Capitulo 31

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O Michael ficou seriamente a olhar para mim e eu apenas estava com um sorriso estúpido na cara.

"Porque te estás a rir? Tens noção que ele é completamente maluca e não vai desistir de ti?"

"Michael, eu não quero saber dela, e o que ela acabou de fazer foi o fim de tudo, eu já não queria nada com ela, agora? Agora nem olhar, nem ouvir o nome dela eu quero. Fui muito burro em ter acreditado nas palavras dela."

"Não me digas nada Calum, assustaste-me seriamente à pouco, eu pensava que tu te tinhas acreditado nela."

"Não e estou mesmo aliviado por perceber que ela me estava a mentir, eu não ía estar pronto para isto, eu não ía estar pronto para assumir uma responsabilidade daquelas, ainda por cima com a Carol. Fogo, eu posso ter perdido a rapariga que amo por causa de uma mentira. A Carol desta vez exagerou, ela disse uma mentira grave e eu nunca mais a vou perdoar por isso, ela pode ter estragado tudo o que eu tinha com a Mia."

"Calum... tu só precisas de falar com a Mia, ela gosta mesmo de ti e eu sei que ela te vai perdoar. Vocês foram feitos um para o outro e ela é uma rapariga fixe, adorava mesmo que fizessem as pazes."

O meu amigo logo me dá um abraço e eu agradeço-lhe por tudo. Eu tenho grandes amigos, amigos para toda a vida.

#Mia

Estava sentada numa mesa da escola a comer alguma coisa, visto que saí de casa e nem o pequeno-almoço tomei. A verdade é que queria estar um pouco sozinha antes de ir para as aulas, mas ontem o dia foi completamente uma merda, e sinceramente neste momento não quero estar sozinha, porque é assim que me sinto. Sinto que todos me deixaram e eu estou sozinha. E eu preciso de alguém, preciso de um abraço amigo, preciso de alguém que me compreenda e que esteja lá para mim.

"MIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA" olho para trás a tentar encontrar a pessoa que me chamava.

"Clare" fui a correr até ela e dei-lhe um abraço.

"Desculpa" disse-mos as duas ao mesmo tempo o que nos fez rir quase logo.

"Está tudo bem entre nós? Mia, eu não quero perder a minha melhor amiga."

"Nem eu Clare, está tudo bem entre nós. Eu não posso perder mais ninguém, principalmente tu." sentamo-nos na mesa, acompanhadas da Bianca a quem eu dei também um grande abraço.

"Já soube do Calum... Mia... Só te quero dizer que essa história da Caroline é tudo uma far...."

A Clare para de falar e fica muito séria a olhar para trás de mim, o que me leva a olhar também para o local onde ela fitava os olhos e ver o Diogo que se dirigia à nossa mesa.

"Mia, aquele rapaz está-se a dirigir aqui, ele não é boa coisa, Mia isto não é bom sinal." ela fala assustada.

"Ele é meu amigo, calma... Ele é diferente do que dizem, acredita."

O Diogo chega à nossa beira e pedindo permissão para se sentar, acaba por o fazer dando-me um beijinho na bochecha, o que me deixou bem, envergonhada... visto que só o tinha conhecido ontem.

"Olá, sou o Diogo, sou da turma da Mia." diz e sorri para as minhas colegas, as quais se acalmam mal ouvem as suas palavras e percebem que ele até é bem simpático.

"Eu sou a Bianca"

"Eu sou a Clare, somos as melhores amigas da Mia."

Ele sorriu-lhes e tocou para entrarmos para as aulas. A Clare e a Bianca foram para as suas respetivas salas e eu fui com o Diogo para a minha.

"Estás melhor?" ele pergunta-me antes de entrar na sala e eu fico a olhar para ele. "sabes... daquilo de ontem..."

"Ah, sim. Obrigada" sorri-lhe.

Entramos na sala onde por minha surpresa já se encontravam todos, o que os fez olhar para nós porque chegamos um pouco atrasados.

