Vilarejo anormal

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Me chamo Matheus, eu sou um pesquisador de lugares estranhos e pouco explorados no mundo e ultimamente houve alguns rumores sobre um vilarejo anormal e que as pessoas que vivem lá tem alguma peculiaridade estranha, eu interessado procurei pelo endereço dos rumores e peguei o meu carro e fui para a estrada usando o GPS para localizar o lugar, eu volto falar quando estiver perto de chegar de lá, essa gravação vai parar por aqui por enquanto.

3 horas mais tarde

Voltando a gravação, eu não consigo mais me localizar pelo GPS, o endereço que eu peguei não está mais sendo encontrado, parece que vou ter que me guiar por conta própria agora e tentar a sorte, espero que eu não me perca com isso, eu já estou no meio do nada, não importa para onde eu olhe não há nada além de árvores e grama alta.

Eu fiquei dirigindo por mais alguns minutos e saí da floresta, logo a minha frente havia um posto de gasolina abandonado e havia uma cabine telefônica por lá também, eu meio que estava me sentindo perdido já, então pensei em voltar para casa, é melhor do que continuar insistindo sem saber para onde estou indo.

Entrei no posto para dar uma olhada e vi um homem velho deitado no chão, eu preferi não o incomodar, saí do posto e fui em direção a cabine telefônica, eu acredito que seja melhor assim, quando entrei na cabine eu tentei ligar para um amigo para avisar onde eu estava e que estava voltando, caso algo acontecesse comigo ele saberia onde eu estou.

Matheus: Alô? Jonathan? Eu estou no meio do nada próximo de uma floresta, tem um posto de gasolina abandonado aqui.

Jonathan: Tente ser mais especifico, meio do nada não me ajuda a saber onde você está.

Matheus: Certo, deixe me ver, aqui parece um lugar abandonado, eu vim pela rua dos pomares para chegar aqui.

Jonathan: Okay, eu vou tentar ver mais ou menos por onde você foi, mas como eu disse não ajuda muito.

Matheus: É só pra você saber, eu estou voltando já.

Jonathan: Okay, então tome cuidado.

Eu podia usar o celular para ligar, mas está sem sinal e mandar a localização da onde eu estou poderia ser uma ideia melhor, mas o GPS também não sabe onde é o lugar, então não sei se daria muito certo, de qualquer forma é hora de voltar.

Saí da cabine telefônica e dei de cara com o velho que estava dormindo, ele ficou me olhando estranho e fixamente, ele parecia ter gostado do meu gravador, não tirava os olhos dele também, isso estava me incomodando, então me afastei dele e fui para o meu carro, mas ele ficou me seguindo.

Matheus: O que o Senhor quer?

Velho: ...

Matheus: Tudo bem, eu vou embora.

Ele segurou meu braço e começou a salivar muito, eu fiquei em choque e puxei o braço e entrei no carro, eu tentei ligar o carro para sair dali logo, mas a droga do carro não ligava de jeito nenhum, por que justo agora? E o maldito daquele velho ficou me olhando pelo vidro do carro salivando e com o olhar fixo, ele tinha uma barba grande e mal feita também e estava toda suja de saliva agora, ele estava me dando nojo.

Velho: Eu... preciso de uma caron... carona... Por favor.

Matheus: Quem é você?

Velho: Só me... leve para o vilarejo... você está indo para lá também...

Matheus: Você sabe onde fica o vilarejo?

Velho: Sim, eu preciso... voltar lá...

Eu fiquei pensando a respeito da situação, eu não devia fazer isso, ele é um completo estranho e ficou me olhando fixamente, eu realmente não devia deixa-lo entrar no carro, mas também estou curioso com o vilarejo e precisava tirar algumas fotos de lá e gravar um vídeo sobre o lugar, eu acho que vou deixar dessa vez e se acontecer algo eu agi em legitima defesa.

O Vale dos pesadelos 02Onde histórias criam vida. Descubra agora