Capitulo 39

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Quando ele disse aquele nome, reconheci-o quase logo. Apesar de ser pequenina quando vi essa mulher pela última vez, lembro-me tão bem dela. 

"Ah, sim... Quando era pequenina essa senhora vinha muitas vezes para aqui e trazia o filho com ela... Espera aí... Tu... Tu és o Diogo, Diogo?"

"Sim, Mia. Ao que parece sou mesmo eu em carne e osso!"

"Oh meu deus, que saudades..." disse dando-lhe um abraço. "A minha mãe ficou muito triste quando a tua mãe lhe deixou de falar e ainda hoje é o dia em que fala em vocês, mas algumas amizades não duram para sempre não é?"

"Concordo, também fiquei triste com a atitude da minha mãe mas afinal, a minha Mia ainda existe e está agora à minha frente. Estou tão feliz agora."

"E eu também estou super feliz por nos termos encontrado passado tanto tempo."

"Pronto, pronto, mas agora é melhor ires buscar as coisas..."

"Claro, entra" digo dando-lhe passagem para ele entrar. "Espera aqui, vou só buscar as coisas."

"Tudo bem."

Fui até ao meu quarto, pousei a minha mala em cima da cama e olhei para o meu placar de fotografias. Vi uma foto de quando eu e o Diogo eramos pequenos. Caramba, como adorava aquele tempo e como eu o adorava a ele. Costumavamos dizer que nos íamos casar quando eramos pequenos e as nossas mães riam-se de nós por causa disso. Eramos como irmãos, eu adorava brincar com ele, porque ele respeitava-me e brincava comigo a qualquer coisa que fosse, fazendo-me sempre todas as vontades sem nunca ficar chateado. A verdade é que ele mudou bastante, não parece mais aquele rapazinho pequenino que eu conheci, aquele rapazinho frágil que chorava por pouco. Ele tinha-se tornado um homem, estava mais forte, mais rebelde, mais bonito e sobretudo, tinha-se tornado numa pessoa completamente diferente. Criou uma nova personalidade, era uma pessoa de coração mole lá no fundo como sempre fora, mas ainda era difícil fazer essa sua parte vir ao de cima. E não quero parecer convencida, mas eu só vejo essa parte nele quando ele está comigo. O que me faz pensar mais uma vez no que as minhas amigas disseram. Mas desta vez eu tinha a total certeza de que ele apenas queria o meu bem, queria ser meu amigo, como fomos outrora em crianças.

Vou buscar a minha máquina e o resto do material e volto até ao placar e pego na fotografia. Caminho na direção do Diogo e mostro-lho a mesma.

"Olha o que eu ainda tenho. Estás tão diferente DiDi chorão."

"Ai, não me lembres disso por favor. Eu não sei porque é que eu estava sempre a chorar." eu rio-me e pouso a foto no móvel do corredor "e agora percebo, porque é que me chamas-te didi no outro dia, tu sempre adoras-te esse nome"

"AHAHAH, é verdade, mas deixa que te diga que em criança eras um amor, DiDi." digo, acabando por abrir a porta de casa e dando de caras com o Calum.

"Amor." digo, saltando para cima dele e juntando os nossos lábios.

"Hm... Olá" ele diz quando nos separamos.

"Oh, este aqui é o meu colega, Diogo. É ele que vai fazer o trabalho comigo."

"Olá, sou o Calum, o namorado da Mia." reparo que ele não parece muito contente mas estende-lhe a mão mesmo assim, num jesto de comprimento.

"Olá" diz o Diogo, retribuindo e estendendo-lhe também a mão.

"Bem, agora que se conhecem, podemos ir?"

"Claro, estavamos à vossa espera." 