"Tu estavas com o Diogo?" pergunta a Pat quando eu ocupo o lugar vazio ao seu lado.

"Sim, ele é bastante simpático" sussurro para ela.

"Olha que ele não é simpático para toda a gente, ele teve de gostar muito de ti então."

"Não sejas tonta" rimo-nos as duas e começamos a prestar atenção à aula.

Estou super concentrada, quero começar o ano da melhor forma possível e tirar as melhores notas possíveis. Mas acabo por me distrair quando sinto o meu telemóvel a vibrar. Não vou ver quem é e deixo-o continuar a vibrar, quem quer que seja pode esperar até ao final da minha aula. Reparo que o telemóvel parou e não sei porquê olho para trás e os meus olhos vão ao encontro dos do Diogo, que me dá um sorriso. Mas volto a ser interrompida pelo vibrar do telemóvel, pego nele e vejo que o Calum está-me a tentar ligar. Mas o que ele quer agora? Eu não estou com paciência para ouvir mais coisas, por isso espero que ele desista. Sinto o meu estado a mudar, eu estava finalmente a sentir-me melhor, mas neste momento sentia um aperto no coração. Eu amava tanto o Calum, e estar afastada dele magoava tanto.

Passada uma hora e meia de aula a stora deixou-nos sair e eu dirigi-me com a Pat para fora da sala. A minha turma foi toda sentar-se nuns bancos no átrio e eu e a Pat fomos atrás deles e para minha surpresa eles falaram para mim e para a Pat normal. Estava sentada ao lado de Diogo que não parava de me observar e sorrir para mim de cada vez que olhava para ele. Ele era mesmo querido. Ouço a mesa a ranger e alguém me avisa que o meu telemóvel está a tocar. Pego nele e reparo que é o Calum.

"A pessoa não vai desistir até que atendas." diz a Pat olhando para mim.

"Eu vou... Eu vou atender..."

Caminho até a um sítio onde ninguém possa interferir na conversa e um pouco hesitante atendo a chamada.

"Mia? Mia és tu?"

"Sim, sou. Calum, o que queres? Eu estou na escola agora."

"Eu preciso de falar contigo Mia. Eu não consigo esperar. Mia, eu estive a falar com a Caroline..."

"Calum, eu não quero saber de ti e da mãe do teu filho, ok? Entende por favor."

"Mia, ouve-me, ela mentiu-me. Mia, tudo o que ela me disse era mentira, ela só queria que eu ficasse com ela." 

"Calum, tens noção da acusação que estás a fazer?"

"Mia, é verdade e ela praticamente o admitiu. Mia, a barriga que ela usa é falsa. E descobri isso graças ao Michael e às tuas amigas. Acredita em mim."

"Eu... Calum..." ouço a campainha a tocar "Depois falamos, está bem? Tenho de ir para as aulas agora."

"Está bem Mia, mas por favor, depois das aulas vem a minha casa. Eu preciso de ti Mia. Eu amo-te."

"Eu também te amo, Calum... mas... eu não sei... tenho de ir."

Desligo a chamada, e voltando-me para trás vou contra alguém o que me faz cair no chão.

Olho para cima e encontro o Diogo, que se encontra a rir. Ele dá-me a sua mãe e ajuda-me a levantar.

"Fizeste as pazes com o teu namorado?"

"Hm... não... mas afinal foi tudo falso, a ex dele inventou tudo... e eu preciso de acreditar nele, eu gosto tanto dele que estar longe dele por um dia já me estava a custar bastante. Eu não posso arriscar ficar mais tempo sem ele, eu preciso dele por perto, mas também tenho medo... percebes?"

"Eu percebo sim, e já sabes, mesmo que nos conheçamos à pouco tempo, eu não vou deixar ninguém te fazer mal, podes contar comigo para tudo. Agora, vamos para a aula."

Ele dá-me um beijo na bochecha como de manhã e eu permaneço quieta, fazendo com que ele agarre numa das minhas mãos e me puxe para dentro da sala.

Encontra-me | C.H.Onde histórias criam vida. Descubra agora