Part 6

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Eu sei o que você estão pensando, de novo! "Que burra!" mas lembra o que eu disse no começo da história? Então, eu não estava, nada mais nada menos, do que sendo manipulada.

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-É hoje. -A garota morena de pele corada sentou ao meu lado em uma das mesas do refeitório com sua bandeja vermelha com a velha comida da cantina.

-Hoje...por onde você andou no primeiro tempo?

-Han... Eu? Eu estava no banheiro.

-Por cinquenta minutos?

-Estava com alguns problemas.- Estava nervosa com alguma coisa, mas nada que eu tenha que me preocupar, ela estava aqui, não estava?!

-PS!

-Falou alguma coisa? -Perguntei.

-Não.

-PS!- Olhei em volta e nada. -Anne! -Meu nome surgiu em um sussurro.

-Eu vou ao banheiro.

-Tudo bem.-Estava entretida com sua comida, como sempre.

Andei a procura de alguém, de algum sinal, de alguma coisa que fosse possível de reproduzi som.

-PS!

-Quem é?

O barulho, que era um pouco irritante, fez com que eu andasse à um corredor um pouco longe demais do refeitório, mas eu não ligava.

-Pelo amor, quem é? -Parei no meio do corredor que por sinal estava vazio. Havia eu e os armários e a pessoas/coisas que guiou-me até aqui.

-Não se entregue!

-Pode pelo menos aparecer?

-Eu não posso, não tenho poderes o suficiente para isso, mas escute... não e em hipótese alguma se entregue a Anastásia.

-Por que? Para que ela possa matar minha família?

-Ela não pode, estão vindo... tenho que ir! Faça o que eu disse! Não ...

-...se entregue, já sei já sei.

Ok... isso foi...hum...interessante.







-O QUE? POR QUE?...quer dizer, o que te fez mudar de ideia? -Letícia parecia furiosa o que era estranho.

-Eu estava pensando, se Anastásia tirar a sua e a vida de todas as pessoas que eu amo, eu não faria NADA para ela, então ela não pode fazer...

-Quer dizer que você vai arriscar não só a minha vida, mas a de todas as pessoas que te amam? Tudo bem, vai nessa. -Falou indignada.

-Não foi você que disse que iria me apoiar em qualquer coisa?

-Eu disse? Aé... eu disse, mas pensei que você iria dar um jeito nisso sabe...

-Eu não estou te entendendo... o que aconteceu com você hoje?

-Ac-c-conteceu comig-g-go? N-n-nada, p-p-or que?

-Desde quando você gagueja?

-E-e-eu n-n-a... -Bufei e deixei a mesa imediatamente a procura de uma mulher ruiva que é chamada pelo nome de Anastásia, mas antes que eu terminasse à minha procura, o sino bateu para que todos voltassem as suas devidas salas.







Minhas pernas e mãos tremiam. O relógio estava quase marcando quatro horas e a única desculpa que eu tinha na cabeça era ir ao banheiro, era a que eu achava mais possível de fazer o professor me deixar sair da sala.

Levantei a mão com e assim que olharam para mim eu a abaixei tentando esconder meu nervosismo.

-Sim?

-Eu gostaria de ir ao banheiro.

-Tem três pessoas na sua frente.

-Mas eu preciso...Problemas femininos.

-Não demore!- Disse derrotado e ríspido ao mesmo tempo.

Saí da cadeira, peguei o passe do banheiro deixando a sala rapidamente.













Lá estava eu, no quarto andar, que por sinal estava vazio, parecia que ninguém ia lá há muitos anos. Agora sei o porque das pessoas o chamarem de "corredor da morte" ou algo relacionado, mas isso não importa.

-Que bom que veio.

-O que você fez com minha amiga?-falei seca para a mulher, que me esperava no final do corredor.

-A francesa?

-A única.

-Eu não fiz nada para ela, na verdade, nem a vi hoje.

-Esta mentindo.

-Qual seria a necessidade de eu mentir? Você esta em minhas mãos, querida, mesmo se mudar de ideia, é tarde demais. -Ela disse em um tom convencido, como se nada em seu plano pudesse dar errado. - Eu ao contrário de outros, cumpro com a minha palavra.

-O que você quer dizer com...

-Existem outros tentando levá-la para Arthemisia, minha cara. Uns são bem piores do que eu.







-Até agora você não fez nada com que eu pensasse que é perigosa.

-Não precisei fazer nada até o momento, vamos, estou atrasada.

-Ok... e como fazemos para chegar em...como é mesmo o nome?

-Arthemisia! -Bufou rolando seus olhos verdes.- Parece que eu vou ter que te ensinar tudo, não é mesmo? -Pausa para seu longo suspiro.-Você vê caminhos o tempo todo e como saber qual deles dá para qual mundo? Nossa um mistério! -Disse irônica.- Pode perceber que cada porta tem um símbolo diferente mas Arthemisia não tem símbolo algum, por causa das brigas entre os povos de nosso mundo e todo esse drama... continuando, cada mundo escolheu um animal para representá-lo... como por exemplo aquela ali. -apontou para uma porta de madeira com vários detalhes esculpidos e no centro do topo havia um animal...-O cavalo simboliza o filho da noite e do mistério, o seu significado está ligado ao fogo e à água, é destruidor e triunfante, nutriente e asfixiante. O cavalo está associado às trevas do mundo ctoniano.

-Trevas? Sério?

-É melhor você levar as coisas que falo a sério, pois ao contrário de seu pai, eu não tenho o dom da paciência.

-Tudo bem...E qual a nossa porta?

Unusual Life (não finalizada)Onde histórias criam vida. Descubra agora