Caminhamos em silêncio até casa do Calum, e mal entro comprimento todos os rapazes e apresento-lhes o Diogo e todos eles até simpatizaram com ele em exeção do Calum, que estava sentado no sofá com cara de poucos amigos. Eu ignorei o seu mau humor, e começei a montar as coisas, fazendo com que o Diogo seguisse os meus passos. Depois de termos tudo pronto, começamos então a tirar-lhes fotografias, o que foi super cómico, porque eles são os maiores palhaços do mundo. Apenas o Calum é que não estava muito à vontade, fazendo com que o seu estado se refletisse com o dos outros. Enquanto todos estavam todos contentes ele forçava o sorriso e não estou a perceber o que se está a passar com ele. Ele está estranho.

"Calum?" digo, fazendo-o encarar-me. "Anda ali falar comigo, por favor."

Começo a caminhar em direção ao seu quarto e ele segue-me. Quando entro e vejo que ele entrou, fecho a porta com força.

"O que é tu tens? O que é que te está a dar?" digo sem me aperceber que aumentei um pouco o tom da minha voz.

"Não estou nos meus dias, só isso." ele acaba por me encarar.

"Podias fazer um esforço por mim, Calum? Podias mostrar-te mais simpático para o Diogo? Não sei o que é que tu tens contra ele, mas ele já se apercebeu que tu não vais com a cara dele. Fogo Calum, até eu me apercebi. Ele é meu amigo e como meu namorado não o devias tratar dessa forma."

"Como querias." ele diz revirando os olhos.

Começo a caminhar para fora do quarto mas ele impede-me.

"Olha, desculpa está bem? Eu... Só não sei porque estou assim. Não fiques chateada, por favor."

"Tudo bem, mas promete-me que não vais estar o resto do dia com cara de quem não tem amigos." digo aproximando-me dele.

"Eu prometo que vou tentar bebé" ele agarra-me pela cintura.

Sinto os nossos corpos colidirem um contra o outro e um arrepio percorre-me pelo corpo todo, ele acaba por juntar os nossos lábios e só depois é que me deixa voltar à sala.

"Oh Mia, o que fizes-te para o Calum estar de bom humor agora?" o Michael diz quando vê o Calum sorrir.

"Uma conversa bastou, Mikey." digo sorrindo.

Começamos então de novo e as fotos agora estavam muito melhores, o retardado do meu namorado decidiu finalmente não estragar as fotos e eu ficava feliz por o voltar a ver sorrir, ele quando está de mau humor consegue ser totalmente insuportável.

"Bolas" digo quando me apercebo que algo não está certo.

"Que se passa?" pergunta o Diogo preocupado.

"Esta porcaria não está a dar em condições, olha só para isto" digo apontando para a máquina presa pelo tripé.

Ele aproxima-se, colocando-se atrás de mim e tenta ver o que se passa. Sinto-o literalmente colado a mim, os seus braços rodeiam-me para poderem chegar à máquina, e sinto o seu corpo a milimetros de distância do meu.

"Acho que já está, vê..." diz olhando para mim, sorrindo e logo se afasta e volta para o sítio onde estava anteriormente.

"Ah... Sim, obrigada Di."

Olho para os rapazes e eles estão a encarar-nos completamente, mas desvio o meu olhar apenas para o Calum e lanço-lhe um sorriso ao qual ele vira a cara e ignora. Boa, aposto que agora está chateado.

O Michael começa a tocar na guitarra e a cantar e os outros seguem-no nas suas vezes. Tirando o Ash que não cantava nesta música.

Sentei-me a ouvi-los, juntamente com o Diogo visto que já tinhamos acabado e já tinha-mos fotos suficientes.

A campainha soa por toda a casa e eu apresso-me a ir abri-la para eles não pararem.

"Ah, meu amor, estava à tua procura."

Bom, e aqui fica o último capítulo por hoje!!! A minha prima mais nova não me larga e então só consegui vir aqui agora ahah

Espero que gostem e amanhã são mais dois capítulos, beijocaaaaaas e um bom natal para vocês todas!!!

Encontra-me | C.H.Onde histórias criam vida. Descubra agora