Perseguição

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– Como as coisas passam rápidas né Vitoria. Dois anos da Luri e parece que foi ontem que ela estava aqui no meu colo, totalmente dependente de mim.

– Eles crescem muito rápido mesmo. Olha as meninas, Kauã.

– Posso pegar ele um pouco?

– Claro que sim. Ele ama um colinho. Eu soube que você perdeu seu bebê. Sinto muito.

– Já estou melhor.

– Sinto muito mesmo, mais o que os médicos falaram?

– Na verdade nem o médico sabe muito bem, mais ele disse que é impossível perder sem um motivo.

– Será que foi pelo nervosismo do casamento?

– Eu falei isso, mais ele disse que não, tinhamos feito uma avaliação dois dias antes e estava tudo bem.

– Pode ter sido algo que você comeu, isso acontece.

– Eu não comi absolutamente nada por causa do estresse, eu só tomei um chá pra relaxar. Mais acredito que não tenha sido isso.

– Mãe podemos cortar o bolo?

– Vamos esperar só seu tio Lucas chegar.

– Podemos assoprar a velhinha?

– Claro que sim filha. Lu ainda tá pequenina não vai conseguir apagar. Agora volte a brincar.

(...)

– Que estranho os dois dormiram cedo hoje. Também Kauã correu o dia todo.

– A Maria levou a Cecilia na piscina disse que ela ficou na água o dia inteiro.

– Por isso nem tinha forças pra comer.

– Ficou exausta! Melhor irmos deitar.

– Tudo bem. Vai subindo que eu vou arrumar aqui e ja vou. - Telefone tocou.

– Mensagem de quem?

– É o Lucas.

– Sei!

– Não está acreditando? Veja você mesmo.

– Não vou olhar.

– Não quer olhar mais está se roendo por dentro. Do que adianta.

– Vitoria não quero discutir. Com licença!

(...)

– Eu estou louca para conseguir um outro lugar para ficar.

– Olha que interessante Juliana, lá em casa minha amiga foi embora. Estou procurando alguém pra dividir o apartamento.

– Sério Patricia?

– Sim! Você pode pegar suas coisas e ir pra lá que te espero.

– Isso vai me fazer bem, depois que Julia se casou e terminei com Eric ficar sozinha tem sido um martírio.

– Terminou com Eric? Não sabia.

– Sim! Na verdade ele me largou e já está até casado mais vida que segue.

(...)

– Seu irmão chamou a gente para almoçar hoje na casa dele?

– Sim chamou.

– Então você vai sozinho porque eu não vou na casa de alguém que não se importa com a própria mãe que acabou de enfartar.

– Mais isso é um problema deles dois, você não tem nada haver com isso.

Por AmorOnde histórias criam vida. Descubra agora