Capitulo 40

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"Porquê, está tudo bem mãe?" perguntei preocupada.

"Sim, eu só vi isto quando cheguei a casa e fiquei preocupada... Eu sei o quanto vocês gostavam um do outro..."

"Ah, não te preocupes está tudo bem, mais que bem... Olha entra por favor, quero apresentar-te alguém."

Ela assim o faz e quando olha para os rapazes, que já tinham acabado de cantar, encontra o Diogo e por meio que um milagre reconhece-o sem dificuldade nenhuma. Eu apenas me vou sentar no colo do Calum e encosto a minha cabeça ao seu peito, mas ele permanece quieto.

"Diogo? És mesmo tu?"

"Sim, sou..." ele disse meio envergonhado e logo a foi cumprimentar.

"Ai meu deus, ao tempo... Agora percebo o motivo desta foto não estar no sítio dela." ela mostra a fotografia a todos. "Eles eram tão fofos."

"Mãe!!!!!" repreendo-a e faço-a perceber que ela acabou de dizer asneiras.

Olho para o Calum e vejo os seus olhos super brilhantes como se estivesse a fazer um esforço para não chorar... O Calum só chora quando está mesmo no limite, será que ter trazido o Diogo foi um erro? Merda, eu fiz asneiras.

"Eu não estou a perceber nada, quem está nessa foto?" disse o Luke curioso.

"Oh, é a minha filha e o Diogo. Eles davam-se muito bem quando eram mais novos, até diziam que se íam casar e tudo. Eram crianças tão engraçadas."

O Calum pega em mim e tira-me do seu colo pousando-me no lugar vazio ao seu lado e vejo uma lágrima escorregar pela sua cara. Ele levanta-se e vai para o seu quarto trancando a porta.

"Obrigada, mãe. Obrigada por não te lembrares que o meu namorado estava aqui."

"Filha, desculpa não foi por mal."

Eu apenas a ignoro.

"Diogo, é melhor ires embora, amanhã falamos na escola. Adeus." disse dando-lhe um abraço e de seguida ele vai-se embora e a minha mãe vai atrás dele.

Mas será que a minha mãe só se sabe meter onde não deve? Eu só queria que ela o visse, não que ela se fosse por a dizer coisas como aquelas à frente do meu namorado. Eu conheço a minha mãe e sei que não foi sem querer, e às vezes não a percebo. Ela apoia a minha relação com o Calum, mas de um momento para o outro já está a falar de outros rapazes à frente dele e isso irrita-me, porque ela não consegue perceber que eu estou feliz com o Calum e apenas com ele.

Dirigo-me até ao quarto dele, batendo à porta.

"Cal, deixa-me entrar."

"Agora não é boa altura, Mia. Volta para a sala para a beira do teu amigo."

"Eu mandei-o ir embora, Calum, abre o raio da porta." disse aos berros e batendo na porta com toda a força que tinha.

Ouço os seus passos e a porta destrancar-se. Abro-a rapidamente, entrando no seu quarto e fechando a porta de seguida. Olho para ele que já está sentado na ponta da cama a olhar para mim.

Vou até ele e envolvo-o nos meus braços, mas afasto-me quase de seguida, olhando para ele muito sério.

"Calum..." tento falar.

"Não digas nada. Desculpa, eu não consegui cumprir a promessa." ele disse interrompendo-me, e reparo que está com lágrimas.

"Calum..."

"Não, não digas nada, deixa-me falar." ele olha serio para mim "Mia, eu sei que não tenho nada haver com as tuas amizades e não quero que te deixes de dar com os teus amigos por minha causa, mas esse rapaz, eu não suporto a forma como ele te trata e como olha para ti. Mia, ele colou-se a ti à pouco, eu vi a forma como ele te rodeou com os braços e a forma como ele se aproximou de ti. Eu vi a forma como vocês estavam a falar lá fora, antes de irem para tua casa. Eu estava à janela, a esperar para ver quando chegavas e quando apareces, vens acompanhada dele. Eu vi o abraço que deram, eu vi o quão feliz parecias. Eu vi o beijo que ele te deu no outro dia. Eu tenho-te visto tanto com ele esta semana. E ainda por cima tu afinal conheces-o desde sempre. Até diziam que se iam casar. Mia, eu não aguentei desculpa. Aquele rapaz quer-te, eu percebi pela forma como ele te trata, como te olha, como te sorri. Foda-se Mia, eu estou cheio de ciumes, e não consigo não os ter. Eu não suporto a ideia de te perder por causa dele ou de outro qualquer... E depois a tua mãe, a tua mãe parece que não nos quer ver..."

"Para, agora quem fala sou eu." disse interrompendo-o "primeiro de tudo, não precisas de ter ciúmes, porque eu sou tua, apenas tua. Calum, o abraço que lhe dei lá fora foi quando ele me disse quem era, eu não me recordava dele nem ele de mim, ele apenas só se lembrou da casa, e foi um abraço de amigos, apenas isso. Nós eramos crianças, quando nos davamos bem. Mas nós mudamos, eu não o conheço mais, nem ele a mim. Ele apenas me vê como uma amiga, mais nada. E eu não quero que andes a por essas coisas na cabeça. Porra Calum, eu não tenho intenções de te trocar por ninguém. E eu pensava que já sabias disso. E quanto à minha mãe, ela não pode interferir nas minhas escolhas e eu escolhi-te a ti. Melhor, o meu coração escolheu-te a ti. Ficar contigo foi uma decisão minha, é uma decisão minha e a minha mãe não se vai meter nessa decisão, a vida é minha e quem a vive sou eu, não ela. Não tens nada com te preocupar, não faças filmes nessa cabeça."

"Tu não tens noção do quanto importante te tornas-te para mim neste tempo."

"Não Calum, eu tenho sim. Tu estás sempre a mencioná-lo e posso-te dizer muito sinceramente que nunca me canso de o ouvir. Tu também te tornas-te tão importante para mim."

"És minha" ele diz abraçando-me.

"Sou tua, só tua."

"Para sempre, certo?"

"Nem sei por que ainda perguntas, sabes que sim totó."

Sento-me no colo dele e junto os nossos lábios. Ele deixa-se cair para trás e eu sigo o seu movimento, colocando-me em cima dele.

"Quero-te tanto Calum." digo.

Encontra-me | C.H.Onde histórias criam vida. Descubra agora