Capítulo 75

2.4K 231 42
                                        

Gia

José morreu e nem sequer foi capaz de terminar o que havia começado.

Os policiais me levaram algemada para a delegacia e me jogaram em uma cela imunda como se eu fosse uma qualquer. Eu tinha um diploma era suposto que me tratassem de uma outra forma, mas não eles me tratavam como uma reles criminosa.

Agarrei com força as grades da maldita cela e xinguei em pensamento José de todos os nomes. Quando aceitei ajuda-lo nunca pensei terminar aqui.

— Carne fresca no pedaço.— escutei uma voz dizer e então olhei para a minha colega de cela

Era uma mulherzinha vulgar que me olhava de forma estranha e senti um arrepio subir pelo meu corpo.

— O que você fez para estar aqui, madame?— perguntou ela ainda me analisando minuciosamente

— Isso não é da sua conta. — respondi e ela riu

— Tudo aqui é da minha conta.— disse ela se aproximando — Esta cela aqui é minha. Eu sou a rainha o que te torna minha súbdita.

Gargalhei na cara dela.

Rainha? Uma imunda como ela?

Depressa ela se jogou sobre mim e puxou os meus cabelos com força.

— Você vai aprender o seu lugar aqui. — disse ela com um sorriso — Ajoelha. — mandou

— O quê?

— Mandei ajoelhar. — ao ver que eu não o fazia a maldita me deu um soco no estômago e depois puxou ainda mais o meu cabelo. — Vai demorar?

Uma outra presa se aproximou. Eu nem havia dado conta que ela também estava naquela cela. Era uma mulher medonha que estava com um sorriso no rosto e com as mãos em punho. Eu havia perdido por isso ajoelhei.

— Agora beije os meus sapatos. — olhei horrorizada — Faça.— cuspiu e acabei por obedecer — É bom que aprenda desde cedo que quem manda aqui sou eu.

Por enquanto, pensei.

Eu não ficaria nesta cela por muito tempo. Tinha contactos e ao fim ao cabo não tinha feito nada a não ser ajudar José a levar aquelas idiotas para uma sala. Com um bom advogado poderia até dizer que foi coagida a fazer isso.

Christian

Era desesperante estar aqui nesta sala de espera do hospital sem saber notícias da minha Ana. Sempre que fechava os meus olhos via-a caída no chão cheia de sangue e sentia um aperto forte no meu peito.

Ana era a minha vida e não a podia perder. Ela era a minha metade e apesar de não estarmos a muito tempo juntos sabia que era para sempre.

— No que tanto você pensa, mano?— perguntou Ryan sentando ao meu lado

— Como foi idiota em ter resistido ao que sentia por Ana. Se não fosse pela minha teimosia estaríamos juntos a muito mais tempo.

— Vocês tem ainda um longo tempo juntos.

— Pode passar o tempo que for que nunca me parece ser suficiente. — sorri — Ana é a minha metade e sempre quero estar com ela. Ao lado dela amando-a e protegendo-a. — Olhei para o teto — Eu falhei com ela.

— Não diga asneiras, Christian. — disse meu irmão — José atacaria em algum momento, com você ao lado de Ana ou não.

— Esta situação me fez perceber uma coisa. — Ryan me olhou — Estou próximo para o próximo passo.

— O quê?— perguntou ele com um enorme sorriso

— Casamento.— respondi — Estou pronto para unir a minha vida a de Ana diante de Deus e dos homens.

Love GameOnde histórias criam vida. Descubra agora