de Edmundo. Ele permaneceu de olhos fechados, enquanto Selene e seus irmãos choravam a seu redor, pensando que poderia ter acontecido o pior. Mas então, Edmundo respirou fundo, sentindo o ar passando pelos pulmões sem nenhuma dificuldade e a ferida totalmente curada. Ele abriu os olhos e Pedro o puxou para um abraço, o rosto vermelho de choro.
- Quando vai aprender a fazer o que mandam?!
Selene esperou até que todos o abraçassem em um abraço em grupo. Quando eles se soltaram, Selene inclinou-se para frente e o beijou rapidamente, logo o apertando em um abraço. Ela fungou, tentando segurar o choro.
- Estou aqui... – disse Edmundo, acariciando as costas dela e apertando-a mais forte contra si.
- Você quase me matou de susto! - exclamou ela, soltando-o. - Nunca mais faça isso!
Viu que Edmundo olhava para algo atrás de si e virou-se também, vendo Aslam se aproximando. Ele se aproximou de um fauno que estava transformado em estátua e assoprou sobre ele. Rapidamente, ele voltou ao normal. Lúcia pegou seu elixir de cura e rapidamente postou-se a ajudar a curar os feridos.
~*~
As trombetas tocaram, anunciando a entrada dos quatro reis. Edmundo, Pedro, Susana e Lúcia entravam em fila em direção aos quatro tronos de Cair Paravel, passando por baixo da homenagem de espadas dos guerreiros. Aslam andava entre Pedro e Susana. Selene andava logo atrás deles, junto com Tumnus, carregando duas das novas coroas.
- Em nome do dos brilhantes Mares Orientais, apresento-lhes Rainha Lúcia, a Destemida.
Os castores aproximaram-se com quatro coroas diferentes, com Selene e o Sr. Tumnus atrás. Ele pegou uma coroa prata, trançada de folhas, e a depositou na cabeça da mais nova.
- Em nome dos grandes Bosques do Ocidente, Rei Edmundo, o Justo.
Selene sorriu, enquanto colocava a outra coroa prateada sobre seus cabelos negros.
- Em nome do radiante Sol do Sul, Rainha Susana, a Gentil.
Selene colocou sobre seus cabelos, a coroa de flores douradas e Susana sorriu alegremente.
- E em nome do limpo Céu do Norte, apresento-lhes Rei Pedro, o Magnífico.
Tumnus o coroou, e os quatro se sentaram em seus tronos, enquanto o fauno e a feiticeira se afastavam.
- Quem é coroado Rei ou Rainha de Nárnia... – disse Aslam. – Será sempre Rei ou Rainha. Que a vossa sabedoria os abençoe até que as estrelas caiam do céu.
- Viva o Rei Pedro! – gritou a multidão. – Viva o Rei Edmundo! Viva a Rinha Susana! Viva a Rainha Lúcia!
~*~
- E agora? - perguntou Edmundo, preocupado.
Ele e Selene escaparam sorrateiramente da celebração da coroação para os jardins do palácio de Cair Paravel. Andavam de mãos dadas por entre os jardins floridos, apenas aproveitando um ao outro. E Edmundo estava inquieto, sem saber o que fazer em relação a Nárnia, e sem saber o que fazer em relação a Selene.
- Agora o quê? - perguntou Selene, parando de caminhar e ficando de frente para o moreno.
- Será que vamos voltar para o meu mundo? - ele se perguntou.
Selene engoliu em seco. Ela sabia exatamente quando e como eles voltariam, mas não podia passar essa informação a ele.
- Aslam não os teria coroado se vocês fossem voltar. - disse Selene, acariciando a bochecha dele.
Edmundo sorriu. - Ainda bem que eu terei você aqui comigo para me ajudar.
Selene, receosa, deu um passo atrás.
- Ahn... Sobre isso, Eddie...
- O quê? Não me diga que vai voltar para aquele castelo congelado! - ele disse ironicamente, mas assim que viu a expressão séria da menina, ele finalmente entendeu. - Mas por quê?
Selene se afastou dele e se aproximou de uma rosa vermelha e a tocou com a ponta do indicador direito. Aos poucos, a rosa foi se enchendo de pontinhos brancos. Neve.
- Aqui não é o meu lugar. - ela disse, observando a neve tomando a rosa vermelha.
Edmundo andou até ela e segurou seu rosto em suas mãos, obrigando-a a olhar em seus olhos.
- Seu lugar é aqui, do meu lado. - ele disse, convicto.
- E o que você acha que as pessoas vão ver sobre isso?! - ela disse sarcasticamente. - Uma antiga feiticeira, irmã daquela que acabou com essas terras, junto com um dos reis de Nárnia que ajudou a salvá-la!
Edmundo riu, apreciando o humor contraditório da menina.
- Não. Eles vão ver um garoto que já traiu Nárnia, junto com aquela que sempre a ajudou de todas as maneiras que conseguia. Um rei e uma princesa.
- Não sou princesa. - disse Selene manhosamente.
- Aslam não concorda. - ele disse, acariciando as maçãs do rosto dela e encontrando sua testa na dela, curtindo a aproximação. - E muito menos eu.
Selene bufou, cruzando os braços. - Você vai é enjoar de mim!
- De modo algum! Você vai sempre ficar linda desse jeito, você que vai enjoar de mim quando estiver com rugas!
Foi a vez dela rir. - Eddie, eu sou uma feiticeira, posso alterar minha aparência para várias idades.
Edmundo se aproximou um pouco mais, e sorriu sobre os lábios dela.
- Então, ainda vai querer voltar para aquele lugar sombrio e com péssima decoração?! - ele perguntou divertidamente, arrancando um riso dela.
Selene então se lembrou das palavras que Aslam disse-lhe em sua última conversa antes da coroação.
Eles ainda ficarão aqui durante alguns anos, e você sabe disso. Então simplesmente desfrute de uma boa escolha, dissera ele.
- Não mesmo! - garantiu ela, sorrindo e inclinando-se para beijá-lo.
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Beauty Queen
Teen Fiction"Selene andava calmamente pelo palácio, arrastando seu vestido branco preferido e sentindo o frio típico que o gelo lhe dava. Ela uma sensação reconfortante, que a acalmava. Afinal, ela era o gelo e a neve. Mas, infelizmente, ela não era a única. Ja...